Reclamação sobre atendimento e postura da coordenação da clínica escola do CUB na ginecologia

Respondida
Brasília - DF
08/05/2026 às 16:35
ID: 248119157
Gostaria de registrar uma reclamação formal sobre o atendimento e a postura adotada pela coordenação da clínica escola do *****.
Sou paciente da ginecologia da clínica e já havia realizado consultas anteriormente. Em um dos atendimentos, fui orientada pelo próprio médico a adquirir o material necessário para inserção do *****, sendo informado que o procedimento poderia ser realizado mediante pagamento da consulta. Comprei todo o material solicitado, devidamente esterilizado e lacrado, e o procedimento foi realizado normalmente dentro da clínica.
No dia da inserção, inclusive, passei pela triagem normalmente, tive minha pressão aferida por uma enfermeira supervisionada por outra profissional, informei claramente que realizaria a colocação do ***** e também fui atendida normalmente pela recepção, que tinha ciência do procedimento. Em nenhum momento fui informada de qualquer irregularidade, proibição ou impedimento relacionado ao atendimento.
Recentemente, minha irmã procurou a clínica após minha indicação e foi extremamente mal recebida pela coordenação. Segundo ela, passou cerca de 10 minutos sendo repreendida, ouvindo que o procedimento não poderia ser feito, que era errado e que a clínica não possuía estrutura, além da informação de que eu estaria impedida de marcar novas consultas ginecológicas.
Gostaria de deixar claro que, em nenhum momento, agi de má-fé ou descumpri orientações da instituição. Apenas segui exatamente o que foi orientado pelo médico responsável, dentro da própria clínica e com conhecimento da equipe envolvida no atendimento daquele dia.
Caso exista algum problema administrativo ou descumprimento de protocolo interno, entendo que isso deve ser tratado entre a coordenação e os profissionais responsáveis, jamais transferido para a paciente de forma constrangedora.
Além disso, minha irmã também relatou ter se sentido constrangida durante o atendimento pela forma como foi tratada. Ao comentar que procurou a clínica particular porque pelo ***** a espera demoraria muito, ouviu da coordenação algo no sentido de: espera pelo *****, pelo menos é de graça, não tem problema esperar dois meses.
Também houve comentários negativos sobre o método anticoncepcional que ela utilizava, de maneira pouco acolhedora, ao mesmo tempo em que foi entregue uma receita de outro anticoncepcional caso ela quisesse tomar.
Entendo que orientações médicas podem e devem ser dadas, mas a forma como isso ocorreu foi desrespeitosa, julgadora e incompatível com um atendimento humanizado.
Também considero extremamente inadequada a ameaça de bloqueio ou impedimento para marcação de futuras consultas, sem qualquer explicação formal ou fundamento apresentado.
Dessa forma, solicito:
esclarecimento formal sobre a situação;
confirmação sobre a inexistência de impedimento para meus futuros atendimentos;
e apuração da conduta adotada pela coordenação nesse episódio.
Acredito que pacientes devem ser tratados com respeito, acolhimento e profissionalismo, especialmente em uma clínica escola voltada ao atendimento acessível da população.
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Resposta da empresa
25/05/2026 às 09:48
Prezada Juliana Lopes,
O Centro Universitário de Brasília agradece o registro realizado e lamenta a percepção de desconforto relatada acerca do atendimento prestado na clínica-escola.
A instituição preza pela condução ética, humanizada e respeitosa em todas as etapas do atendimento assistencial e administrativo, motivo pelo qual manifestações dessa natureza são recebidas com atenção e seriedade.
Após análise interna preliminar junto às equipes envolvidas, verificou-se que houve orientações clínicas relacionadas à necessidade de avaliação complementar para definição segura da melhor conduta médica, considerando critérios técnicos e assistenciais inerentes ao procedimento mencionado. Ressaltamos que a indicação, realização, adiamento ou contraindicação de procedimentos médicos constitui atribuição do profissional médico responsável, nos termos da Lei n 12.842/2013, sendo tais decisões fundamentadas em avaliação clínica individualizada e protocolos de segurança assistencial. Entretanto, independentemente dos aspectos técnicos envolvidos, compreendemos que a forma como orientações e informações são transmitidas impacta diretamente a experiência do paciente. Por essa razão, os relatos apresentados motivaram revisão interna dos fluxos de acolhimento, comunicação e orientação ao público, bem como o aprimoramento dos protocolos relacionados aos atendimentos ginecológicos e procedimentos correlatos.
Esclarecemos ainda que não há qualquer medida automática de impedimento de atendimento sem a devida análise institucional e formalização adequada, razão pela qual a situação narrada também está sendo objeto de apuração.
Reforçamos nosso compromisso com a qualidade assistencial, com a formação ética dos profissionais envolvidos e com o respeito à comunidade atendida pela clínica-escola.
Permanecemos à disposição para atendimento presencial e esclarecimentos adicionais, caso entenda pertinente.
Atenciosamente,
CEUB