Falha no sistema de travamento de Bike Trailer Thule Courier, com recusa de garantia e alegação de mau uso.

Em réplica
Londrina - PR
23/04/2026 às 11:53
ID: 246755343
Adquiri um Bike Trailer para duas crianças, modelo Thule Courier Aegean Blue (Código *****), no dia 11/08/2025, pelo valor expressivo de R$ 6.819,00 (Nota Fiscal ***** - Série *****). Comprei o produto confiando na reputação global de segurança e qualidade da Thule, especialmente por se tratar de um equipamento destinado ao transporte de bebês. No entanto, minha experiência tem sido de profundo descaso e desrespeito aos meus direitos como consumidor.
Com menos de dois meses de uso, o produto apresentou uma falha grave no sistema de travamento central de ambas as rodas. Imediatamente, no dia 09/10/2025, acionei o suporte técnico da Thule Brasil (caso número *****), enviando fotos detalhadas do defeito, a nota fiscal e todas as informações solicitadas. Para minha surpresa, a empresa negou o atendimento em garantia alegando, de forma leviana e sem qualquer perícia presencial, que o dano teria ocorrido por "uso do freio com o carrinho em movimento".
Reitero com veemência que o freio do meu Thule Courier nunca foi utilizado com o carrinho em movimento. Antes de utilizar o produto, li o manual de instruções cuidadosamente e sempre o operei de forma estrita às recomendações, acionando o freio exclusivamente para estacionamento, conforme indicado na página 58 do manual. O problema de travamento e o desgaste prematuro dos dentes do conjunto surgiram mesmo com o uso totalmente correto, evidenciando tratar-se de um defeito de fabricação ou vício oculto em um componente essencial para a estabilidade e segurança das crianças.
A conduta da Thule é inaceitável por diversos motivos:
Primeiro, a empresa emitiu laudos e negativas baseando-se unicamente em fotografias, recusando-se a realizar uma inspeção técnica física no produto antes de negar a garantia.
Segundo, após escalar o caso para a matriz e realizar uma "nova revisão técnica" (que continuou sendo apenas por fotos), a gerente de Customer Service, *****, manteve a negativa no dia 12/11/2025. A empresa teve a audácia de afirmar que o dano ocorreu por acionamento do freio em movimento "ainda que de forma involuntária", transferindo a culpa para o consumidor sem qualquer prova técnica.
Terceiro, as "soluções" oferecidas pela Thule beiram o escárnio: propuseram que eu comprasse as peças de reposição no site deles com um cupom de 20% de desconto, ou que eu enviasse o produto para a base em *****/SP arcando integralmente com os custos de frete de ida e volta, além dos custos de diagnóstico e reparo, afirmando categoricamente que o caso não se enquadra em garantia.
Por fim, para coroar o desrespeito, o sistema de atendimento da Thule encerrou o meu chamado automaticamente no dia 14/11/2025, classificando-o como "resolvido" (solved), quando, na verdade, a empresa se eximiu de suas obrigações legais. Diante desse absurdo, já fui obrigado a constituir advogado e enviar uma Notificação Extrajudicial no dia 19/11/2025.
O Código de Defesa do Consumidor é claro quanto à responsabilidade do fabricante por vícios ocultos e defeitos de fabricação dentro do prazo de garantia legal, bem como sobre a inversão do ônus da prova. A Thule não pode simplesmente presumir mau uso sem laudo técnico presencial e se recusar a reparar um equipamento caríssimo que coloca em risco a segurança de crianças.
Exijo que a Thule Brasil reveja imediatamente sua posição arbitrária e providencie o reparo integral do mecanismo de travamento das rodas ou a substituição do produto por um novo em perfeitas condições, arcando com todos os custos logísticos envolvidos, conforme determina a lei. Aguardo um posicionamento definitivo e favorável por este canal antes de judicializar a questão por danos materiais e morais.
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Resposta da empresa
14/05/2026 às 11:46
Olá, José Murilo.
Lamentamos sua insatisfação e entendemos a expectativa em relação a um produto Thule, especialmente considerando sua finalidade e investimento.
Esclarecemos que o caso foi analisado em diferentes etapas por nossas equipes técnica e de garantia, incluindo revisão adicional. Com base nas informações e evidências disponíveis, não foi identificado enquadramento nos critérios de garantia por defeito de fabricação, conforme a Política Global de Garantia da Thule e as orientações de uso do produto.
Mesmo não se tratando de um caso elegível à garantia, buscamos oferecer alternativas de suporte - já apresentadas através da sua solicitação (protocolo n *****) -, permanecendo à disposição para dar seguimento a qualquer uma dessas opções de forma transparente e alinhada.
Reforçamos que a Thule preza pelo cumprimento integral das normas aplicáveis e pela atuação responsável em todos os seus atendimentos. Permanecemos à disposição para continuidade do suporte por meio dos canais oficiais.
Atenciosamente,
Equipe Thule Brasil.
Réplica do consumidor
14/05/2026 às 11:52
É absolutamente inaceitável que a Thule mantenha essa posição arbitrária e tente se eximir de suas responsabilidades legais com respostas genéricas e padronizadas.
Alegar que o caso foi "analisado em diferentes etapas" é uma afronta, considerando que em momento algum a Thule realizou uma inspeção técnica presencial no produto. Todas as negativas foram baseadas exclusivamente em fotos, com a empresa presumindo "mau uso" sem qualquer laudo técnico que comprove tal alegação. Isso contraria diretamente o Código de Defesa do Consumidor, que estabelece a responsabilidade do fabricante por vícios ocultos e a inversão do ônus da prova.
As "alternativas de suporte" oferecidas por vocês exigir que eu compre peças de reposição com um mero desconto ou que eu pague o frete de ida e volta para que vocês analisem o produto não são soluções, são um desrespeito. A Thule quer cobrar do consumidor para analisar um defeito de fabricação de um produto de R$ 6.819,00 com menos de dois meses de uso, o que é abusivo e ilegal.
Reitero que o freio sempre foi utilizado de acordo com o manual, apenas para estacionamento. O defeito no mecanismo de travamento de ambas as rodas é uma falha estrutural que coloca em risco a segurança dos meus filhos.
Como a Thule se recusa a resolver o problema amigavelmente e a cumprir com a garantia legal, ignorando inclusive a Notificação Extrajudicial já enviada pelo meu advogado, informo que serei obrigado a buscar as vias judiciais cabíveis. A Thule terá que provar em juízo, mediante perícia técnica oficial, a sua alegação de "condição de uso", e responderá pelos danos materiais e morais causados por esse descaso.
Aos consumidores que leem esta reclamação: pensem muito bem antes de investir em produtos caríssimos da Thule no Brasil, pois o suporte pós-venda em caso de defeito é inexistente e abusivo.