Insegurança e despreparo no Parque Tarundu em Campos do Jordão: relato de problemas com tirolesa e bungee trampolim

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Rio de Janeiro - RJ
18/01/2026 às 18:26
ID: 238052943
No dia 01/01/2026 estive no Parque Tarundu, localizado em Campos do Jordão, com minha família.
Ao acessar o parque, recebemos a informação de que o estacionamento para veículo não seria cobrado. Chegando na recepção do parque, fomos ao encontro de um profissional que nos passou as informações relacionadas às opções de passaportes disponíveis: Baby (de 0 a 3 anos) = R$ 199/ Kids (de 4 a 6 anos) = R$ 259/ Fast (válido por 1h) = R$ 189/ Smart = R$ 299/ Full = R$ 399/ Top Full = R$ 479.
Somente a entrada no parque (sem direito a utilização de qualquer brinquedo ou atração) possui a opção de valor Inteira = R$ 74 e Meia = R$ 37.
No entanto, a incoerência inicia no momento em que mesmo fechando qualquer tipo de passaporte você ainda assim se vê obrigado a pagar o valor de acesso (Inteira ou Meia). Ou seja, o fato de não cobrar estacionamento já estaria financeiramente compensado com a cobrança deste valor de acesso cumulativo ao passaporte.
Acreditando que ainda assim valeria apena e teríamos um dia agradável, eu e minha esposa compramos somente o acesso ao Parque (de forma Inteira) para nós, e compramos para nossa filha (Júlia de 11 anos) o acesso ao Parque (Meia + Passaporte Smart). Porém ao entrar no parque iniciar as atrações foi uma grande decepção: o primeiro brinquedo escolhido pela minha filha foi a 'Tirolesa Double'. A deixei na entrada do brinquedo (que possuía uma indicação que acompanhantes não poderiam subir, mas somente pessoas equipadas com o devido equipamento e ingresso comprado para o brinquedo). Fiquei de baixo da plataforma acompanhando a sua subida até o topo. Depois de um tempo, observamos a sua partida de um lado em direção ao outro lado do Parque (onde seria feita uma troca de tirolesa para o seu retorno ao mesmo local de partida). O problema se deu justamente aí. Após longos minutos de espera, observava que várias pessoas retornavam e ela não. No primeiro momento acreditei que pudesse haver uma fila de retorno do outro lado do parque, mas após toda essa demora e finalmente ocorrer o seu retorno, minha filha chegou chorando e muito assustada, nos contando que ficou perdida do outro lado da 'floresta'. Nos contou que ao descer do primeiro cabo de transporte da tirolesa, a falaram para seguir o caminho que haveria algum profissional a esperando (o que não ocorreu). Ela seguiu o caminho guiada apenas por capacetes jogados ao chão, sem ter a certeza de que estaria na direção correta (e começou a ficar muito nervosa). Resolveu ir e voltar para ver se encontrava alguém no caminho que pudesse a ajudar (o que também não ocorreu). Ouvindo barulhos durante o trajeto e sabendo que estava em uma área de mata, achou inclusive que pudesse haver cobra por perto. Após nova tentativa (já totalmente desorientada) resolveu atravessar uma ponte que possuía uma placa com avisos parecendo ser de outro brinquedo (Tirolesa Top Five), o que a deixou mais confusa ainda (considerando que o brinquedo inicial chamava-se 'Tirolesa Double'). Ao seguir nesse caminho, de fato a colocaram no cabo de retorno da tirolesa e ela chegou chorando muito. Após saber do ocorrido, fui entender melhor o funcionamento do brinquedo com um dos profissionais que equipavam os participantes. Ele me pediu que conversasse com o coordenador responsável pelo brinquedo, e assim o fiz. Ao explicar a situação para o responsável e acreditando que no mínimo fosse receber um pedido de desculpas, simplesmente o responsável me informou que era daquela maneira mesmo e não tinha como ser diferente (acrescentando ainda que estavam em horário de almoço e provavelmente com corpo funcional reduzido). Absurdo total! Como um Parque que cobra tão caro não consegue ter um mínimo de condições técnicas de operar? Depois de acalmar minha filha, e tentar fazê-la se divertir um pouco (como era o desejo desde o início), a levei no 'Bungee Trampolim'. Entramos em uma fila, e ao chegar sua vez, foi realizada a pesagem para que a partir dessa pesagem pudessem calcular corretamente a regulagem do cinto de segurança do brinquedo. Neste momento, outro absurdo se deu. A profissional simplesmente pesou minha filha e saiu da área do brinquedo. Quando o outro profissional chegou para efetivamente equipar minha filha, a primeira profissional ali não estava mais, e ele me perguntou quanto minha filha pesava. Isso me preocupou bastante, pois observei que a atenção a segurança não existia no parque. Eu simplesmente não informei o peso de minha filha e o pedi que conversasse com a primeira profissional que a pesou. Após eles se falarem e ele equipar minha filha, o brinquedo iniciou. Durante as subidas e descidas minha filha ficou se contorcendo de dor, pois não tinha sido corretamente equipada. Com dores na virilha, pediu para interromper o brinquedo (e sequer a ofereceram a possibilidade de ajuste e nova tentativa - visto que o passaporte escolhido 'Smart' daria direito somente a uma utilização do brinquedo).
Em resumo, e na minha opinião, o parque não possui a menor condição em termos de segurança para operar!