Tratamento discriminatório e desrespeitoso durante desligamento em processo seletivo

Reclamação em réplica

Em réplica

Reclamar dessa empresa

São Paulo - SP

02/07/2026 às 19:22

ID: 252951975

Venho registrar esta reclamação para relatar os fatos ocorridos durante minha breve passagem pela empresa, bem como demonstrar minha profunda indignação diante da forma como fui tratada e desligada, situação que me causou grande abalo emocional, constrangimento e a percepção de ter sido vítima de tratamento discriminatório.

Sou uma mulher negra, de 35 anos, mãe de dois filhos, profissional comprometida, qualificada e que sempre buscou exercer suas atividades com responsabilidade e dedicação. Ao ingressar na empresa, participei normalmente do processo seletivo e do treinamento inicial. Durante esse período, foi informado pelo próprio recrutamento que, caso algum candidato necessitasse de ajuste de horário por motivo pessoal, bastaria comunicar a equipe responsável.

Em razão de minhas responsabilidades familiares, solicitei a alteração de horário, pedido que foi devidamente analisado e aprovado pelo recrutador responsável pelo processo seletivo. Dessa forma, iniciei o treinamento acreditando que a questão estava definitivamente resolvida, uma vez que a própria empresa havia autorizado a alteração. Em nenhum momento fui informada de que isso poderia gerar qualquer consequência negativa ou comprometer minha permanência.

Entretanto, após a entrada de uma nova supervisora, identificada como Fernanda, o ambiente mudou completamente. Próximo ao encerramento do treinamento, ela reuniu os participantes e passou a questionar, individualmente, se os horários informados estavam corretos. Ao chegar minha vez e a de outra colega, dirigiu-se a nós de forma intimidadora e desrespeitosa, afirmando, diante de todos os presentes, que, caso estivéssemos mentindo, ela descobriria.

Essa exposição pública foi absolutamente desnecessária e incompatível com qualquer ambiente profissional. Não houve qualquer conversa reservada ou tratamento respeitoso. Fui colocada em situação vexatória perante toda a turma, sendo tratada como se estivesse agindo de má-fé, mesmo possuindo autorização expressa concedida pelo recrutamento da própria empresa.

O constrangimento foi tão intenso que precisei me retirar para o banheiro, onde chorei, completamente abalada emocionalmente. Até aquele momento, jamais havia sido tratada dessa forma em qualquer empresa em que trabalhei.

Posteriormente, quando os demais colegas seguiram para a operação, receberam integração e até brindes de boas-vindas, eu e outros quatro colaboradores fomos separados dos demais. Permanecemos isolados em uma sala, enquanto a porta era fechada, sem qualquer esclarecimento sobre o que estava acontecendo.

Durante esse período, a supervisora adotou uma postura que considerei debochada e desrespeitosa, afirmando repetidas vezes que não seríamos demitidos, que ficaríamos aproximadamente uma semana sem trabalhar e que deveríamos retornar em determinada data para um novo treinamento. Em diversos momentos tentou encerrar qualquer tentativa de questionamento, impedindo que nós, colaboradores, pudéssemos nos manifestar ou compreender a situação.

Confiando nas informações prestadas pela própria supervisão, retornamos na data indicada. Ao chegarmos, permanecemos aguardando por aproximadamente uma hora e vinte minutos, sem qualquer informação ou respeito ao nosso tempo e à nossa dignidade.

Somente após longa espera fomos chamados por uma funcionária do treinamento, acompanhada de uma representante do setor de Recursos Humanos e outra colaboradora que conduzia os procedimentos administrativos em um notebook. Foi então comunicada nossa dispensa.

Durante esse momento, um dos colegas questionou a cláusula contratual referente ao contrato de experiência de 90 dias. Em resposta, foi informado, de forma ríspida e autoritária, que a empresa contratava quem quisesse e demitia quem quisesse, no momento que entendesse conveniente.

Embora seja de conhecimento que o contrato de experiência permite o encerramento do vínculo, nenhuma empresa está autorizada a tratar seus colaboradores com desrespeito, humilhação, constrangimento ou de forma incompatível com os princípios da boa-fé, da dignidade da pessoa humana e do respeito que deve nortear as relações de trabalho.

