Exclusão indevida

Respondida
Rio de Janeiro - RJ
07/08/2017 às 12:38
ID: 27981805
Essa reclamação possui mais de 3 anos e não está mais sendo contabilizada no índice da empresa
Ver todas ReclamaçõesO contato já foi feito nas redes sociais do clube e segue pendente de resposta. De qualquer forma, precisa ser compartilhado aqui.
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Em *******, após 15 anos como associado do Tijuca Tênis Clube, pensei em sair por não conseguir conciliar com o trabalho. Não valia mais a pena financeiramente. Fui convencido pela equipe da secretaria a migrar para a categoria de "não-sócio", ou "sócio-academia", que me permitiria, a um valor mais baixo, seguir utilizando as dependências da academia e, parcialmente, do clube - à exceção da piscina e de atividades pagas.
Em *******, morei fora do país e, como em qualquer outro serviço, congelei as mensalidades. Em novembro, retornei normalmente.
E então, em maio deste ano, consultei sobre o mesmo procedimento pelo período de três meses, por conta da longa viagem que acabo de fazer. Fui informado de que já não era possível (sendo que desde então o estatuto não foi atualizado, configurando uma atitude unicamente arbitrária, sem critério).
NOTEM: o clube não disponibiliza fatura no site e nem a envia por SMS. Ou seja, não havia como eu pagar a 10 mil quilômetros de distância. Pedi para antecipá-las - ouvi que não era possível gerar dessa forma. Eu disse que aguardaria uma notificação oficial antes de uma eventual suspensão - novamente, como em qualquer outro serviço decente.
Este aviso não veio, e os boletos continuaram a chegar (inclusive o de julho). Poderiam ter sido pagos diretamente no banco. Mesmo assim, pedi à minha mãe (que voltou ao Brasil em junho) que, em boa fé, fosse quitá-los ATÉ O VENCIMENTO DE 10 DE JULHO e evitasse, assim, qualquer ruído. Ela foi informada que o "sistema estava fora do ar" e que teria que voltar outro dia para falar com uma supervisora. Tinha algo estranho no ar.
Quando pôde voltar, em alguns dias, a resposta da senhora Simone foi não. Seu filho já está sumariamente excluído do Tijuca Tênis Clube. Adeus.
É público e notório que o clube quer, a todo custo, excluir esta categoria à qual fui movido anos atrás, para que todos sejam sócios comuns e paguem mais. Inclusive COM O AUMENTO ABUSIVO DA MENSALIDADE na virada do ano. Muita gente saiu. Eu, não. Preferi discutir os valores, e a supervisora Fernanda foi muito honesta, justa e compassiva com a situação, reduzindo o tal aumento em cerca de 60% para não perder mais um cliente.
Eis que agora usaram essa ordem expressa de acabar com a categoria para me expulsar. Estive no clube com os boletos em mãos, para tentar conversar novamente e explicar que isso era absurdo. Fui atendido por um senhor despreparado que já havia respondido requerimentos anteriores do caso do aumento com indiferença e erros grosseiros de concordância ortográfica. Trata-se do vice-presidente financeiro, - por mais incrível que pareça.
O senhor Cléber, após ouvir por menos 30 segundos, me interrompeu e, sem a menor cerimônia, me mandou ir à Justiça porque estaria supostamente amparado pelo "estatuto", que diz que APENAS APÓS O TERCEIRO MÊS a matrícula é cancelada. Levantou-se e me deixou falando sozinho, ainda que não soubesse de metade da história. Pela idade um provável integrante do grupo de Paulo Maciel que gere o Tijuca há décadas de maneira retrógrada e amadora em diversas áreas, e sem qualquer respeito e preocupação com quem sempre honrou os compromissos com a instituição. Por 20 anos.
