Experiência negativa em restaurante de alto padrão com péssimo atendimento e problemas estruturais

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São Paulo - SP

11/06/2026 às 03:03

ID: 251088077

No dia 10/06, fiz uma reserva por ter uma mãe recém-operada do fêmur e, além da idade, com mobilidade beeeeeem restrita.

Ao chegar para estacionar o meu carro, me senti extremamente incomodado, pois, além de ter que parar em fila dupla, notei que o motorista me viu. Fiz sinal de dentro do carro, buzinei (algo que incomoda demaaaaais a minha mãe), abaixei o vidro e acenei. Ainda assim, tudo isso foi insuficiente e invisível para este manobrista que apenas aguardava por, sei lá, talvez porsches, mercedes e suvs, e não pelo meu Up!, que amo de paixão. Tive que sair do carro e, mesmo sendo escaneado dos pés à cabeça, perguntar se ele podia me ajudar a estacionar.

Como cheguei até esse empregado mal treinado, mal-humorado e mal remunerado?

Tendo em vista ter quase perdido a minha mãe há três meses, faço ainda mais do que sempre fiz por ela. Mudei de emprego, mudei o meu relacionamento com minhas irmãs, mudei a dinâmica com os meus oito filhos felinos e com o meu marido, mudei temporariamente de endereço para dar tudo a esta senhora de 83 anos, que perdeu muita coisa nessa vida.

E, nesse dia, saindo da fisioterapia, ela me confessou que meu pai havia prometido levá-la ao Restaurante da Hebe. Mas minha mãe, que ficou viúva aos 51 anos e viu esse sonho ir embora dentro de uma caixa de madeira, carregava ainda outra coincidência: ele estaria completando 83 anos ontem.. também.

Voltando ao empregado: tive que convencer ele e a empregada que estava sentada numa cadeira com o celular na mão de que eu não queria ver a vista de São Paulo e que não me importava se iria chover ou não. Eu queria ir ao restaurante onde EU TINHA RE-SER-VA. Perguntaram isso mais de uma vez, cada um deles.

Enfim, subimos. Probleminhas superados com o elevador, que, ao apertar para subir ao 41 andar, insistia em voltar para o mesmo andar. Uma colaboradora disse que, em anos trabalhando ali, nunca tinha visto aquilo acontecer. Devia ser a Hebe.

Sentamos, comemos e foi bom.

Pagamos a conta, embora a maquineta tenha dado erro. O empregado, mais do que prontamente, informou que precisava finalizar o pagamento para liberar o carro. Sinceramente, senti como se estivesse abrindo o paraquedas, o meu e o da minha mãe, para descermos como dois aventureiros do programa do Hulk até o cruzamento das avenidas São João com Ipiranga, divulgando a Times Square paulistana.

Tranquilizei ele e disse que eu faria de outra forma. Quase tive que segurá-lo, porque queria sair correndo, acredito que antes de mim (risos nervosos), para buscar outra maquineta. Mas, enfim, o PIX passou.

Nãããããããão, não foi débito, não foi crédito, não foi nota promissória e nem lavando pratos. Pagamos por meio de uma transferência bancária impossibilitada de cancelamento. Não sei se ele sabe disso.

Indo embora minha mãe quis conhecer a varanda. Pensei que mandariam seguranças atrás de nós, ou que nos revistariam na saída, considerando o tratamento recebido até aquele momento.

Mas não.

Foi só pelas câmeras mesmo.

Fizemos um xixi. Minha mãe no banheiro de deficientes, abarrotado por um trocador forte o suficiente para um bebê mamute, cesto de lixo, descarte de fraldas e afins. Imaginei minha mãe de 83 anos como Indiana Jones correndo da pedra rolando na Disney..

Siiiiiiiiiiiiiiiiiiim, fomos à Disney. Duas vezes. Sem coiotes, com vistos tirados aqui no Brasil, carregados de dólares, cartão de crédito e seguro-viagem.

O meu banheiro era uma lástima: privada entupida, mictórios sujos e sem papel para secar as mãos. Saí sem nem usar. Vai que falam que fui eu, né?

Descemos pelos elevadores, ainda com medo da Hebe. E quem estava lá embaixo? Apenas a mesma empregada mal treinada, mal-humorada e mal remunerada, mas extremamente simpática.. com outro casal que chegou depois. Maaaaaaaaaaaas, foi embora mais cedo.

Questionei, após 20 minutos, a demora. Enfim, blá, blá, blá.

Subimos novamente porque não havia onde sentar a minha mãe para aguardar em local seguro e protegido do frio que fazia, mesmo eu tendo comunicado HOOOOOORAS ANTES a condição dela e o que a lei exige à idade dela.

Ao retornarmos, nos deparamos com a frase:

"VOCÊS VOLTARAM."

O que isso significa fica na cabeça de cada um. Eu prefiro acreditar que era felicidade da empregada de cima.

Pedi água. Ofereceram água saborizada. Depois de tudo o que relatei acima, estávamos com medo de que viesse do ralinho da pia. Mas veio em copos. As câmeras devem saber a procedência.

Pouco depois, nos comunicou, com grande alegria, que a carruagem não havia virado abóbora e que poderíamos descer.

Mantive a energia com a minha mãe até agora. Ela estava superempolgada, mas eu sei que percebeu o meu incômodo.

O incômodo de pagar o salário de pessoas sendo que trabalho com consultoria de RH e que consigo encontrar dez profissionais melhores para cada empregado que encontrei hoje. Pessoas que realmente querem trabalhar e que fariam muito mais, talvez até pela metade da remuneração. Mas não com esse treinamento, não com esse ambiente tóxico que mais parecia o 55 Central Park West.

Cada visitante é especial e pode estar vivendo um momento único na vida.

Foi o da minha mãe.

Não foi o meu momento único no Terraço.

Mas esse também não é o lema de vocês, é o da Disney.

Assombroso o que vive aí - que experiência decadente!!!!

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Resposta da empresa

16/06/2026 às 10:58

Olá, Paulo. Esperamos que esteja bem.

Agradecemos por compartilhar seu relato conosco. Pedimos desculpas pela experiência vivenciada, especialmente considerando a importância desse momento ao lado da sua mãe. Entendemos que ocasiões como essa carregam expectativas e significados muito especiais, e lamentamos que diversos aspectos do atendimento e da estrutura não tenham correspondido ao que esperavam.

Levamos esse tipo de feedback muito a sério, pois ele nos ajuda a identificar oportunidades reais de melhoria.
Para compreendermos melhor todos os detalhes do ocorrido e tratarmos a situação de forma adequada, entraremos em contato com você em breve.

Agradecemos pela sinceridade ao compartilhar sua experiência e pela oportunidade de aprimorarmos nossos serviços.

Atenciosamente,
Equipe Terraço Itália