Desempenho insatisfatório de microinversores Tsuness e falta de suporte técnico adequado

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Votuporanga - SP

06/10/2025 às 19:33

ID: 228671847

PROVAS Podem verificar toda a conversa que tive com o suporte. (Anexei os registradores para analisarem, e sim a temperatura está alta e segue alta, logo tem perda de potência)

Houve a primeira instalação, composta por 2 microinversores da Tsuness e 8 módulos de 700 W comprados na Fotus, onde veio também a estrutura para telha colonial e o kit de fixação do microinversor.

De fato, na primeira vez que fomos ao local, o microinversor ficou baixo, cerca de 3 a 4 cm da telha. Observando o aquecimento elevado e o mau funcionamento do equipamento, entramos em contato com o suporte e, seguindo a orientação, aumentamos a altura do trilho, de modo que o microinversor passou a ficar a aproximadamente 10 a 12 cm da telha.

O sistema melhorou? Sim, melhorou em relação ao estado anterior, mas a geração e a curva de potência ainda não estavam dentro da normalidade esperada.
O manual do fabricante traz apenas uma orientação sobre o distanciamento da telha deixar 5 cm de distância para o funcionamento adequado. No entanto, é evidente que se espera de um microinversor que ele seja preparado para operar bem em temperaturas elevadas, especialmente em um país como o Brasil, onde vários estados apresentam alta irradiação e calor intenso, o que aumenta a corrente nos módulos em condições reais próximas ou até superiores às de STC.

Além disso, é sabido que o ambiente sob as placas já é quente por natureza, e essa condição deve ser considerada no projeto do equipamento. Por isso, fiquei bastante frustrado ao comparar centenas de instalações nossas, com outras marcas de microinversores, todas com a mesma distância entre placas e telhado (kits de fixação padronizados), e constatar que somente os micros da Tsuness apresentaram desempenho inferior.

Ressalto também que gastamos valores adicionais com prolongadores que nem vêm no kit comercializado para aumentar ainda mais a altura dos micros, mas a performance continuou longe do ideal.

No primeiro contato com o suporte, foram apresentadas duas soluções que não acarretariam perda de garantia:

Aumentar o tamanho da estrutura, ou

Instalar o microinversor abaixo do telhado, no caso de laje grande.

Foi mencionada também a possibilidade de aumentar a distância das placas, mas, com base nos projetos e estruturas fornecidas, e considerando que seguimos rigorosamente os procedimentos normais de instalação, não acreditávamos que essa alternativa resolveria, pois as aletas do microinversor ficam voltadas para baixo o que faria com que, ao aproximar o equipamento da telha, a troca térmica piorasse mesmo que o distanciamento das placas (fonte de calor) aumentasse, além de no kit de fixação não permitir que instalacemos em baixo do trilho por exemplo.

Ainda assim, buscando resolver de forma definitiva, visto que não queriamos voltarmos mais.. voltamos uma terceira vez ao cliente, confiando que agora conseguiríamos solucionar o problema. Inclusive, consultamos a equipe de engenharia de outra marca, para obter uma segunda opinião, visto que o atendimento do suporte da Tsuness não demonstrou domínio técnico aprofundado sobre o assunto, não que a marca não tenha bons engenheiros, longe disso, mas no suporte e atendimento, como sou engenheiro .percebi um pouco de falta de dominio ou pouco caso, limitando-se a explicações básicas sobre o funcionamento do microinversor.. chovendo no molhado.

Seguindo a sugestão recebida, instalamos os micros abaixo do telhado, ficando a cerca de 60 cm da telha e 70 a 80 cm da laje. Trata-se de um telhado cerâmico, portanto, o ambiente sob as telhas é ventilado e naturalmente mais frio que o espaço sob as placas, já que o ar quente tende a subir e as telhas possuem pequenas frestas que permitem a troca de ar, o ambiente é quente? é sim, mas menos do em embaixo das telhas, e sim existe troca de calor.. como mencionado o ar quente sobe e um telhado cerâmico não é completamente vedado.

Mesmo assim, a melhora foi praticamente inexistente.
Em seguida, o suporte sugeriu retornar os microinversores à estrutura sob os trilhos, mantendo a distância recomendada da telha e aumentar a distância da placa. Contudo, com que material? Seria necessário furar os trilhos algo não previsto nem mencionado em manual algum. Essas orientações e recomendações poderiam e deveriam ter sido passadas desde o início, poupando retrabalho, deslocamentos e desgaste com o cliente.

A indignação está no fato de que o manual do produto carece de informações mais detalhadas sobre o tema, e também não há alinhamento com os fornecedores, de forma que a estrutura e o kit de fixação disponibilizados não garantem o desempenho adequado do equipamento em campo.

Agora, sermos obrigados a voltar uma quarta vez ao cliente é inadmissível. E deixo uma pergunta objetiva:
Se eu seguir exatamente as orientações atuais do suporte e o sistema continuar sem desempenho satisfatório, a empresa irá ressarcir os meus custos e os prejuízos do meu cliente?

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