Quando o estímulo cognitivo é mais necessário?

Não resolvido
Rio de Janeiro - RJ
01/07/2026 às 14:53
ID: 252819593
Gostaria de registrar meu profundo agradecimento ao SUPERA de Teresópolis, onde minha mãe foi aluna durante um longo período.
Quando ingressou na unidade, ela possuía plena capacidade para realizar todas as atividades propostas pelo método. Durante todo esse tempo, foi acolhida com muito carinho, respeito e profissionalismo. Meu agradecimento se estende a toda a equipe, especialmente à Gláucia e à Adriana, que sempre demonstraram sensibilidade e dedicação. O atendimento prestado pelo SUPERA de Teresópolis sempre foi extremamente humanizado, e isso fez toda a diferença para nossa família.
Entretanto, a partir de março deste ano, minha mãe apresentou um importante declínio cognitivo decorrente da evolução da demência. Em maio, foi necessário interromper sua participação no SUPERA de Teresópolis, pois ela passou a morar conosco, no Rio de Janeiro.
Desde então, temos nos dedicado intensamente para preservar sua autonomia e sua qualidade de vida. Felizmente, com acompanhamento médico e terapêutico, conseguimos estabilizar seu quadro. Apesar das limitações, minha mãe ainda mantém diversas habilidades: conversa, realiza palavras cruzadas, pinta, participa de atividades, interage socialmente e sai conosco para passeios. Apenas deixou de ter segurança para realizar atividades desacompanhada.
Há duas semanas, sua psiquiatra recomendou o retorno aos estímulos cognitivos e às atividades físicas, justamente para retardar a progressão da doença e preservar as funções ainda existentes. Iniciamos Pilates e musculação no QUALIVIDA, onde ela foi recebida de forma extraordinariamente acolhedora e demonstra enorme satisfação em participar.
Na tentativa de dar continuidade também aos estímulos cognitivos que ela tanto apreciava, procurei matriculá-la na unidade do SUPERA Copacabana.
Infelizmente, a experiência foi muito diferente daquela que vivemos em Teresópolis.
Durante a avaliação, tive a impressão de que a principal referência para definir sua aptidão ao programa foi sua capacidade de realizar as atividades com o ábaco. Como minha mãe já não consegue executá-las, concluiu-se que ela não se enquadrava mais no método do SUPERA e, por esse motivo, sua matrícula não foi aceita.
Respeito integralmente os critérios técnicos adotados pela instituição. No entanto, não pude deixar de fazer algumas reflexões durante a conversa com a coordenação.
Perguntei quais são, atualmente, os perfis de alunos atendidos pelo SUPERA, uma vez que sempre soube da existência de alunos com comprometimento cognitivo. Questionei também se as atividades desenvolvidas pelo método se resumem ao trabalho com o ábaco ou se existem outras estratégias capazes de estimular diferentes capacidades cognitivas.
Minha maior inquietação foi outra: será que um aluno deve ser excluído justamente no momento em que mais necessita de estimulação cognitiva?
Minha mãe talvez não consiga mais executar determinadas atividades, mas ainda possui inúmeras capacidades preservadas que poderiam ser trabalhadas. Além disso, existe um aspecto de valor inestimável: a convivência social. Para pessoas com demência, manter vínculos, rotina, interação e pertencimento é parte importante do tratamento.
A coordenadora foi bastante gentil e afirmou que havia gostado muito da minha mãe. Entretanto, explicou que ela não atendia mais aos requisitos do método.
Saí da avaliação profundamente entristecida.
Minha reflexão não é uma crítica às pessoas que me atenderam, mas ao próprio modelo de avaliação.
O SUPERA existe apenas para quem apresenta bom desempenho cognitivo ou também para aqueles que estão enfrentando um processo de declínio? Se o propósito é estimular o cérebro, por que interromper esse estímulo justamente quando ele passa a ser mais necessário? Será que não seria possível pensar em formas de adaptação para alunos que já fizeram parte da instituição, respeitando suas limitações, mas preservando seus potenciais?
