Meu sobrinho recém-nascido recebeu alta com icterícia e depois não teve leito no hospital

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Limeira - SP
18/09/2026 às 13:35
ID: 259427509
Venho, por meio desta, registrar minha profunda indignação com o atendimento prestado pelo Hospital Unimed ao meu sobrinho, um recém-nascido de apenas uma semana de vida.
No dia 13/09, ele recebeu alta hospitalar mesmo apresentando sinais evidentes de icterícia (pele amarelada). Durante a internação, foi submetido à fototerapia (banho de luz), apresentou uma pequena melhora, porém permaneceu amarelo. Antes da alta, foi realizado um novo exame de sangue, cujo resultado já indicava alteração, além de os sinais clínicos continuarem evidentes. Ainda assim, o hospital optou por conceder alta.
Após retornar para casa, percebemos que o quadro piorou. Diante da preocupação da família, levamos o bebê novamente ao hospital no dia 17/09.
Ao chegar, foi solicitada uma nova coleta de sangue. Infelizmente, a coleta foi extremamente traumática, sendo necessário furar o bebê três vezes devido à dificuldade da profissional em realizar o procedimento, causando sofrimento desnecessário a um recém-nascido.
Quando o resultado ficou pronto, a própria equipe médica confirmou que ele precisava ser internado novamente. No entanto, fomos informados de que não havia quarto disponível para a internação. Como consequência, um bebê de apenas uma semana permaneceu durante toda a noite na sala de observação do Pronto Atendimento, um ambiente improvisado, inadequado para um recém-nascido e com maior risco de exposição a outras doenças.
Além disso, minha cunhada, que havia passado recentemente por uma cesariana, permaneceu acompanhando o filho em condições extremamente precárias. Foi disponibilizada apenas uma cadeira plástica para que ela permanecesse sentada durante toda a noite, até aproximadamente 12h do dia 18/09, sem qualquer conforto ou estrutura mínima para uma mãe em recuperação cirúrgica.
É inadmissível que uma família que paga regularmente um plano de saúde seja submetida a uma situação como essa, especialmente quando se trata de um recém-nascido que necessita de cuidados especiais. Mais do que uma questão de conforto, estamos falando de segurança, dignidade e da qualidade da assistência prestada.
Espero que este caso seja devidamente apurado e que sejam tomadas providências para que situações como essa não voltem a acontecer com outras famílias. Também solicito um posicionamento formal do hospital sobre a alta concedida mesmo diante de um quadro alterado, sobre a falta de leito para um recém-nascido que necessitava de internação e sobre as condições inadequadas oferecidas tanto ao bebê quanto à sua mãe.