Venda de carnes estragadas e impróprias para consumo no Mercado Pague Menos - Limeira - SP

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Reclamar dessa empresa

Limeira - SP

13/08/2026 às 09:15

ID: 256351175

RECLAMAÇÃO FORMAL INDIGNAÇÃO COM A VENDA DE CARNES E ALIMENTOS IMPRÓPRIOS PARA CONSUMO

Venho registrar minha profunda indignação com a qualidade e, principalmente, com a forma como as carnes estão sendo comercializadas pelo Mercado Pague Menos, em Limeira.

O que está acontecendo é extremamente grave e não pode ser tratado simplesmente como um problema de troca de mercadoria ou como um eventual erro pontual. Estamos falando de alimentos, de carne, de produtos que serão consumidos por pessoas e que, quando estão estragados ou mal armazenados, podem colocar seriamente em risco a saúde dos consumidores.

Já comprei duas vezes carne nesse estabelecimento e, nas duas ocasiões, o produto estava estragado.

Na primeira vez, percebi o problema quando estava em outra cidade. Mesmo assim, tive que retornar ao mercado para conseguir fazer a troca. Isso já foi um enorme transtorno, causado exclusivamente pela falta de cuidado com um produto que deveria ter sido colocado à venda em perfeitas condições.

Na segunda ocasião, a situação foi ainda mais revoltante. Deixei a carne congelada e, quando fui retirá-la para consumo, estava completamente estragada. Não estamos falando de uma carne que ficou esquecida durante dias na geladeira. O produto foi congelado e, ainda assim, quando fui utilizá-lo, estava impróprio.

Além disso, existem diversas reclamações de consumidores da região relacionadas à venda de carnes próximas do vencimento, carnes deterioradas e problemas envolvendo carnes moídas adquiridas no próprio açougue.

Isso é extremamente preocupante.

Carne não é um produto qualquer. Uma carne estragada pode causar intoxicação alimentar e sérios problemas de saúde. Crianças, idosos e pessoas mais vulneráveis podem sofrer consequências ainda mais graves. Portanto, não estamos falando apenas de perder dinheiro ou ter o trabalho de voltar ao mercado para trocar um pacote.

Estamos falando de SAÚDE PÚBLICA E SEGURANÇA ALIMENTAR.

É inadmissível que um consumidor compre um alimento em um estabelecimento comercial, confie que o produto está adequado para consumo e só descubra posteriormente que levou para dentro de casa uma carne deteriorada.

Até quando o consumidor terá que descobrir sozinho que a carne está estragada?

Até quando as pessoas terão que abrir embalagens, sentir cheiro ruim ou constatar visualmente que o produto está impróprio para consumo?

E se uma pessoa consumir essa carne sem perceber o problema? Quem será responsável pelas consequências?

O Mercado Pague Menos precisa entender que não basta simplesmente trocar o produto quando o cliente reclama. O problema deveria ser identificado antes que a carne chegasse às mãos do consumidor.

É obrigação do estabelecimento manter controle rigoroso sobre validade, temperatura, refrigeração, armazenamento, manipulação, higiene, procedência e condições de comercialização das carnes e demais alimentos.

O consumidor não pode ser tratado como alguém que deve fiscalizar o produto no lugar do estabelecimento.

Minha indignação é ainda maior porque isso já aconteceu comigo duas vezes e, segundo relatos de outras pessoas da região, não parece ser uma situação isolada.

Espero que esta reclamação seja tratada com a seriedade que o caso exige e que sejam tomadas providências imediatas para investigar o setor de carnes e açougue, verificar os procedimentos de armazenamento e manipulação e impedir que produtos deteriorados ou em condições inadequadas continuem sendo comercializados.

Não estamos reclamando apenas de uma carne estragada. Estamos reclamando do risco que esse tipo de situação representa para a saúde de todos os consumidores.

Um estabelecimento que comercializa alimentos precisa ter responsabilidade sobre aquilo que coloca à venda. O consumidor confia que está comprando um alimento seguro para sua família, e essa confiança não pode ser colocada em risco por falta de fiscalização, controle ou cuidado.