Pois bem, no estatuto não há nada que prove o motivo específico da minha exclusão, diante dos fatos. Tentei contato com o jurídico e não consegui. Não vi um pingo de ética, responsabilidade, organização e, principalmente, respeito para tratar o caso como deveria. Caso simples, de puro bom senso, diga-se de passagem.
Só me resta agir em canais públicos, nos jornais e na Justiça contra o clube, para buscar os meus direitos. Inclusive, será feito na próxima semana um depósito em juízo dos valores que fui impedido de pagar (que a administração bizarramente nem sequer fez questão de reclamar) para provar, mais uma vez, minha boa fé em quitá-los.
Ainda espero o contato, o quanto antes, de alguém envolvido para tentar contornar a situação e receber um pedido de desculpas - partindo nominalmente deste senhor, o "vice-presidente".
Sinto vergonha de atitudes grosseiras e descaradas como essa e do que lamentavelmente se tornou um clube tão amado por tantos.
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Resposta da empresa
10/08/2017 às 12:08
Prezado senhor,
Em resposta ao seu email datado de 04/08/*******, o setor competente, através do Vice-Presidente de Finanças, informa o seguinte:
O Estatuto do Clube de 03/06/******* especifica que existem no clube as seguintes categorias de sócios;
1) Sócios Fundadores-Iniciadores;
2) Sócios Fundadores que remontam à época do início e fundação do clube, em *******. Atualmente, temos os seguintes sócios, conforme determina os Artigos 6° e 7°.
Art.6° - São Sócios Contribuintes:
I-Proprietários: os possuidores de um ou mais títulos do patrimônio social e que pagam contribuições sociais estabelecidas para esta classe:
II-Gerais: os que pagam jóias e contribuições sociais estabelecidas para esta classe.
Art.7° - São Sócios Atletas:
I-Em atividade, os que se obrigam a representar o Clube, nos eventos para os quais forem designados, dentro das normas as fixadas nos regulamentos, enquanto permanecerem registrados pelo Clube na respectiva Federação;
II-Agregado: os que hajam representado o Clube em competições oficiais, desde que atendam ao disposto nos incisos II e III do Art.11°.
Observando sua ficha de Proposta para Admissão de Sócio, contatei que a mesma é datada de 10 de março de *******, tendo o senhor permanecido como sócio até 11/10/*******, quando solicitou licença alegando que viajava a trabalho constantemente. Pagava, na época, a importância de R$ *******,60.
Entretanto, no dia 23 de outubro de *******, o senhor entrou como aluno da nossa academia, gozando de um desconto e passando a pagar um valor menor e freqüentar a academia até novembro de *******, sem que nos fosse apresentado uma única solicitação de licença por motivo de viagem. No período compreendido de junho a setembro de *******, o senhor deixou de pagar como aluno.
Aproveito, para informar que o seu período como sócio do Clube, engloba os meses de março a outubro de *******, o senhor não figura como sócio do Clube em outros meses, de acordo com o que determina o Estatuto.
Foi constatado por nós, a irregularidade não apenas do senhor, mas, também de pessoas que freqüentaram o Clube sem serem sócias, pagando a academia com valor de sócio.
O que foi feito? Chamamos estas pessoas e demos um prazo para que elas decidissem se queriam ou não ficar na academia, pagando o valor de não sócio, já que as mesmas não eram sócias do Clube. Mas, para não sermos radicais e por haver de nossa parte uma incorreção nesta inclusão de alunos, pagando como sócio, permitimos então que este grupo de alunos tivesse o direito de permanecer na academia, desde que pagassem como não sócio.
Aqueles que discordassem ou viessem a se afastar, não gozariam mais deste benefício. Na verdade, o senhor foi sócio do clube por 7 meses e não 19 anos e 8 meses, como alega. O senhor confundiu aluno com sócio. Em nenhum momento foi grosseiro, simplesmente dei resposta com as quais, o senhor não concorda, que é um direito seu.
Estou à sua disposição para qualquer dúvida, que ainda possa existir.