Pediatria sem acolhimento: a experiência que nenhuma família deveria viver

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Uberlândia - MG

28/07/2026 às 23:34

ID: 255089939

Pelo visto tem muitas reclamações não respondidas sobre o UMC POR AQUI!

À Ouvidoria do Hospital UMC,

Venho registrar uma reclamação formal em razão do atendimento desumano e da completa falta de sensibilidade demonstrada pela equipe de recepção do setor de Pediatria durante o atendimento do minha filha de apenas 8 anos de idade.

Ela possui um medo intenso de agulhas. Por essa razão, eu e o pai o acompanhamos até o atendimento, com o único objetivo de lhe proporcionar segurança emocional e evitar que ele passasse por uma situação ainda mais traumática, como precisar ser contido à força durante procedimentos médicos.

O que mais causou indignação foi que sequer havíamos entrado para a consulta quando o funcionário responsável pelo controle de entrada já nos abordou de forma ríspida e questionando a presença de dois acompanhantes, demonstrando total falta de empatia com uma criança claramente assustada.

Deixo claro que compreendo a existência de protocolos e normas internas. Entretanto, protocolos jamais podem se sobrepor ao princípio da humanização do atendimento, especialmente quando se trata de uma criança em ambiente pediátrico. A própria Política Nacional de Humanização preconiza que o acolhimento deve considerar as necessidades emocionais do paciente e de sua família.

Além disso, a justificativa para a restrição sequer fazia sentido naquele momento, pois não havia outras crianças aguardando atendimento e a Pediatria não estava lotada. Eu sequer pretendia permanecer durante toda a administração de medicação. Estava apenas ajudando a acalmar minha filha visto que eu também tenho síndrome vago vagal e estava me restabelecendo antes de me retirar, deixando apenas o pai como acompanhante. Ainda assim, fomos tratados com frieza, rigidez e absoluta falta de bom senso.

É extremamente preocupante que um hospital permita que seus colaboradores priorizem regras de maneira mecânica, ignorando completamente o contexto e o estado emocional de uma criança de apenas 8 anos. Um atendimento pediátrico exige acolhimento, empatia e preparo para lidar com situações como essa, e infelizmente foi exatamente o oposto do que encontramos.

Faço questão de tornar pública essa experiência por meio das plataformas de avaliação na internet e das redes sociais, para que outras famílias tenham conhecimento da forma como pacientes pediátricos e seus responsáveis vêm sendo tratados dentro do UMC.

Lamento profundamente que um momento que já era delicado para uma criança tenha sido agravado pela postura de quem deveria acolher e contribuir para um atendimento mais humanizado e gentil. Hospital humanizado não é slogan. É conduta.

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Resposta da empresa

31/07/2026 às 17:22

Olá, Micaela.
Lamentamos sinceramente que a experiência vivenciada por sua família não tenha correspondido ao padrão de acolhimento que buscamos oferecer. Entendemos que situações envolvendo crianças exigem sensibilidade, empatia e atenção às necessidades de cada paciente e de seus acompanhantes.

Seu relato foi encaminhado às lideranças responsáveis para apuração dos fatos e avaliação da conduta adotada, a fim de que possamos promover as orientações necessárias e aprimorar continuamente nossos processos.
Agradecemos pelo seu feedback, que é fundamental para a melhoria contínua dos nossos serviços.

Atenciosamente,
Hospital UMC
Telefone: (34) 3257-1400
E-mail: [email protected]