Depósito parcial sem autorização, mudança constante de posicionamento e ausência de solução solicito intervenção URGENTE da UNICASA

Reclamação resolvida

Resolvido

Reclamar dessa empresa

Sorocaba - SP

09/12/2025 às 20:05

ID: 234244755

Prezados Diretores da UNICASA Indústria de Móveis S/A,

Venho fazer uma reclamação de relevância, com respeito e objetividade, sobre a Casa Brasileira Unidade Sorocaba, que não é uma empresa independente, mas uma extensão comercial da Unicasa, que é quem responde juridicamente. Isso significa que todos os envolvidos na venda e execução do serviço (fabricante, franquia, loja, vendedor, marca comercial, instalador) respondem juntos pelo prejuízo causado ao consumidor, independentemente de culpa ou contrato individual.

Diante desse cenário, é justo que os senhores da diretoria da Unicasa tomem ciência e se posicionem sobre o caso que venho relatar e registrar. Tenho respaldo de conversas de WhatsApp já salvas e exportadas, além de e-mails.

Importante destacar que abri um registro nesta plataforma no dia 03/12/2025 ID: *****, voltado à Casa Brasileira, no qual descrevo uma sucessão de acontecimentos que me causaram profundo constrangimento e insegurança enquanto cliente da empresa, bem como solicitei intervenção direta na solução de um problema que se arrasta desde 09/10/2025. Como resposta ao ID *****, recebi apenas uma ligação de uma pessoa chamada Camila, no dia 06/12/2025, identificando-se como integrante do setor jurídico da Unicasa e afirmando que levaria o caso para a Casa Brasileira resolver.

Como a Casa Brasileira não se posicionou com solução definitiva, estou abrindo este registro voltado diretamente à Unicasa. Mas, antes de seguir com meu relato contextualizado, deixo claro que um dos principais assuntos em questão é o desfecho referente ao hall sem contrato, que foi cancelado e cuja devolução integral aguardo até o momento.

1. Contexto e histórico

Meu marido fechou um contrato de projeto junto à Casa Brasileira Unidade Sorocaba, referente a móveis planejados para a cozinha, suíte e banheiro social, contrato este pago e assinado por ele no valor de R$ 60.000,00 (integralmente quitado).

Posteriormente, solicitei um segundo projeto referente ao hall, contratado exclusivamente por mim e pago por mim, no valor de R$ 8.800,00, sem contrato assinado, sem cláusulas apresentadas e sem qualquer regra de retenção de valores. Recebi apenas um link para pagamento via WhatsApp enviado pela arquiteta Larissa e efetuei o pagamento.

2. Motivo do cancelamento do hall

A desistência decorreu de erro técnico da própria empresa. O montador Alex, que esteve em meu apartamento para tirar medidas do hall, informou que a instalação deixaria 5 cm de parede branca exposta devido ao desalinhamento do rodapé. Sem solução técnica apresentada pela arquiteta responsável, no dia 09/10/2025, em reunião com a arquiteta Larissa e na presença da gerente Nadir, solicitei o cancelamento do hall.

Portanto, a desistência do hall não foi arbitrária, mas consequência de uma inviabilidade técnica confirmada pela própria equipe, que também não apresentou alternativa. Diante disso, não há fundamento legal ou contratual para retenção de qualquer valor pago por mim de boa-fé e sem contrato formalizado.

3. Promessa de devolução do valor e mudança de posicionamento

Na reunião do dia 09/10/2025, a gerente Nadir afirmou expressamente que o valor de R$ 8.800,00 seria devolvido integralmente (há registro dessa afirmação por WhatsApp). Após ausência de devolução, cobrei novamente e fui informada de que o dono da loja estava viajando. Um mês depois, fiz nova cobrança via WhatsApp solicitando devolução, porém minhas mensagens ficaram sem resposta.

Em 02/12/2025, recebi um e-mail assinado pela gerente Nadir (toda troca de e-mail tenho salvo em PDF) informando que haveria retenção de R$ 2.200,00, justificada em contrato inexistente. Significa, sem qualquer instrumento legal que autorizasse a retenção.

Reitero: nunca recebi contrato referente ao hall; nunca fui solicitada a assinar contrato; e a própria gerente Nadir confirma por WhatsApp que não existe contrato referente ao hall assinado por mim

4. Depósito parcial sem acordo

No dia 04/12/2025, recebi um depósito de R$ 7.040,00 da Casa Brasileira, sem prévia comunicação e sem autorização, restando pendente o valor de R$ 1.760,00.
Após o depósito, enviei e-mail no dia 05/12/2025 buscando concluir a tratativa, porém recebi como resposta um e-mail que não tratava do tema da retenção indevida. No dia 08/12/2025, respondi reiterando que toda a documentação já havia sido apresentada e informei que encerraria a demanda assim que o valor pendente fosse depositado.

Até o momento, não houve resposta.

5. Situação atual

Apesar de registros formais via Reclame Aqui, e-mails e mensagens de WhatsApp (todas salvas e exportadas), não houve depósito do valor restante de R$ 1.760,00 e tampouco posicionamento formal da Casa Brasileira.

