TOYOTA (T DRIVE OSASCO) VENDA DE VEICULO COM SINISTRO/VÍCIO OCULTO E AUSÊNCIA DE SOLUÇÃO

Em réplica
Osasco - SP
30/06/2026 às 09:54
ID: 252671259
Adquiri um Tiggo 5x max drive 2023/2024 seminovo com 10.000 km em 21/08/2025, confiando na qualidade, credibilidade e transparência da Toyota. Na data do dia 03/06/2026, levei o veículo na oficina LAAV situada Av. Pres. Altino, 472 - Jaguaré, São Paulo - SP, para corrigir o alinhamento de uma peça que aparentava estar desencaixada na lateral direita. Para minha surpresa, durante a avaliação e desmontagem da parte dianteira, foi identificado, conforme vídeo já apresentado, que o veículo possui indícios de dano estrutural decorrente de um sinistro anterior.
Essa informação não foi reportada no momento da compra e também não constava no laudo cautelar apresentado pela Toyota, fator que foi determinante para a concretização do negócio.
Conforme o 3 do artigo 26 do Código de Defesa do Consumidor (CDC) estabelece que, tratando-se de vício oculto, o prazo decadencial
(30 dias para produtos não duráveis e 90 dias para duráveis) não começa a valer da compra,
mas sim no momento em que o defeito se torna evidente.
No dia 04/06/2026 fui presencialmente na loja T drive de Osasco falar com o vendedor e o gerente de vendas, foi solicitado o envio do e-mail relatando o problema identificado. No dia 19/06/2026 recebi a ligação do vendedor informando que não tinha o que fazer pois já tinha passado muito tempo.
Aguardo um retorno com a máxima urgência para que possamos resolver a questão de forma amigável e transparente.
Compartilhe
Resposta da empresa
02/07/2026 às 15:25
Prezado Sr. Silas,
Agradecemos pelo seu contato e lamentamos sua insatisfação com a situação relatada.
Esclarecemos que o veículo em questão foi comercializado como seminovo, acompanhado de laudo cautelar vigente à época da venda, documento este que não apontava qualquer irregularidade estrutural que comprometesse sua comercialização.
Ressaltamos ainda que a reclamação apresentada ocorreu aproximadamente 10 meses após a aquisição do veículo, sem que houvesse, nesse intervalo, qualquer registro ou manifestação anterior sobre eventual avaria estrutural.
Dessa forma, considerando o tempo decorrido desde a compra, não é possível afirmar que a condição identificada atualmente já existia no momento da comercialização do veículo.
Permanecemos à disposição.
Atenciosamente,
Toyota T-Drive
Réplica do consumidor
02/07/2026 às 15:48
discordo da conclusão apresentada.
O ponto central da reclamação refere-se à existência de um sinistro oculto estrutural, situação que, por sua própria natureza, não é passível de identificação por um comprador comum no momento da aquisição do veículo ou durante sua utilização rotineira. A avaria somente foi constatada quando o veículo passou por uma análise técnica mais aprofundada, conforme relatado anteriormente.
Dessa forma, o fato de a identificação ter ocorrido aproximadamente 10 meses após a compra não descaracteriza a existência prévia do dano. Pelo contrário, trata-se justamente de uma condição oculta, cuja descoberta depende de inspeções específicas e especializadas, não estando necessariamente relacionada ao tempo decorrido desde a aquisição.
Além disso, o vídeo encaminhado demonstra de forma clara que a avaria identificada possui características compatíveis com um dano anterior à venda do veículo, evidenciando que a condição apontada já estava presente quando da comercialização. Portanto, a questão principal não é quando o defeito foi descoberto, mas sim se ele já existia no momento da venda e os elementos apresentados indicam que sim.
O fato de o laudo cautelar fornecido à época não ter identificado a irregularidade não afasta a possibilidade de sua existência. Ao contrário, reforça a necessidade de uma apuração técnica mais aprofundada para esclarecer por que uma avaria estrutural relevante não foi apontada no processo de avaliação do veículo.
Diante disso, solicito a reanálise do caso, considerando as evidências já encaminhadas, especialmente o vídeo e o laudo técnico que apontam a existência do dano estrutural, bem como uma manifestação técnica detalhada sobre os motivos que levam a Toyota T-Drive a concluir que a avaria não existia no momento da venda.
Permaneço no aguardo de um posicionamento definitivo e fundamentado sobre o caso.
Atenciosamente,