Espero um posicionamento sério e, principalmente, mudanças efetivas para que nenhum outro consumidor precise passar pelo mesmo transtorno ou, pior, consumir um produto estragado e acabar tendo problemas de saúde.

A situação é revoltante e merece providências. Diante da gravidade dos fatos e da repetição dos problemas, deixo expressamente registrado que, caso não sejam tomadas providências efetivas, a situação será encaminhada aos órgãos competentes, inclusive à Vigilância Sanitária, para que seja realizada uma fiscalização no estabelecimento.

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Resposta da empresa

13/08/2026 às 14:12

Olá, Luis, boa tarde

Agradecemos por compartilhar seu relato e compreendemos sua preocupação.

Conforme conversamos, realizamos uma análise inicial com o CPF informado, porém não localizamos compras vinculadas a esse cadastro nem registros anteriores de reclamações relacionadas ao caso em nossa Central de Atendimento.

Solicitamos informações complementares sobre o produto mencionado e o respectivo cupom fiscal para viabilizar uma apuração mais detalhada, porém não recebemos retorno.

Esclarecemos ainda que, até o momento, não identificamos registros de reclamações envolvendo carnes da unidade de Limeira em nossos canais de atendimento. Ainda assim, em razão da relevância do tema, solicitaremos uma análise das vendas, trocas e devoluções relacionadas ao produto citado, com o objetivo de identificar eventuais padrões que demandem atuação interna.

Como não foi possível obter as informações necessárias para prosseguir com a investigação, estamos encerrando esta manifestação. Caso deseje dar continuidade à análise, permanecemos à disposição para reabrir o atendimento mediante o envio dos dados solicitados.

Atenciosamente,

Departamento de Comunicação
Rede de Supermercados Pague Menos
Telefones: (11) 4003-3296 / 4003-3548
E-mail: [email protected]


Réplica do consumidor

14/08/2026 às 10:25

Prezados,

Li atentamente a resposta apresentada pela Rede de Supermercados Pague Menos e, sinceramente, considero a posição adotada decepcionante e incompatível com uma empresa que afirma prezar pelo bom relacionamento com seus clientes.

Minha reclamação não teve como objetivo simplesmente solicitar a troca de um produto. O ponto central da manifestação é muito mais grave: comprei carne por duas vezes e, em ambas as ocasiões, o produto apresentou sinais de deterioração e estava impróprio para consumo. Estou relatando uma experiência concreta como consumidor e alertando para uma situação que, na minha avaliação, merece atenção.

A resposta da empresa, entretanto, parece concentrar-se muito mais na ausência de *****, cupom fiscal e registros internos do que na questão principal: por que um consumidor precisa provar documentalmente que encontrou uma carne estragada para que sua reclamação seja levada a sério?

Faço algumas perguntas bastante objetivas:

Eu sou obrigado a guardar todos os cupons fiscais de todas as compras que realizo?

Sou obrigado a manter em minha residência uma embalagem de carne estragada, com mau cheiro e em processo de deterioração, simplesmente para apresentar posteriormente à empresa como "prova"?

Deveria eu conservar dentro de casa um alimento impróprio para consumo apenas para viabilizar uma eventual troca ou investigação?

E, principalmente, por que a preocupação da empresa parece estar voltada à comprovação da reclamação depois que o problema ocorreu, em vez de estar concentrada em impedir que produtos inadequados sejam colocados à venda?

É importante deixar claro: não cabe ao consumidor assumir o papel de fiscal do estabelecimento. A obrigação de controlar validade, temperatura, conservação, armazenamento, manipulação, higiene e condições de comercialização dos alimentos é do estabelecimento que os coloca à disposição do público.

Não considero razoável que a empresa utilize a ausência de cupom fiscal ou de determinado registro em seu sistema como argumento para simplesmente encerrar uma manifestação dessa natureza. Se o consumidor relata que encontrou carne deteriorada, a postura que se espera de uma empresa responsável é investigar o ocorrido, verificar seus controles internos, seus procedimentos de armazenamento e refrigeração e, principalmente, demonstrar preocupação genuína com a segurança dos produtos comercializados.