Minha mãe ama o SUPERA. Durante os momentos mais difíceis da doença, ela sempre falava das aulas, dos colegas e do quanto gostava de estar naquele ambiente. Ela guarda essa experiência com muito carinho e sequer compreende por que não poderá retornar.
Fica aqui minha gratidão eterna ao SUPERA de Teresópolis e, ao mesmo tempo, um convite à reflexão para que o SUPERA possa pensar, cada vez mais, em inclusão também para pessoas que vivem com comprometimento cognitivo. Afinal, talvez sejam elas que mais necessitem de estímulos, acolhimento e oportunidades para continuar exercitando aquilo que ainda conseguem preservar.
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Resposta da empresa
01/07/2026 às 17:25
Olá, Cintia!
Antes de tudo, agradecemos por compartilhar sua experiência de forma tão respeitosa e sensível. Também nos emocionou ler o carinho com que você descreve a trajetória da sua mãe no Supera Teresópolis. Saber que ela encontrou acolhimento, vínculos e momentos tão significativos em nossa metodologia é motivo de grande orgulho para toda a nossa equipe!
Recebemos, da mesma forma, com muita atenção e respeito o seu relato sobre a experiência na unidade de Copacabana. Compreendemos sua frustração e entendemos o quanto essa situação é delicada para você e sua família, especialmente diante do desejo de proporcionar à sua mãe tudo o que possa contribuir para sua qualidade de vida.
Gostaríamos de esclarecer, com total transparência (um dos valores que norteiam o Supera), que nossa decisão não está relacionada ao valor, à história ou ao potencial da sua mãe, tampouco se resume ao desempenho em uma única ferramenta da metodologia. A avaliação realizada considera diversos aspectos relacionados à participação do aluno em nosso método.
O Supera é uma empresa educacional especializada em estimulação cognitiva. Nossa metodologia foi desenvolvida e validada para atender pessoas com cognição preservada e também aquelas com comprometimento cognitivo leve, perfis para os quais há evidências científicas dos benefícios proporcionados pelo método.
À medida que um quadro de demência evolui, porém, as necessidades passam a ser diferentes. Nessa fase, intervenções de caráter mais individualizado, conduzidas por profissionais especializados em reabilitação cognitiva e acompanhamento terapêutico, tendem a ser mais adequadas do que um programa de estimulação cognitiva realizado em grupos, como é o caso do Supera.
Por esse motivo, quando nossa equipe identifica que a metodologia já não é a intervenção mais indicada, nossa orientação é não efetivar a matrícula. Essa decisão pode ser difícil, mas é tomada justamente para agir com responsabilidade, ética e transparência, evitando criar uma expectativa de benefício que, nesse momento, o nosso método não consegue entregar da forma que gostaríamos.
Entendemos e concordamos com um ponto muito importante trazido por você: a convivência social, a manutenção da rotina e os estímulos continuam sendo fundamentais para pessoas que vivem com demência. A questão não é a importância desses estímulos, mas sim a necessidade de que eles aconteçam por meio de intervenções compatíveis com as necessidades atuais de cada pessoa.
Agradecemos, também, por suas reflexões. Elas são recebidas com respeito e reforçam a importância de continuarmos aprimorando nossos processos e nossa forma de comunicar os limites e as possibilidades da nossa atuação.
Desejamos, sinceramente, que sua mãe siga encontrando, como você relatou, ambientes acolhedores, profissionais dedicados e intervenções que contribuam para sua qualidade de vida. Ficamos felizes em saber que ela está sendo tão bem recebida nas atividades que iniciou recentemente e esperamos que continue cercada do cuidado e do afeto que merece.
Receba nosso carinho e nosso agradecimento pela confiança que sua família depositou no Supera durante tantos anos!
Um grande abraço,
Equipe Supera
Consideração final do consumidor
01/07/2026 às 18:47
Sem acolhimento
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
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