6. Solicitação à Unicasa

Diante do exposto, solicito o depósito imediato do valor pendente de R$ 1.760,00, encerrando a devolução pactuada verbalmente com a gerente Nadir no dia 09/10/2025. Assim que cair o depósito na minha conta bancária, registrarei o encerramento público da reclamação.

Não busco litígio; busco apenas o cumprimento da promessa feita e o tratamento digno previsto no Código de Defesa do Consumidor e nas boas práticas corporativas.

Confio que a Direção compreenderá a gravidade do ocorrido e atuará para solução justa, respeitosa e transparente.

7. Expectativa de resposta formal

Considerando todo o histórico documentado e a ausência de retorno conclusivo pela Casa Brasileira, registro que está reclamação requer resposta formal da Unicasa, com indicação expressa de:responsável designado pelo caso; providências adotadas; prazos definidos; confirmação sobre o pagamento pendente; e esclarecimento quanto ao fluxo interno adotado para correção das falhas relatadas.

Essa resposta é fundamental para que eu possa acompanhar o processo de forma transparente e registrar adequadamente o encerramento da tratativa.

Agradeço antecipadamente pela atenção.

Atenciosamente,
*****

ADENDO REGISTRO COMPLEMENTAR TAMBÉM IMPORTANTÍSSIMO

1. Episódio de constrangimento presencial na loja (02/12)

No dia 02/12, estive presencialmente na loja em busca de esclarecimentos. Fui recebida pela arquiteta Larissa de maneira profundamente desrespeitosa: ela elevou o tom de voz; caminhou pela loja comentando questões privadas diante de terceiros; e ignorou meu pedido para falar mais baixo, a ponto de eu precisar igualar meu tom de voz ao dela e solicitar que reduzisse o tom, pois todos no ambiente estavam ouvindo.

A situação gerou constrangimento público totalmente incompatível com um atendimento profissional. Ressalto que, em todas as vezes em que estive em reunião com a arquiteta Larissa, sempre mantive tom reservado e respeitoso.

2. Dificuldade de atendimento e orientação equivocada ao cliente

Ao solicitar informações sobre a data de montagem da cozinha e do armário do banheiro social Larissa afirmou que não sabia e não era responsabilidade dela. Disse que eu deveria procurar o setor de montagem. Ocorre que o cliente não tem obrigação de conhecer os setores internos da empresa. Foi necessário insistir para que ela fornecesse o contato e encaminhasse a solicitação ao setor responsável.

3. Mensagens inadequadas enviadas via WhatsApp

Na mesma data (02/12/2025), posteriormente, recebi mensagens via WhatsApp enviadas por Larissa, em total quebra de conduta profissional. Nessas mensagens, ela mencionou minha vida conjugal e atribuiu ao meu marido responsabilidade por crises emocionais e alérgicas que teria tido em razão das revisões técnicas realizadas por ele no projeto.

Cabe esclarecer que meu marido apenas cumpriu o que está previsto em contrato: revisar o projeto e as medidas antes da assinatura, pois somente dessa forma o processo seguiria para o setor de montagem, uma vez que existe cláusula que transfere ao cliente a responsabilidade por eventuais erros após a aprovação. Além disso, por ser engenheiro, suas revisões foram essenciais e resultaram na identificação de erros reais.

Vale registrar que, em uma das reuniões, a própria Larissa afirmou estar com dor de cabeça causada por outro cliente. Tais relatos levantam questionamentos sobre preparo emocional para lidar com demandas técnicas. Entendo que questões pessoais e de saúde não devem jamais ser direcionadas ao cliente, mas tratadas internamente pela empresa.

4. Comunicação imediata à gerência e ausência de posicionamento formal

Tão logo as mensagens foram recebidas, comuniquei a gerente Nadir relatando: o constrangimento ocorrido na loja; o conteúdo inadequado das mensagens de Larissa ao comentar sobre meu relacionamento de forma pejorativa; e a atribuição indevida de responsabilidade ao meu marido por problemas de saúde que ela declarou ter tido.

Apesar da gravidade do ocorrido, não houve acolhimento do relato, tampouco recebi pedido formal de desculpas, o que seria o mínimo esperado. Por fim, todos os registros das conversas pelo WhatsApp estão salvos (exportadas) e comprovam integralmente o que descrevo.

5. Pesquisa realizada na plataforma Reclame Aqui

Realizei uma pesquisa detalhada na plataforma Reclame Aqui referente à empresa Casa Brasileira, encontrando reclamações que relatam erros de medidas, falhas de montagem, atendimento pós-venda inadequado e ausência de suporte, evidenciando um padrão similar ao que vivenciamos (eu e meu marido).

Entre os relatos, identifiquei: medidas incorretas mesmo após vistoria técnica; necessidade de retrabalho; montagem incompleta ou incorreta; ausência de suporte após pagamento; postura defensiva e resistência em assumir correções.

Diante desses fatos verificáveis, fica evidente que a decisão do meu marido em revisar cuidadosamente o projeto antes da assinatura e envio à montagem não apenas foi legítima, como também necessária e responsável, especialmente considerando cláusulas contratuais que atribuem ao cliente responsabilidade por eventuais erros após a aprovação final, mesmo quando decorrentes da execução técnica da empresa.