Também considero bastante inadequada a afirmação de que "não identificamos registros de reclamações envolvendo carnes da unidade de Limeira". O fato de não haver registros internos não significa que o problema não exista. Pode significar apenas que outros consumidores não formalizaram suas reclamações pelos canais utilizados pela empresa.

Aliás, a resposta apresentada reforça justamente a impressão que motivou minha indignação inicial: em vez de demonstrar preocupação com a experiência do consumidor e com a qualidade dos alimentos, a empresa parece estar mais preocupada em encontrar uma justificativa administrativa para encerrar a manifestação.

Isso é extremamente decepcionante.

Uma empresa que realmente preza pelo bom relacionamento com seus clientes deveria ouvir uma reclamação dessa gravidade com atenção, acolher o consumidor e buscar compreender o que aconteceu. Não deveria simplesmente transferir ao cliente a responsabilidade de apresentar documentos que ele não tem obrigação de conservar indefinidamente, tampouco exigir que ele mantenha em casa alimento deteriorado para comprovar posteriormente que estava estragado.

O consumidor compra confiando que o estabelecimento está cumprindo sua obrigação básica de comercializar alimentos próprios e seguros para consumo.

Não deveria ser necessário descobrir em casa, pelo cheiro, pela aparência ou pelas condições do produto, que a carne que foi comprada para alimentar a família estava deteriorada.

E se o consumidor não percebe?

E se alguém consumir o produto?

E se uma criança, um idoso ou outra pessoa mais vulnerável sofrer consequências?

É justamente esse tipo de situação que deveria preocupar a empresa.

Também é importante registrar minha insatisfação com a forma como a manifestação foi conduzida. A política adotada nesse atendimento passa uma mensagem muito ruim ao consumidor: se você não tiver o cupom, o registro exato da compra e todas as informações que a empresa considera necessárias, sua reclamação pode simplesmente ser encerrada.

Esse tipo de postura, infelizmente, contribui para afastar consumidores.

Não é por acaso que cada vez mais consumidores têm buscado alternativas e migrado para concorrentes, como o Covabra, que, na percepção de muitos clientes, demonstra maior preocupação com atendimento, relacionamento e experiência do consumidor.

Não estou dizendo que nenhum estabelecimento esteja sujeito a problemas. Todo comércio pode eventualmente enfrentar uma falha. A diferença está justamente na forma como a empresa reage quando um consumidor aponta um problema.

Uma falha pode acontecer. O que não deveria acontecer é a empresa tratar a reclamação do cliente como um problema burocrático a ser encerrado.

Minha expectativa era receber uma resposta que demonstrasse preocupação real, investigação e compromisso com a qualidade dos produtos. Em vez disso, recebi uma resposta essencialmente baseada na ausência de documentos e registros.

Portanto, reitero minha insatisfação e deixo registrado que a responsabilidade pela qualidade e segurança dos alimentos comercializados é do estabelecimento, e não do consumidor.

Não sou obrigado a guardar todos os recibos de minhas compras indefinidamente. Não sou obrigado a conservar dentro de casa carne estragada para posteriormente apresentá-la à empresa. E não considero aceitável que a ausência desses elementos seja utilizada para desconsiderar a gravidade de um relato sobre alimento deteriorado.

Espero, no mínimo, que esta manifestação seja considerada como um alerta e que a empresa realmente verifique os procedimentos adotados na unidade de Limeira, especialmente no setor de carnes e açougue.

O consumidor não deve precisar descobrir sozinho que aquilo que comprou está impróprio para consumo.

Quem comercializa alimentos tem a obrigação de garantir que eles estejam adequados e seguros antes de colocá-los à venda.

Minha reclamação permanece, portanto, integralmente mantida, e registro minha profunda decepção com a forma como a empresa escolheu conduzir o caso.

Atenciosamente,

Luis

Consideração final do consumidor

14/08/2026 às 10:26

Não recomendo.

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

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