Reclamação: Falta de visibilidade no Cristo Redentor e prática abusiva na venda de ingressos. Solicitação de reagendamento ou devolução.

Não resolvido
São Paulo - SP
17/06/2026 às 20:05
ID: 251693345
Reclamação Formal: Solicitação de Reagendamento de Visita por Falta de Visibilidade e Prática Abusiva (ocultação de informação e quebra de boa fé objetiva) OU devolução do valor pago
*À Gerência de Atendimento ao Cliente / Ouvidoria* da empresa Trem do Corcovado (CNPJ *****)
Prezados,
Venho por meio desta apresentar uma reclamação formal a respeito da experiência de visita ao Cristo Redentor realizada no dia 15 de junho de 2026, com o intuito de obter uma solução consensual na esfera administrativa e evitar a necessidade de judicialização do tema.
Na ocasião, eu estava acompanhada de minha irmã e de meus dois sobrinhos menores de idade, que residem na Bolívia, com enorme expectativa deste ponto auge da estadia no Rio de Janeiro, que seria a visita ao famoso Cristo Redentor.
Infelizmente, ao chegarmos ao ponto mais alto da atração, o Cristo Redentor e a paisagem ao redor estavam *completamente encobertos pela densa neblina, o que pode ser claramente evidenciado pelas fotografias anexas - além de outras que não pude anexar dado ao limite de 3 fotos*, impossibilitando qualquer visibilidade. O passeio foi nulo.
Fato é que tal cenário era previamente sabido pelos atendentes do guichê no ato da compra dos ingressos e não foi devidamente informado ao consumidor.
Resulta que, no momento da compra, fomos induzidos a erro devido a falhas graves na prestação do serviço e condutas que violam frontalmente o Código de Defesa do Consumidor (CDC):
1. *Omissão de Informação e Ocultação Deliberada (Má-fé Contratual):* Em nenhum momento, antes ou durante a compra dos bilhetes, fomos informados verbalmente pelos funcionários sobre as reais condições meteorológicas e a total falta de visibilidade no topo do monumento. Tampouco havia letreiros na bilheteria informando tais condições. Da base de onde sai o transporte, era absolutamente imperceptível que o topo estava completamente coberto.
Ademais, ao formalizarmos nossa reclamação imediatamente após a subida, o atendente responsável informou que a especificação "sem visibilidade" constava no bilhete emitido. Ocorre que *os bilhetes nos foram entregues após o pagamento e, mesmo assim, intencionalmente dobrados/fechados no ato da compra*, de modo que a referida advertência estava oculta na parte interna do papel, enquanto a face visível exibia apenas a imagem do transporte. Essa conduta evidencia que o vendedor, ciente da total falta de visibilidade já no momento da compra dos bilhetes, ocultou propositalmente a informação no ato da entrega para forçar a venda dos ingressos, privando-nos do direito de escolha de não fazer o passeio.
2. *Publicidade Enganosa e Barreiras à Informação em Tempo Real:* Exatamente ao lado do guichê onde fomos atendidos, junto às informações de preços, havia uma televisão exibindo um vídeo promocional com imagens maravilhosas e nítidas do Cristo Redentor. Essa comunicação visual induz o consumidor, como de fato nos induziu, a crer que a experiência no topo seria condizente com o que estava sendo demonstrado na tela naquele instante no ato da compra.
Durante o nosso pedido de reagendamento, o responsável alegou que havia uma televisão transmitindo as imagens do topo ao vivo. Contudo, *essa tela estava posicionada de forma imperceptível no ato da compra, localizada apenas ao final de todos os guichês de atendimento*, e em nenhum momento fomos alertados sobre a sua existência pelo funcionário que nos atendeu. A ocultação verbal desse monitor, contrastada com a exibição de imagens na televisão logo ao lado do guichê onde pagamos, reforça o intuito de ludibriar o consumidor.
Como se não bastasse, outra atendente no local disse que o passeio de trem é o objeto da compra, não a visita ao Cristo. E que assim, o serviço de passeio de trem (diga-se, no meio das nuvens), teria sido entregue. Completamente descabido os comentários realizados pela equipe responsável pelo atendimento ao consumidor, em uma prestação de serviço que é sabida ser específica para acesso ao ícone do Rio de Janeiro, ao famoso Cristo Redentor.
Embora os fatores climáticos sejam naturais, o controle sobre a *informação, a transparência e a boa-fé nas relações de consumo* é de responsabilidade exclusiva da fornecedora do serviço. A conduta omissiva da equipe, a entrega dos bilhetes dobrados para ocultar o aviso e a recusa infundada de reagendamento geraram um cenário que ultrapassa o mero aborrecimento cotidiano, com frustração e desconforto sofrido pela nossa família.
De forma a tentar amenizar os danos sofridos, solicitamos que a empresa responsável ao menos se digne a *reagendar nossa visita- conferindo um voucher para novo acesso *, para que meus familiares possam, de fato, usufruir do passeio pelo qual pagaram OU a devolução do valor pago pelos ingressos.
Caso esta solicitação seja novamente negada, informo que adotaremos as medidas legais cabíveis perante os órgãos de proteção ao consumidor (Procon) e o Poder Judiciário, pleiteando a devida reparação integral pelo ocorrido.
Fico no aguardo de um retorno breve com as orientações para o procedimento.
Atenciosamente,
*Dados da Compra Vide Nota Fiscal em anexo
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Consideração final do consumidor
23/06/2026 às 08:45
Tivemos uma péssima experiência ao tentar visitar o principal símbolo do Rio. Uma vergonha ! Os atendentes são completamente despreparados sem tentar resolver com dignidade o problema do consumidor. Não fomos ouvidos. Sem falar da falta de transparência na compra e engodo que sofremos ao não exporem as condições climáticas para q tomemos a decisão de comprar ou nao o passeio. O mínimo seria dar-nos um voucher. Tudo somado agora ao descaso na resposta à reclamação. Definitivamente não recomendamos esta empresa e passeio. Uma pena !!!
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
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