Cliente com deficiência é exposta e constrangida ao usar fila preferencial em supermercado, sem o devido suporte da equipe.

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Belo Horizonte - MG

04/06/2026 às 13:57

ID: 250530495

Pessoa com deficiência não precisa provar que é deficiente para ter seus direitos respeitados

Hoje vivi uma das situações mais constrangedoras da minha vida dentro de uma unidade do Supermercado BH.

Sou pessoa com deficiência e utilizava a fila preferencial, um direito garantido por lei. Ao exercer esse direito, fui questionada por outro cliente, que passou a falar alto, expor minha condição e sugerir que meu problema não era apenas a deficiência.

O que deveria ser uma compra comum transformou-se em uma situação humilhante, diante de dezenas de pessoas.

O mais doloroso não foi apenas a agressão verbal. Foi a sensação de desamparo. Quando a situação saiu do controle, não recebi a intervenção imediata que esperava para proteger a integridade e a dignidade de uma cliente em situação de vulnerabilidade.

Muitas pessoas ainda acreditam que só existe deficiência quando ela é visível. Pessoas autistas, pessoas com doenças crônicas, pessoas com deficiências ocultas enfrentam diariamente olhares, julgamentos e constrangimentos simplesmente por exercerem direitos garantidos por lei.

Fila preferencial não é privilégio.

É acessibilidade.

É inclusão.

É respeito.

Nenhuma pessoa deveria precisar discutir, justificar seu diagnóstico ou ser exposta publicamente para utilizar um direito legalmente assegurado.

Espero que este episódio sirva para reflexão e para que empresas invistam cada vez mais na orientação de suas equipes e na proteção de clientes que dependem do atendimento prioritário.

Porque o maior teste de inclusão não está na placa da fila preferencial.

Está na forma como as pessoas são tratadas quando precisam utilizá-la.


Supermercados BH
Avenida *****, ***** Bairro *****, Belo Horizonte/MG.
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