O que mais me causou indignação foi a completa ausência de justificativa objetiva para meu desligamento. Não recebi qualquer feedback sobre desempenho, não pratiquei qualquer ato de indisciplina, não houve advertências, faltas injustificadas ou qualquer comportamento que justificasse a decisão adotada.

Diante de toda a sequência dos acontecimentos, não consigo deixar de registrar que me senti discriminada. Como mulher negra e mãe de dois filhos, que apenas exerceu um direito previamente autorizado pela própria empresa, percebi uma mudança abrupta na forma como passei a ser tratada após a chegada da nova supervisão.

Não afirmo essa percepção de forma leviana. Ela decorre do conjunto de fatos vivenciados, da exposição pública, das humilhações sofridas, da ausência de qualquer justificativa plausível para minha dispensa e da forma diferenciada com que eu e outros colegas fomos tratados.

É extremamente contraditório que uma empresa que divulga políticas de diversidade, inclusão, respeito às pessoas e valorização dos colaboradores permita que gestores adotem posturas incompatíveis com esses valores.

Toda empresa possui o direito de contratar e desligar empregados dentro dos limites legais. Contudo, esse direito não afasta a obrigação de respeitar os direitos fundamentais do trabalhador, preservando sua honra, imagem, dignidade e integridade emocional.

A conduta adotada durante todo esse processo extrapolou o mero exercício do poder diretivo do empregador e gerou sofrimento psicológico, constrangimento público e sentimento de humilhação.

Diante disso, solicito que esta reclamação seja efetivamente analisada pelos setores responsáveis, com a devida apuração da conduta da supervisora Fernanda e das demais pessoas envolvidas no processo de desligamento, especialmente quanto à forma desrespeitosa com que os fatos foram conduzidos.

Entendo que, no mínimo, a empresa deveria reconhecer os transtornos causados, apresentar um posicionamento formal sobre os acontecimentos e adotar medidas para impedir que outros colaboradores sejam submetidos ao mesmo tipo de tratamento.

Acredito que empresas verdadeiramente comprometidas com ética, diversidade e respeito devem garantir que seus líderes estejam preparados para tratar pessoas com profissionalismo, empatia e humanidade.

Finalizo esta manifestação profundamente decepcionada. Nunca havia passado por uma experiência tão constrangedora em minha vida profissional. Não levo apenas a lembrança de uma demissão, mas de uma sequência de humilhações que marcaram profundamente minha dignidade. Espero que este relato seja tratado com a seriedade que merece e que as providências cabíveis sejam adotadas.

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Resposta da empresa

03/07/2026 às 12:47

Olá,
Agradecemos pelo seu contato e pela oportunidade de analisar os apontamentos apresentados.
Informamos que realizamos contato diretamente com você por e-mail, por meio do qual prestamos o suporte necessário e fornecemos os esclarecimentos referentes às questões relatadas nesta manifestação.
Reforçamos que seu relato foi devidamente registrado e encaminhado para conhecimento das áreas responsáveis, que realizaram a análise do caso e repassaram os devidos esclarecimentos.
Permanecemos à disposição por meio dos nossos canais oficiais de atendimento caso necessite de informações adicionais ou novos esclarecimentos.

Réplica do consumidor

16/07/2026 às 22:12

Bem , no dia 23/06/2026 a supervisora ***** do produto que estava PortoBank chamou eu e mais 4 pessoas em uma sala nos avisando para ficar em casa até o dia 01/07/26 para voltarmos para fazer uma reciclagem. Então ficamos até o dia 0107/26 quando formos a empresa fomos notificados sobre a demissão.na homologação tivesses um desconto absurdo de faltas por estes dias sendo que foi nós dito que não haveria descontos algum que receberia nos normalmente por estes dias em casa . Mandei diversos email para homologação com os prints da conversa com a ***** da qualidade para que fosse feito o novo calcinha tirando as faltas e podesse receber o meu valor que é devido por vocês e sem nenhum retorno. Depois de todo humilhação deste desligamento ainda não querem me pagar o que é devido.