Carta de consórcio supostamente já contemplada.

Em réplica
Presidente Prudente - SP
27/05/2025 às 11:16
ID: 218104003
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesNo dia 03/04/2025, compareci à UNI FINANÇAS LTDA, em Brasília/DF, buscando contratar uma carta de consórcio supostamente já contemplada no valor de R$ 41.948,00, conforme prometido pela funcionária *****.
Fui induzida a realizar pagamentos via PIX: R$ 2.700,00 e R$ 300,00 no dia 03/04/2025, e mais R$ 368,00 em 04/04/2025 para a conta da UNI FINANÇAS. No mesmo dia 04/04/2025, às 15:45, recebi a trágica notícia do falecimento do meu pai. Imediatamente, contatei a UNI FINANÇAS solicitando que o processo fosse pausado até meu retorno, pois precisaria viajar para o interior de São Paulo para lidar com o luto e burocracias.
Durante minha estadia no interior, a funcionária ***** insistia para que eu recebesse uma ligação de um suposto atendente do 'Banco Central' para uma 'entrevista'. Ela me orientou a concordar com tudo e a tirar futuras dúvidas apenas com ela, o que já me gerava estranheza. Devido à falta de sinal no sítio, eu não conseguia realizar a ligação.
Em uma das minhas idas à cidade para resolver pendências do inventário, finalmente consegui receber a ligação para a "entrevista" do suposto "Banco Central". Após a confirmação dos meus dados pessoais, as perguntas tornaram-se difíceis de compreender e não seguiam as instruções que a funcionária ***** havia me dado para responder. Eu me senti perdida e, ingenuamente, expliquei ao atendente que havia procurado a UNI FINANÇAS para parcelar uma carta de consórcio "já contemplada" e que precisava do valor para comprar um carro para trabalhar. O atendente do "Banco Central" não entendeu minha explicação e perguntou se a UNI FINANÇAS havia me dado um prazo para o retorno do valor. Respondi que não, e que, na verdade, esperava que ele (do "Banco Central") me informasse sobre isso.
Logo após a ligação, contatei a funcionária *****, que me orientou a aguardar uma resposta. No dia seguinte, ela informou que o processo não havia sido aprovado. Ela me deu duas opções: uma nova entrevista ou o cancelamento. Inicialmente, pensando na minha necessidade do carro, disse que poderiam me ligar novamente, mas diante de todo o estresse do luto e do inventário, decidi que só resolveria ao retornar a Brasília.
Infelizmente, não tenho acesso a provas textuais, áudios ou registros de conversas com a funcionária *****, visto que ela utilizava a função de exclusão automática de mensagens no WhatsApp em um período breve.
Ao chegar em Brasília, procurei a UNI FINANÇAS para cancelar o processo e solicitar a devolução do valor pago, já que a contemplaçãonão havia sido aprovada. Na primeira vez conversei com o gerente *****, que me garantiu que faria o procedimento para a devolução integral do valor da entrada. Após uma semana de espera, retornamos pessoalmente ao escritório da UNI FINANÇAS para questionar a demora no processo. Essa conversa foi gravada.
No mesmo dia, meu esposo contatou o Sr. *****, proprietário da UNI FINANÇAS. Ele garantiu que o caso estava em suas mãos e seria resolvido o mais breve possível. Imediatamente, o Sr. ***** me enviou um PDF para assinatura, prometendo a devolução do valor em sete dias. Essa conversa foi gravada.
Posteriormente, comecei a receber e-mails da PROMOVE solicitando a assinatura de um termo para dar prosseguimento. Contudo, meu acordo foi firmado exclusivamente com a UNI FINANÇAS, e não com a PROMOVE.
As empresas envolvidas passaram a transferir a responsabilidade entre si. A UNI FINANÇAS declara que repassou o valor à PROMOVE, que seria a responsável pela devolução; e a PROMOVE, por sua vez, afirma que só devolverá o valor 10 dias úteis após a assinatura de um Acordo Extrajudicial, cujo conteúdo é abusivo, pois obriga o consumidor a renunciar a qualquer ação judicial e isenta ambas as empresas de responsabilidade cível.
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Resposta da empresa
27/05/2025 às 11:49
Prezados,
Após análise minuciosa, esclarecemos que não identificamos qualquer vínculo contratual entre a cliente e a nossa empresa, tampouco qualquer operação formalizada em nossos sistemas. Ressaltamos que não realizamos entrevistas ou validações por meio de terceiros se passando por órgãos oficiais como Bancos, tampouco orientamos clientes nesse sentido.
Infelizmente, casos como este evidenciam práticas de concorrência desleal e má-fé por parte de terceiros, que utilizam indevidamente o nome de empresas sérias para aplicar [Editado pelo Reclame Aqui] e gerar confusão junto ao consumidor.
Reiteramos que nossa atuação preza pela transparência, segurança e respeito aos clientes, e que todas as tratativas são realizadas diretamente pelos canais oficiais da UNI FINANÇAS, nunca por intermediários ou por orientações suspeitas.
Nos colocamos à disposição das autoridades competentes para colaborar com quaisquer investigações necessárias e reforçamos a importância de que os consumidores verifiquem sempre a autenticidade de propostas e contratos antes de efetuar qualquer pagamento.
Atenciosamente,
Equipe UNI FINANÇAS
Réplica do consumidor
26/06/2025 às 09:45
Bom dia. Se eu não tivesse vínculo com a Uni Finanças, eu não estaria cobrando o valor de entrada de uma "carta comtemplada de consorcio" e ao mesmo tempo eu não estaria recebendo e-mails da empresa me pedindo para assinar um documento que vai contra aos direitos do consumidor. Foi tão fácil vocês receberem meu pix com o valor de entrada, e porque não é fácil me devolverem em pix da mesma maneira? Podem me explicar? Agradeço