Descaso no Atendimento Preferencial e Violação de Direito da Pessoa com Deficiência

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Barueri - SP

17/07/2026 às 10:02

ID: 254154227

Ontem, 16/07/2026, às 18h20, eu, pessoa com deficiência física (paralisia cerebral e paralisia motora com mobilidade reduzida) entrei no açougue, na Avenida Presidente Médici, 2160 - Mutinga, Osasco - SP, 06268-000, e aderi a fila preferencial, por julgar que esta seria mais rápida do que a fila comum, visto que, além de ser um direito meu, frequentemente, sinto dores no joelho, na coluna lombar e também cansaço devido ao meu caminhar/minha marcha ser disfuncional e mais forçada, e que me ocasiona essas dores mencionadas acima e que eu as estava sentindo ontem. Haviam cerca de 6 pessoas na fila comum e apenas eu na fila preferencial, que estava identificada com o cordão e crachá de girassol, reconhecido por lei, para pessoas com deficiências "invisíveis", ou seja, não aparentes à primeira vista, serem identificadas. Um exemplo delas são: Surdos, Cegos e pessoas com deficiências motoras que quando estão parados, como é o meu caso, não é possível identificar a não ser que eu comece a caminhar. Passaram-se cerca de 10 minutos e todas as 6 pessoas da fila comum que lá estavam no momento em que eu cheguei foram atendidas e nenhum profissional em atendimento fez contato visual comigo, perguntou se eu precisava de ajuda e etc. Dito isso, abordei o profissional entre um atendimento e outro questionando se eu não seria atendida, e neste curto período de tempo a fila comum já começou a encher novamente, e ele simplesmente ignorou minha presença, chamou outra pessoa e continuou a atendendo, seu colega, que estava no fundo da loja fazendo cortes nas carnes no balcão mencionou que a fila em que eu estava era preferencial (ele não notou minha deficiência e tudo bem, isso é muito comum de acontecer comigo) então eu respondi que: "Sim, eu sei. Eu sou preferencial" e levantei o cordão de girassol pra ele. Ele então me respondeu que o lugar estava cheio, com fluxo intenso de pessoas e poucos profissionais no balcão para atender e continuou a resmungar palavras inaudíveis como quem diz ter faltado compreensão de minha parte. Mas o caso não era esse, eu super compreendo o movimento mas a grande questão é que a fila preferencial não existiu ali, naquele período, pois todos eram atendidos e eu não. Continuei aguardando mais alguns minutos e nenhum profissional fez contato visual comigo ou sequer fez menção de me atender, ao menos dizendo: "Moça, por favor, aguarde apenas um minutinho, já te atenderei." E eu me sentindo completamente magoada, chateada por não terem ao menos se importado com a limitação que eu tenho, e acredite se eu pudesse mudar essa característica em mim eu mudaria mas não posso então pedi apenas dignidade, empatia e não obtive. Vale ressaltar que no momento em que ia me retirando, extremamente humilhada pelo descaso uma profissional que costuma ficar no atendimento no caixa, arrumando os carrinhos e também limpando as vitrines, por nome: Linda, foi extremamente gentil comigo, como sempre é com todos, se compadeceu da minha situação e chamou um rapaz que costuma ficar na porta da loja nesse mesmo horário, talvez seja o Gerente ou Líder, não sei dizer, mas que também sempre é muito solícito comigo e que por várias vezes em que lá estou ele me questiona se já fui atendida, se preciso de ajuda e afins, e pediu pra que ele me atendesse pois ninguém no balcão havia me atendimento e ele, como sempre, parou tudo o que estava fazendo e se dispôs a me atender mas eu, em um momento de vulnerabilidade, decidi ainda assim, me retirar, pois durante todo o tempo em que eu estava lá ninguém me atendeu, disse a ele que estava tudo bem e que voltaria em outro momento, ele então me pediu inúmeras desculpas e se colocou à disposição. Deixo aqui este meu relato, não apenas por mim, mas por todas as pessoas com deficiência que não desejo passarem por isso NUNCA, esse sentimento de que não me foi entregue a condição de atendimento que eu precisava. Esta não é a primeira vez que situações como esta acontecem comigo nesse mesmo estabelecimento e a fila preferencial é totalmente esquecida, os profissionais não ficam atentos à quem para lá e aguardam atendimento. Eu trabalhei e trabalho com atendimento e sei que existe uma regra, se não há um profissional exclusivamente para a fila preferencial então é necessário atender a 1 pessoa da fila comum e uma pessoa da fila preferencial, se não for assim, o direito não será assegurado, como aconteceu. Por fim, gostaria de receber um retorno com uma retratação e que seja feita uma análise e avaliação para organização dessas filas e atendimentos que estão desorganizados.

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