Fui maltratada e meu filho não teve condições adequadas no hospital da Unimed

Respondida
Maracajá - SC
23/09/2026 às 12:31
ID: 259849621
Venho por meio desta registrar uma reclamação formal referente ao atendimento recebido por meu filho, João, durante sua permanência na Unimed, entre o domingo à tarde e a manhã de segunda-feira.
Meu filho foi levado ao hospital devido a um quadro de esforço respiratório, apresentando cansaço e febre. Ao chegarmos, foram realizados os exames necessários, incluindo raio-X, além de medicação para controle da febre e aspiração das secreções, pois ele apresentava bastante catarro.
Gostaria, inicialmente, de destacar que o atendimento recebido no plantão do domingo à tarde foi muito bom. Fomos bem recebidos, as profissionais conversavam conosco, perguntavam constantemente como o João estava e demonstravam atenção e cuidado durante o atendimento.
Após a realização dos exames, fomos informados de que os resultados estavam bons. Entretanto, o pediatra responsável decidiu pela internação do João devido à presença de chiado no pulmão.
Nesse momento, fomos informados de que o plano de saúde não cobria aquela internação e que teríamos duas possibilidades: realizar o pagamento para que ele permanecesse internado no hospital particular ou aguardar uma transferência para atendimento pelo SUS. Foi informado um valor aproximado de R$ 10.000,00 para a permanência em internação particular.
Como nossa prioridade sempre foi a segurança e o bem-estar do nosso filho, inicialmente estávamos dispostos a arcar com esse valor caso fosse realmente necessário. O plano, posteriormente, concedeu um período de 24 horas, durante o qual deveríamos decidir se continuaríamos com a internação particular ou se solicitaríamos a transferência para o SUS.
O que nos deixou profundamente decepcionados, entretanto, foi a forma como fomos tratados durante o plantão da noite/madrugada.
Fomos colocados em uma sala extremamente pequena, aproximadamente de 2m x 2m, sem uma cama adequada para o acompanhante. Havia apenas uma estrutura de madeira com um colchão muito fino para o João e, para mim, uma cadeira de plástico, na qual eu deveria permanecer durante toda a noite cuidando de uma criança pequena que estava doente e apresentava dificuldade respiratória.
O que mais nos causou indignação foi o fato de haver outros leitos aparentemente desocupados naquele momento. Mesmo assim, não nos foi disponibilizado um espaço minimamente adequado para permanecermos com nosso filho.
Também solicitei, por volta das 19h, informações sobre a alimentação, perguntando se seria disponibilizada uma refeição para mim ou se eu deveria providenciá-la por conta própria. Fui informada de que o hospital forneceria a janta.
Outras pessoas que estavam em observação receberam suas refeições, porém a minha não foi entregue naquele momento. Somente por volta das 23h30, aproximadamente quatro horas e meia depois do horário em que havia solicitado, recebi uma refeição que chegou fria e cuja aparência e qualidade me causaram grande constrangimento e sensação de descaso.
Além dessas situações, houve uma situação específica com uma enfermeira do plantão da noite/madrugada que me deixou especialmente abalada.
Enquanto permaneci naquele ambiente, senti que fui tratada de maneira extremamente grosseira e desrespeitosa por essa profissional. Algumas de suas falas e a forma como se dirigiu a mim fizeram com que eu me sentisse coagida, constrangida e inferiorizada em um momento em que eu já estava emocionalmente fragilizada por estar com meu filho doente.
A sensação que tive durante aquele período foi de que eu estava sendo tratada como se não merecesse respeito ou consideração. Cheguei a me sentir como se fosse um lixo dentro daquele quarto, justamente em um momento em que precisava me sentir acolhida e segura.
Faço questão de ressaltar que essa não foi a postura de todos os profissionais.
O médico do plantão da noite foi muito bom conosco, assim como a técnica de enfermagem que estava acompanhando o João. Na manhã de segunda-feira, também fomos muito bem tratados pelas profissionais do plantão da manhã, que foram educadas, atenciosas e respeitosas conosco.
Por isso, não considero justo generalizar a conduta de todos os colaboradores. Minha reclamação é direcionada principalmente à situação vivenciada durante o plantão da noite/madrugada e, especificamente, à postura da enfermeira mencionada.
Na manhã seguinte, diante da necessidade de decidir sobre a continuidade da internação particular ou a transferência para o SUS, optamos pela transferência.
É importante esclarecer que nossa decisão de solicitar a transferência não ocorreu simplesmente pela questão financeira. Se tivéssemos sido tratados com respeito, acolhimento e dignidade durante nossa permanência, estaríamos dispostos a considerar a continuidade da internação particular e arcar com o valor informado.
A forma como fomos tratados, porém, fez com que perdêssemos a confiança de permanecer naquele ambiente com nosso filho.
Posteriormente, conseguimos realizar a transferência do João para o Hospital Santa Catarina, onde fomos muito bem atendidos. Recebemos atenção, respeito e acolhimento durante o atendimento do nosso filho.
Essa diferença de tratamento nos marcou profundamente.
Gostaria de deixar claro que compreendemos que existem regras relacionadas à cobertura do plano de saúde e que determinados procedimentos ou internações podem não estar contemplados. Nossa reclamação não é simplesmente pelo fato de termos sido informados sobre a necessidade de pagamento da internação.
O que questionamos é a maneira como uma criança pequena, doente, e seus responsáveis foram tratados durante a permanência na instituição.
Nós estávamos pagando pela consulta, pelos medicamentos administrados e pelos demais atendimentos realizados. Mesmo diante da possibilidade de não cobertura da internação, esperávamos receber um atendimento digno, respeitoso e humano.
Como mãe, eu já estava emocionalmente abalada e preocupada com a saúde do meu filho. Em uma situação como essa, o mínimo que se espera de uma instituição hospitalar é acolhimento, respeito e condições adequadas para a permanência da criança e de 3 meses.
Não buscamos conflito. Buscamos respeito, esclarecimentos e uma resposta formal sobre o ocorrido.
Uma família que chega a um hospital com uma criança apresentando dificuldade respiratória já está emocionalmente fragilizada. O hospital deveria ser justamente o lugar onde essa família encontra segurança, acolhimento e respeito.
Reforço que reconheço e agradeço o atendimento dos profissionais que nos trataram bem, tanto no plantão de domingo à tarde quanto durante a noite e na manhã de segunda-feira. Minha intenção não é desmerecer o trabalho desses profissionais, mas registrar uma situação específica que nos causou sofrimento e constrangimento.
Espero que o ocorrido seja analisado com seriedade e que sejam tomadas as medidas necessárias para que nenhuma outra mãe ou família passe pela mesma situação.
Atenciosamente.
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Resposta da empresa
25/09/2026 às 08:26
Olá, Emili. Bom dia!
Atraves de ligação, nossa equipe entrou em contato com você para confirmar o recebimento de vossa manifestação, prestar esclarecimentos seguidos de orientações e auxilio, conforme descrito no protocolo de número *****.
Para que possamos resolver ou orientá-la sempre de forma ágil, nos contate através dos seguintes meios de comunicação:
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Atenciosamente,
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