Atraso excessivo, entrega aparentemente forçada, financiamento travado e retenção injustificável das chaves

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São Paulo - SP
07/07/2026 às 17:28
ID: 253330793
Comprei uma unidade no empreendimento Península Vila Madalena, da Trisul, e o que deveria ser a realização de um projeto familiar virou um processo desgastante, moroso, frustrante e absolutamente incompatível com a imagem que a empresa tenta vender ao mercado.
O empreendimento tinha previsão original de entrega para outubro/2025. Na prática, a entrega somente ocorreu em 30/04/2026, no limite da tolerância de 180 dias, com fortes indícios de que a conclusão foi acelerada apenas para evitar a extrapolação formal desse prazo. A percepção dos compradores é de que o empreendimento foi entregue de maneira incompleta, com pendências, áreas ainda sem plena condição de uso e necessidade de continuidade de obras e ajustes após a chamada entrega.
Depois de todo esse atraso, o comprador ainda teve que aguardar mais de um mês para a individualização das matrículas. Superada essa etapa, veio nova espera para finalização do chamado pastão de financiamento. Depois, novas etapas bancárias, novos prazos, novas indefinições e nenhuma previsibilidade concreta. Ou seja: mesmo após a suposta entrega do empreendimento, a posse efetiva da unidade continuou sendo empurrada para frente por entraves operacionais que não dependem exclusivamente do comprador.
No meu caso, o contrato de financiamento já foi assinado por mim, a construtora também já assinou, e o banco financiador, Itaú, já realizou o pagamento do Banco do Brasil como interveniente quitante. Ou seja, materialmente, a operação financeira já está encaminhada e não há mais um cenário realista de volta atrás por parte do comprador. Além disso, pelo que consta do contrato, 100% do valor liberado pelo Itaú foi destinado ao interveniente quitante, não havendo, aparentemente, repasse líquido direto à Trisul nesta etapa.
Mesmo assim, a Trisul insiste em tratar o caso como se fosse apenas mais um fluxo ordinário, burocrático e impessoal, sem qualquer sensibilidade para o histórico de atraso que ela própria gerou. Solicitei formalmente uma exceção para liberação das chaves após a quitação do interveniente quitante pelo Itaú, ainda que mediante termo de ciência ou responsabilidade. A resposta da empresa, porém, foi evasiva, genérica e limitada a informar que o processo segue em análise ou que o contrato está no fluxo de financiamento. Ou seja: não enfrentam o pedido real, não dão uma solução concreta e não demonstram qualquer compromisso efetivo com o cliente.
É absolutamente desproporcional que, após um empreendimento previsto para outubro/2025 ter sido entregue apenas em 30/04/2026, após demora na individualização das matrículas, após demora no pastão de financiamento, e agora com o interveniente quitante já pago pelo banco financiador, a Trisul continue retendo as chaves e empurrando o comprador para mais semanas ou meses de espera por trâmites bancários, cartorários e internos.
A empresa se apresenta como uma incorporadora com mais de 40 anos de mercado, mas a experiência concreta que entrega ao cliente é de descaso, burocracia, falta de previsibilidade, comunicação ruim e absoluta incapacidade de resolver problemas de forma proporcional. O atendimento é frio, protocolar e ineficiente. A sensação é de que o comprador deixa de ser cliente e passa a ser apenas um número de protocolo.
Depois de tanto desgaste, a Trisul conseguiu transformar um comprador em um detrator da marca. E digo com toda clareza: eu não recomendo a ninguém comprar imóvel da Trisul. Pelo contrário, para quem eu puder alertar, direi: nunca comprem um Trisul. Ninguém deveria passar por esse tipo de experiência ao adquirir um imóvel.
Solicito uma posição objetiva e imediata da empresa: com o financiamento assinado e o interveniente quitante já pago pelo banco financiador, qual é a justificativa concreta para manter a retenção das chaves? Por que a Trisul não avalia uma liberação excepcional da posse, ainda que mediante termo formal, considerando todo o histórico de atraso e desgaste imposto ao comprador?
Aguardo uma solução real, e não mais uma resposta padrão.