Sem Saneamento Básico e Recursos Hídricos

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Belo Horizonte - MG
18/11/2025 às 23:56
ID: 232284073
Não entendemos porque o povo não pode ter água tratada nem saneamento básico. Muitos locais estão se desertificando enquanto nas instituições públicas (autarquias, tribunais, ministérios, sociedades de economia mista) e privadas (bancos, empresas gigantes como Coca-Cola e Nestlé) estão gastando e desperdiçando em excesso, além de desviarem produtos que não podem passar por licitações transparentes. A Agência Nacional de Águas. A Sabesp está perdendo mais de 40% em desperdício. O total nacional em desperdício encheria 3 bilhões de piscinas olímpicas. Há erros de medição (principalmente Copasa). Se houvesse qualidade no trabalho das agências de saneamento das águas haveria água para todos. É uma vergonha o Brasil não poder ser exemplo global de água doce e limpa para todos. Os órgãos fiscalizadores não podem melhorar porque foram sucateados pela corrupção e não há investimentos. A política nacional de recursos hídricos foi proibida. Não há reuso com águas das chuvas para lavagens objetos. Não há bacia hidrográfica e proibir as hidroavião brasileiras e internacionais prejudica a economia e aumenta as desigualdades sociais. O ministério da pesca é negligente e não há pescados e outros alimentos do mar para toda a população brasileira, somente para a nata (isso viola a dignidade humana) porque pessoas de baixa renda só alcançam o resto (quando conseguem se alimentar). Não há geógrafos (por isso tem que ter investimentos em educação) para ajudar a resolver os problemas sociais do Brasil. Por que não pode ter investimentos na modernização de redes de tubulação, usando tecnologias avançadas de detecção de vazamentos e manutenção meticulosa? Porque falta investimentos em educação para gerar pessoas que saibam solucionar os problemas reais do Brasil. Os bilhões de receita perdida poderiam ser reinvestidos na expansão da rede. Há enorme desperdício de energia usada para tratar e bombear água que nunca chega às torneiras. As agências sucateadas como a Agência Nacional da Água (ANA) perdem a capacidade de fazer cumprir normas, planejar estrategicamente e responsabilizar concessionárias poderosas. Isso cria vácuo onde a ineficiência e a prevaricação não podem ser combatidas. As licitações obscuras geram preços excessivos, porque favorecem empreiteiros conectados e a compra de materiais péssimos que fazem reformas vãs em instituições públicas que não precisam e leva vazamentos e falhas na administração pública para continuarem vendendo seus produtos de péssima qualidade. Falta ter setor de água descentralizado e regulamentado com rigor. Os municípios e estados deveriam ter parcerias público-privadas com administração sem desvios de verbas públicas. Faltam supervisão forte por agências ambientais estadual e federal e municipais. O sistema deveria ser baseado em competência técnica, responsabilidade pública e investimentos de longo prazo, não em ganhos políticos de curto prazo ([Editado pelo Reclame Aqui] em concursos favorecem isso). Poderia ter mistura de modelos públicos e privados. Falta regulamentação eficaz, com transparência e obrigatoriedade do serviço nacional. Falta de soluções modernas com coleta de água da chuva para usos não potáveis (como descarga de vasos sanitários e lavagem de roupas), reduzindo a demanda por água tratada.
Países desenvolvidos gerenciam a água no nível da bacia hidrográfica, reconhecendo que a água não respeita fronteiras políticas. Isso permite o gerenciamento coordenado da quantidade, qualidade e ecologia da água em todo o sistema fluvial. Não adianta ter leis que favorecem isso sem ter forte implementação prática. Quando um recurso público rico em proteínas, como o peixe (não tóxicos), se torna inacessível para a maioria da população, isso é sinal de falha do mercado e da governança. Isso é má gestão das pescas e pescadores que o SEBRAE e o SENAR não alcançam, gerando esgotamento dos estoques e preços mais altos. Há falhas na aquacultura (por isso tem que ter educação público por meio de investimentos) e em cadeias de abastecimento ineficientes, falta investimento na aquacultura para consumo em massa. O acesso no qual as frotas industriais e os mercados de exportação têm prioridade sobre os pescadores artesanais locais abastecem apenas os mercados domésticos. Faltam cotas baseadas na ciência para garantir a sustentabilidade. Falta investimentos significativos em monitoramento e fiscalização para combater a pesca ilegal. Falta apoio à aquacultura para complementar a captura selvagem e fornecer proteína a preços acessíveis. Os geógrafos deveriam por meio de relações espaciais saber onde está a água e onde estão as pessoas e como conectá-las. Falta ecologia e hidrologia (pessoas que entendam e saibam solucionar) com ciência do movimento da água, essencial para gerenciar bacias hidrográficas e prevenir a desertificação. Falta planejamento do uso do solo (evitar assoreamentos e erosão) para prevenir a degradação das bacias hidrográficas que protegem as fontes de água.
Não há ciência climática para antecipar secas e inundações por isso a desvalorização sistemática da geografia, do planejamento e da educação técnica nas políticas públicas leva ao tipo de soluções desconexas, reativas e ineficazes. Os desvios de fundos, corrompe licitações e prejudica a regulamentação. O subinvestimento crônico e manutenção deficiente gera perdas astronômicas de água e deterioração da infraestrutura.
A ausência de planejamento técnico integrado substituído por gestos políticos de curto prazo prejudica o povo brasileiro. A negligência da equidade social permite recursos essenciais como água e alimentos nutritivos se tornem bens de luxo.