Episódio abusivo e racista Torriton Pátio Batel Curitiba

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Curitiba - PR

18/05/2019 às 13:46

ID: 91649797

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Na data de 17/05, perto de 18hs, no estabelecimento TORRITON PÁTIO BATEL - CURITIBA PR.
Que esses espaços ditos "elitizados" não estão preparados para receberem negros e atender sem quaisquer distinções isso já é sabido, e seria redundante de minha parte referência à este descomunal gap histórico.
Mas o que venho relatar transcende e beira, de fato, a surrealidade.
Não era (e não serei) cliente deste local, estava lá como companhia de uma colega. Enquanto a esperava, um profissional que EU NÃO CONHEÇO E PARA QUEM EU NÃO PEDI QUALQUER INFORMAÇÃO, atravessou o salão superior e, sem que eu tivesse sequer o cumprimentado, colocou-se na minha frente e (de novo) SEM ME PEDIR, pegou no meu cabelo e afirmou "ele é lindo, mas está mal cortado". Fiz um movimento para que ele se afastasse e olhei intrigada porque não ficou claro de onde ele surgiu no contexto.
A peripécia não parou por aí. Ao ser informado por mim de que se tratava de um alongamento, a pérola foi disparada: "retiro então todos os elogios, porque se não é seu natural blá blá blá", e começou num discurso de que eu deveria deixar meu cabelo crescer, que ele poderia ir cortando meu cabelo e transformar a estrutura do fio, porque cabelos são todos iguais e blá blá blá...
Não me deixou falar e não atendeu ao meu ******* disse que ele foi invasivo e que ele estava sendo, sim, preconceituoso.
Foi absurdamente inadequado, insistindo que eu não sei cuidar do meu cabelo e que ele poderia me dar "o dom do milagre dos cachos soltos".
Respeite meu cabelo crespo, homem!, eu disse. Vc por ser "profissional", e estar no seu estabelecimento de trabalho deveria poupar-se de tamanha exposição. Meu cabelo não é e não será atendido por profissionais como vc que, claramente, não dispõe de know-how pra isso. Além de desconhecer obviamente as questões inerentes à minha raça, cultura do cuidado do cabelo crespo e técnicas de entrelaçamento.
Cheguei a perguntar a ele se ele teria a mesma postura caso a cliente "com cabelo mal cortado não fosse negra". Ele tentou, dizendo-se gay e também sofredor assédios, minimizar a questão.
A infelicidade dele foi ter, na tentativa de corrigir o ato, sem me consultar ou me pedir (porque eu estava fisicamente de lado pra ele e olhando pro meu celular) se jogado num abraço e beijo no meu rosto como se fôssemos íntimos.
https://******* onde veio esta liberdade?
Retirei-me do espaço e pedi um atendimento do supervisora Márcia. Solícita, ouviu o meu relato. Mas dali veio o mesmo discurso, minimizando a minha queixa e enquadrando num contexto ABSURDAMENTE DESCABIDO: "porque veja ele TAMBÉM veio de uma origem humilde".
Ora ora https://******* tornamos então irmãos da comunidade e por isso deveria relevar pq ele foi apenas expansivo?! Pois (pasmem!) Foi exatamente essa a postura da liderança que veio falar comigo. Sem condições e nem preparo para condução de uma situação como essa, levou o assunto no tom baixo e raso de "ele TAMBÉM faz parte da MINORIA".
Busquei a página para registro mas a mesma não dispõe de campo para registrar avaliações (por que será?).

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Resposta da empresa

21/05/2019 às 14:48

Boa tarde Nancy Aparecida.
Sentimos muito que este incidente tenha ocorrido com você. Condenamos quaisquer tipo de discriminação e trabalhamos para tornar todas as Unidades Torriton em ambientes seguros e acolhedores. O Torriton repudia esse tipo de atitude e o seu caso está sendo apurado internamente.