Experiência Frustrante com a Indução do Parto

Em réplica
Mauá - SP
27/08/2024 às 05:56
ID: 196073259
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesEstou insatisfeita com o atendimento da Theia. Desde o começo, meu bebê apresentou percentil baixo, e durante toda a gravidez ouvi o quanto isso era preocupante e que poderia resultar em parto prematuro ou em uma indução. Consegui aumentar para 10, o que ainda é baixo, mas aceitável. No entanto, a barriguinha continuava em um percentil mais preocupante. Na sexta-feira, tive consulta com a minha médica, e iniciamos a indução em casa com óleo de prímula, sendo uma cápsula oral e duas vaginais. Fui informada de que, se o percentil continuasse baixo no ultrassom de segunda-feira 40 semanas, deveria comunicar pelo chat ou na consulta.
Na mesma sexta-feira à noite, comecei a notar o tampão saindo aos pedacinhos e, na manhã de sábado, saiu um grande pedaço, como já havia comunicado no chat. Na segunda-feira, fui ao hospital às 12h30 para fazer o ultrassom, e a médica já havia se comunicado por telefone com a médica de plantão da Theia. A doutora do Sepaco viu o ultrassom e percebeu que o percentil não havia melhorado, e o da barriguinha, que era 5, havia caído para 4. Ela me internou às 14h03, pediu mais exames de sangue e uma cardiotocografia. Durante toda a tarde que fiquei lá, ninguém da Theia apareceu ou falou comigo, apenas conversavam com a médica por telefone.
Às 16h18, já estava de alta hospitalar, e a doutora da Theia entrou em contato com a doutora do Sepaco, pedindo que eu fosse para casa porque teria uma consulta no dia seguinte para discutir a indução do parto, que eu já estava fazendo desde sexta-feira! Pediram para que eu entrasse no grupo de WhatsApp de parto às 16h22, e, ao sair do hospital, vi uma mensagem nesse grupo às 16h31 dizendo: Querida, pelo resultado dos seus exames, nossa conduta seria que você fosse para casa e definirmos a indução amanhã durante a consulta. Senti-me uma verdadeira palhaça. Apenas respondi tranquilo porque já estava na porta do hospital e não sabia o que fazer. Eu já havia avisado meu marido de que ficaria internada para ter o bebê, pois o percentil não mudou e o da barriga piorou. Ninguém do grupo nunca me atendeu; havia 15 pessoas, incluindo doulas, e eu nem tenho doula, apenas a enfermeira e a médica obstetra. Não me senti acolhida, não fui ouvida, e fui simplesmente descartada e esquecida, sendo que eu deveria ser a principal pessoa a ser ouvida! O Sepaco fez todo o trabalho e os exames, enquanto a Theia só apareceu por mensagem depois que eu já tinha sido liberada do hospital, pedindo para eu fazer algo que já estava fazendo em casa! Houve uma grande falha de comunicação da equipe! Quando assinei o contrato, fui informada de que haveria alguém no hospital que faria visitas de hora em hora para ver como eu estava, mas não recebi nenhum atendimento da Theia! Pelo que entendi, o grupo é para monitorar as grávidas por mensagens de WhatsApp antes de elas estar no hospital, e não no meu caso, que era uma indução e eu já estava internada!
Compartilhe
Resposta da empresa
27/08/2024 às 11:58
Olá, Ingrid!
Sentimos profundamente por você não ter se sentido acolhida pela nossa equipe durante esse momento importante da sua gravidez. Agradecemos sua generosidade em compartilhar essa sua percepção da experiência, apesar da sua insatisfação.
Lamentamos pela sensação de falta de apoio ou de uma comunicação mais assertiva e adequada às suas necessidades. Nossos times de saúde, operações e ouvidoria estão tentando contato por WhatsApp, pelo chat do aplicativo e telefônico com você nesses dias 26/8 e 27/8, sem sucesso. Estamos a postos para fazer a escuta que você e sua família merecem, reforçando nosso compromisso com seu bem-estar e do seu bebê.
Esclarecemos que o monitoramento e a troca de informações por telefone entre nosso time e equipes dos hospitais é uma prática adotada para garantir o alinhamento de conduta quando pacientes vão ao PS para avaliação ou realização de exames, como aconteceu. Se houver internação para indução ou para parto, nossa equipe é avisada e vai presencialmente ao hospital. Até a definição da internação, o fluxo de comunicação é via mensagens ou telefone. Apesar desse fluxo, vemos você e compreendemos o quanto pode ter feito falta uma comunicação mais próxima durante sua internação para a realização dos exames e sentimos muito por essa falta.
Reforçamos que as orientações para indução em casa, não-farmacológica, foi uma conduta adotada para ajudar no preparo para uma indução no hospital e era parte do acompanhamento próximo do seu caso. Reconhecemos e lamentamos que a comunicação pelo grupo de WhatsApp, no qual estava nosso time de parteiras (não temos doulas vinculadas à Theia) tenha gerado insegurança.
Estamos revisando cada passo desse episódio para identificar nossas falhas e reparar rapidamente o que for possível, evitando que isso aconteça novamente com você ou com qualquer gestante em pré-natal.
Nosso objetivo é proporcionar um atendimento de excelência, e saber que você não se sentiu vista é um ponto de extrema atenção aqui para nós. Você e sua família são importantes e seguimos a postos para fazer a escuta, o acompanhamento e acolhimento que vocês merecem.
Réplica da empresa
30/08/2024 às 15:16
Olá, Ingrid, nos sentimos muito gratas por sua abertura ao diálogo após o seu relato feito neste canal e porque, através dele, restabelecemos nossa relação e seguimos acompanhando a sua gestação. Ficamos extremamente felizes e agradecidas com o reconhecimento que recebemos pela nossa assistência - já transmitimos as palavras à equipe, que agradece também. Saiba que nós seguimos aqui, a postos, para dar assistência, apoio e suporte, com foco na sua segurança e na segurança do seu bebê, e com o acolhimento e escuta que você e sua família merecem.
Ficamos muito felizes que tudo se revolveu.
Um abraço, Família Theia