Óbito de bebê por falta de preparo da equipe

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São Paulo - SP

01/03/2025 às 04:01

ID: 211146643

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Nem nos meu piores pesadelos imaginava que eu entraria no hospital grávida e sairia de lá sem a minha filha, mas perdi o meu bem mais precioso enquanto estive internada no ***** sob os cuidados de seus médicos e da equipe *****.

O nome dela era *****, tive uma gestação tranquila, sem complicações e feliz. Dei entrada no pro Matre no dia 07/01 antes das 6 da manhã com contrações a cada 2-3 minutos, fui recepcionada por uma médica no PS que constatou que eu estava com 9 dedos de dilatação e subiram comigo correndo para a sala de parto, chegando lá uma enfermeira obstétrica da ***** também fez o toque e falou que eu estava com dilatação total. Após isso fui para a banheira para tentar relaxar e depois para a banqueta de parto, para começar a fazer a expulsão. Depois de ficar forçando a saída da minha filha ( nessa hora já havia trocado a equipe da madrugada para a da manhã ) a médica que estava me acompanhando (*****) fez um novo toque e falou que eu não estava com 10 cm de dilatação e sim 3 . Nem poderia estar fazendo expulsão neste momento, primeiro erro do hospital e da *****. Como o profissional erra tanto de 3 para 9.10 cm? Me fazendo começar uma expulsão fora do momento certo?

Após isso minha dilatação foi lenta , a equipe ***** seguia monitorando a minha filha , mas hoje tenho dúvidas se os aparelhos funcionavam bem , porque logo no primeiro cardiotoco a enfermeira demorou muito para achar o batimento da minha filha, depois até confessou que ficou com medo dela ter parado, depois todos os outros eles ou eu ficávamos segurando, as vezes olhavam os batimentos e julgavam que tinham perdido o contato porque dava alterado mas sempre no final falavam que a Maitê estava ótima, melhor que nós .

Fiquei horas em trabalho de parto, trocou a equipe da manhã para a da tarde e da tarde para a noite. Mencionei para a equipe que o tipo de parto para mim não era o principal, eu queria sair do hospital com meu bebê nos braços, se era via parto normal ou cesárea não importava. Em nenhum momento me ofereceram uma cesárea , apenas falavam que estava tudo bem e que podíamos seguir, na equipe da noite após as 7h fui invadida várias vezes, sempre aceitando para que tudo isso acabasse logo, foram toque atrás de toques, massagem para abrir o colo do útero , diversas vezes , até que finalmente cheguei a 9.10 cm de dilatação, mas a minha filha não descia , mesmo assim continuaram me levando para um parto normal, mencionado entre a equipe que não precisava me levar para um cirurgia desnecessária, depois de muito sofrimento me ofereceram a utilização do vácuo extrator para puxar a minha filha, eu e meu marido questionamos se não iria fazer mal pra nossa filha e falaram que não, somente que a cabecinha dela ia nascer um pouco mais tortinha mas que depois iria voltar ao normal , aceitamos confiando na equipe, foram utilizados 4 vácuos diferentes, o primeiro nem estava funcionando. Após isso minha filha desceu para o canal de parto e parou ali, fiquei mais de 1h30 com ela parada no canal, a todo momento meu marido questionava se ela podia ficar tanto tempo ali, ficavam
falando que sim, que ela estava
bem e sendo monitorida, me recordo da enfermeira obstétrica mencionar que o sonar fetal portátil dela nem estava funcionando direito e teve que pedir emprestado para outras pessoas. Sofri muito naquele momento, não conseguia empurrar minha filha, mudei de posição e tentei várias coisas mas ela não descia mais, implorei para tirarem ela, me desesperei, pedi uma cesárea e me falaram que naquele momento não daria mais para fazer . Nesta ocasião já tinha milhares de pessoas dentro da sala, entre a equipe do hospital pro Matre e da Theia , cada um querendo fazer uma coisa e se questionando entre eles na frente na minha frente e do meu marido. Quando finalmente minha filha nasceu ela já nasceu sem batimentos cardíacos, veio um segundo para o meu colo e não chorou, eu gritei pega a minha filha , pega a minha filha e quando a retiraram do meu colo começaram a reanimação dela . Naquele momento eu não sabia quanto tempo ela ficou recebendo massagem e adrenalina , foi entubada e depois de terem conseguido fazer os batimentos voltarem foi levada a UTI neonatal, a equipe me fez acreditar que ela parou só na saída do canal do parto, mas ao subir na UTI a médica da neo foi bem clara com o meu marido falando que ela demorou para nascer e ficou em sofrimento desde o canal de parto.
Após seu nascimento minha filha lutou pela vida por 4 dias, mas seu estado neurológico no monitoramento não trazia muitas esperanças devido a asfixia grave que tem, seu rim começou a falhar , até que ela teve algumas paradas cardíacas .

A ***** não se responsabiliza ,depois do parto só vieram falar comigo depois que mandei msg no aplicativo perguntando se eu não teria minha consulta pós parto. Quando vieram questionamos sobre o ocorrido e eles só mencionam que as vezes as coisas acontecem e não sabemos o porquê. Não sabemos? Minha filha estava em sofrimento no canal e ninguém avaliou corretamente. Uma das enfermeiras obstétricas ficou me pedindo desculpas milhares de vezes, porque precisa pedir desculpa se fez tudo certo? Depois veio no meu quarto na madrugada um dia e mencionou que nem estava conseguindo trabalhar . O nome disso é culpa .
A Pro Matre parece que nem se quer sabe o que acontece dentro do seu próprio hospital. Nunca recebi uma mensagem sobre o ocorrido, um bebê morre nessa situação e não há uma sindicância por parte deles para averiguar o ocorrido? A única mensagem que eu recebi 4 dias após a [Editado pelo Reclame Aqui] da minha filha foi de um WhatsApp de captação de sangue, aposto que para pedir que eu doe sangue já que minha filha passou por transfusão.
Fui totalmente largada nos corredores após me chamarem 1h30 da manhã para falar que minha filha não estava reagindo mais após as paradas e se poderiam parar de tentar . Cheguei no hospital com a minha filha com 35 batimentos , sem saturação, todos os aparelhos gritando , agoniada, e tive que esperar a médica vir explicar para depois silenciarem os aparelhos, que só parariam de apitar quando desligassem, depois disso fiquei jogado nos corredores chorando sem saber o que fazer , qual era o próximo passo, junto com alguns uns familiares, todos sofrendo em pé no corredor em frente a um elevador onde as pessoas passavam . O hospital nao estava nem um pouco preparado para me dar a notícia e me amparar , não tinha uma assistente social naquele horário, não tinha uma psicóloga junto, não tinha nenhum apoio e nem um espaço para que nós pudéssemos processar a informação. Foi simplesmente desumano a forma com que tudo aconteceu.

Quero respostas e tenho dito que as coisas nao acabarão assim, quero justiça pela minha filha e não desejo que nenhuma família passe pelo que eu passei sobe os cuidados tanto da Pro Matre quanto da Theia

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