Portanto, fica registrado que a revisão não foi motivada por desconfiança injustificada, mas por análise preventiva fundamentada em histórico público e verificável da empresa. Por isso, espero que este registro seja considerado com a seriedade necessária e utilizado como referência para revisão interna de condutas e processos, evitando que situações semelhantes se repitam.

6. Status do projeto da cozinha, banheiro social e suíte e pendências

Diante da ausência de informações sobre a montagem da cozinha, durante o atendimento presencial no dia 02/12/2025 já relatado, questionei sobre a previsão. Apenas após essa cobrança, recebi um e-mail informando que a cozinha e o armário do banheiro social estão agendados para montagem no dia 12/01/2026.

Quanto aos demais ambientes, suíte e banheiro da suíte, o processo permanece sem andamento, mesmo após o envio das revisões técnicas realizadas pelo meu marido.

Essas revisões foram encaminhadas no dia 01/11/2025, dentro do prazo razoável. Entretanto, a única resposta recebida foi uma mensagem breve da arquiteta Larissa, em 03/11/2025, sem confirmação de encaminhamento ao departamento de produção, e sem previsão de continuidade. As trocas de mensagens demonstram claramente que, apesar do envio das revisões dentro do prazo adequado, não houve retorno efetivo, definição de próximos passos ou transparência no fluxo interno do projeto, mantendo essa etapa estagnada até o presente momento.

7. Não entregaram o material gráfico impresso do projeto

No ato da venda, fui informada pela arquiteta responsável de que, após a liberação do projeto e validação para produção, eu receberia o material gráfico impresso contendo a representação final da cozinha, suíte e demais ambientes contratados, conforme padrão adotado pela empresa e apresentado como diferencial técnico.

Esse material, equivalente a uma prancha final de projeto executivo, com layout idêntico ao que seria produzido e instalado, foi um dos fatores determinantes para a escolha da Casa Brasileira, pois obtive essa referência por indicação de uma cliente da marca que recebeu tal documentação.

No entanto, até a presente data (09/12/2025), embora a cozinha e o banheiro social já tenham previsão de montagem para o dia 12/01/2026, não recebi o material prometido. Ressalto que esse documento foi solicitado à arquiteta Larissa e a mesma reiterou a sua entrega como parte do compromisso assumido durante o processo comercial e contratual.

Ainda que haja pendências na suíte, a cozinha e o banheiro social encontram-se validados e liberados e, portanto, o material gráfico correspondente já deveria ter sido entregue.

Dessa forma, solicito formalmente o envio do material gráfico final impresso de todos os ambientes liberados, conforme informado no momento da contratação, uma vez que a ausência dessa etapa compromete a transparência, o acompanhamento do cliente e o cumprimento integral do que foi oferecido e acordado.

8. Exemplos públicos que comprovam recorrência de falhas

A título de referência, seguem algumas reclamações públicas recentes, disponíveis na plataforma Reclame Aqui, que demonstram a recorrência desses problemas:

ID ***** Atraso e erros na montagem de móveis planejados da Casa Brasileira/Unicasa falhas em todas as etapas do processo, incluindo medidas incorretas, peças erradas, retrabalho dentro do imóvel já habitado e montagem incompleta, gerando danos estruturais.

ID ***** Móveis planejados entregues com defeito e instalação incompleta medidas erradas, peças faltando, adaptações inadequadas e nova tentativa de instalação também com erros, demonstrando reincidência de falhas técnicas.

ID ***** Planejados que não são planejados produto entregue com medidas diferentes das solicitadas, resultando em instalação inadequada e risco de uso. Há registro de cortes dentro do imóvel e desalinhamento de instalação.

ID ***** MRV e Casa Brasileira: móveis entregues, não montados e falta de suporte entrega sem montagem, ausência total de suporte, falta de respostas ao consumidor e indícios de encerramento da operação local, deixando o cliente sem solução.

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Resposta da empresa

16/12/2025 às 08:57

Olá!

Agradecemos muito seu contato!

Registramos sua solicitação por meio do protocolo n *****, encaminhamos para a loja.

Estamos à disposição para qualquer dúvida por meio de nossos canais.

Atenciosamente,

Relacionamento com o Cliente
Unicasa Indústria de Móveis
0800 721 4104

Consideração final do consumidor

30/03/2026 às 13:14

O problema só foi solucionado após o envio de notificação extrajudicial, uma vez que a empresa inicialmente se recusava a devolver integralmente o valor pago, alegando multa indevida, mesmo sem a existência de contrato assinado referente ao serviço.

A situação teve origem em falha técnica da própria empresa, que inviabilizou o projeto, sem que fosse apresentada solução. Ainda assim, houve tentativa de retenção parcial dos valores pagos, com mudança de justificativas ao longo do processo.

A devolução integral só ocorreu após adoção de medida formal, o que demonstra falta de resolução administrativa adequada por parte da empresa.

Diante do histórico de condução do caso, não pretendo voltar a contratar os serviços.

O problema foi resolvido?

Reclamação resolvida

Resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

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