Ford Ka 2020 com problema grave no motor e concessionária se recusa a assumir responsabilidade

Em réplica
Guarulhos - SP
19/06/2026 às 13:42
ID: 251847213
Minha experiência com essa concessionária tem sido extremamente decepcionante.
Comprei um Ford Ka 2020 confiando na credibilidade da empresa. Hoje, já faz cerca de 8 meses da compra, porém consegui utilizar o carro por apenas aproximadamente 3 meses, rodando cerca de 2.600 km. O veículo apresentou um problema gravíssimo no motor, com emissão de fumaça branca e diagnóstico de falha na junta do cabeçote.
Desde então, estou pagando as parcelas de um carro que está parado, sem poder utilizá-lo, além de arcar com todos os transtornos causados pela situação.
Procurei a concessionária buscando uma solução amigável, porém a empresa não assumiu qualquer responsabilidade pelo problema. Em vez de analisar o defeito apresentado e buscar resolver a situação, limitou-se a responder que não possui laudos ou documentos técnicos sobre o estado do motor quando adquiriu o veículo e que a vistoria realizada não avaliava a parte interna do motor.
Meu objetivo nunca foi criar conflito, mas sim ter um problema grave resolvido de forma justa. Infelizmente, até o momento, não recebi qualquer proposta concreta para reparar o veículo ou solucionar o caso.
Agora estou reunindo toda a documentação, incluindo o diagnóstico técnico, para buscar meus direitos pelos meios legais.
Fica aqui meu relato para que outras pessoas conheçam a minha experiência antes de comprar um veículo nessa concessionária.
So falo uma coisa
Nao comprem, nao caia nesse [Editado pelo Reclame Aqui]!!!!
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Resposta da empresa
19/06/2026 às 15:16
Prezado cliente,
Lamentamos sua insatisfação, porém entendemos que alguns fatos precisam ser esclarecidos.
O veículo foi adquirido em 17/10/2025 e entregue após conferência, teste de funcionamento e checklist de entrega, assinado pelo próprio comprador sem qualquer apontamento de irregularidade.
A presente reclamação foi registrada apenas em 19/06/2026, aproximadamente 8 meses após a compra do veículo e mais de 5 meses após o encerramento da garantia contratual de 90 dias.
Durante todo esse período, não recebemos qualquer contato, reclamação ou solicitação de avaliação relacionada ao motor ou a qualquer outra anormalidade mecânica. Caso o veículo tivesse apresentado algum problema durante a vigência da garantia, a empresa estaria à disposição para avaliá-lo e adotar as providências cabíveis.
Também permanecemos abertos a avaliar o veículo atualmente. No entanto, após aproximadamente 8 meses de utilização e transcorrido longo período após o término da garantia, não é possível atribuir à loja a responsabilidade por manutenções ou defeitos constatados posteriormente, especialmente sem que tenha havido qualquer comunicação durante o período de cobertura.
A Tiago Valente Veículos atua há mais de 20 anos no mercado, pautando sua atuação pela transparência, boa-fé e respeito aos seus clientes. Por esse motivo, não concordamos com as acusações feitas na reclamação, pois elas não refletem os fatos e o histórico de atendimento deste caso.
Permanecemos à disposição para os esclarecimentos necessários.
Atenciosamente,
Tiago Valente Veículos
Réplica do consumidor
21/06/2026 às 16:56
Engraçado ver a resposta da empresa tentando passar a impressão de que o problema surgiu por culpa do consumidor.
Em nenhum momento eu disse que o carro apresentou defeito no dia da compra. O problema é que adquiri um veículo de uma concessionária, usei o carro por apenas cerca de 3 meses, rodei aproximadamente 2.600 km e o motor apresentou um defeito gravíssimo, com emissão de fumaça branca e diagnóstico de problema na junta do cabeçote. Hoje já fazem cerca de 8 meses da compra e continuo pagando as parcelas de um carro que está parado, sem condições de uso.
A empresa afirma que o veículo foi entregue sem qualquer apontamento de irregularidade, mas, ao mesmo tempo, informa que não possui qualquer documento técnico que demonstre as condições do motor quando adquiriu o veículo para revenda. Também afirma que a vistoria realizada não avalia internamente o motor. Então fica a pergunta: como podem afirmar que venderam um veículo em perfeitas condições mecânicas se sequer possuem documentação técnica capaz de demonstrar a real condição do motor antes da venda?
Outro ponto que não corresponde ao que aconteceu é afirmar que permaneceram à disposição para resolver o problema. Em nenhum momento fui chamada para levar o veículo até a empresa para que fosse feita uma avaliação técnica, não houve proposta de reparo, substituição do veículo, devolução do valor pago ou qualquer outra solução concreta. O que recebi foram respostas tentando afastar qualquer responsabilidade, enquanto continuo pagando por um carro que está quebrado e sem poder utilizá-lo.
E uma pergunta: então vocês nunca ouviram falar em vício oculto?
Ou acreditam que todo defeito grave que aparece poucos meses após a compra de um veículo, após apenas cerca de 2.600 km rodados pelo consumidor, é automaticamente responsabilidade de quem comprou?
É curioso que a empresa destaque apenas o fim da garantia contratual, mas ignore completamente que o Código de Defesa do Consumidor também protege o comprador nos casos de vício oculto, justamente quando um defeito grave só se manifesta após a aquisição do veículo.
Meu objetivo sempre foi resolver esse problema de forma amigável. Procurei a empresa esperando responsabilidade e uma solução justa, mas infelizmente isso não aconteceu. Em vez de assumir uma postura conciliadora, preferiram apresentar justificativas para se eximir de qualquer responsabilidade.
Diante dessa postura, já estou reunindo todas as provas, incluindo diagnóstico técnico, fotografias, documentos e demais elementos necessários para demonstrar o ocorrido.
Como não houve qualquer solução amigável por parte da empresa, adotarei todas as medidas cabíveis para garantir os meus direitos, inclusive por meio de ação judicial, onde todos os fatos, documentos e provas serão apresentados para que a responsabilidade seja devidamente apurada.
Enquanto isso, deixo registrada a minha experiência para que outros consumidores tenham conhecimento da forma como meu caso foi tratado e possam tirar suas próprias conclusões antes de realizar uma compra.
Réplica do consumidor
21/06/2026 às 17:01
Outro ponto que não corresponde à realidade é a afirmação de que a minha primeira reclamação ocorreu apenas em 19/06.
Isso é falso. Tenho prints de todas as conversas e registros que comprovam que entrei em contato com a empresa desde o dia 02/05, buscando resolver o problema de forma amigável.
Inclusive, foi um verdadeiro transtorno conseguir atendimento no pós-venda. Passei dias tentando contato, fui sendo encaminhada de um setor para outro, sem que ninguém assumisse a responsabilidade pelo caso. Quando finalmente consegui atendimento, cada pessoa dava uma informação diferente, e nem o próprio vendedor demonstrava saber exatamente o que estava acontecendo.
Portanto, é incorreto tentar transmitir a ideia de que só procurei a empresa em 19/06. Tenho todas as comprovações das tentativas de contato, das mensagens enviadas e da busca insistente por uma solução. Infelizmente, o que encontrei foi dificuldade no atendimento, falta de alinhamento entre os funcionários e nenhuma solução efetiva para um problema grave apresentado pelo veículo.