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Rio de Janeiro - RJ

22/04/2014 às 18:29

ID: 8609838

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Há anos mantenho meu plano e o do minha avó na Unimed Marquês de Valença. Diante de uma saúde pública precária, somos obrigados a assinar um contrato com uma prestadora de serviços médicos para melhor conforto, qualidade e segurança. Grande falácia!

Hoje, minha avó de 90 anos, que paga o valor mensal altíssimo para que receba esse serviço “completo” por parte da Unimed Marquês de Valença, sofre uma queda após o almoço, e na contusão em região occiptal sob a borda de um copo de vidro, imediatamente sangrou, ocorreu o edema e a equimose. Meu pai, leigo, traz uma pacote de gaze fechado, que eu abro e faço uma leve compressão, apenas para que eu possa transportá-la para a unidade de atendimento.

Não vou nem citar que esse plano “completão” tem direito a remoção, já que eu não sei quanto tempo seria necessário para que ela fosse atendida, e que a unica unidade de atendimento em emergência de rede privada da cidade é da própria que eu vos falo.

Aí, começa o show de horrores! Para entrar em sua recepção principal, a cliente precisa subir um degrau com mais de 20 cm de altura. Senta-se na recepção e eu informo ao atendente que preciso de um atendimento de emergência por conta de queda e ele me pergunta: “Está sangrando?!” rs... Não, a minha roupa e a dela estão sujas por qlr outro motivo.

O mesmo nos encaminha para uma sala ao lado, deambulando, claro, eu sou forte o suficiente para segurar a minha avó se por acaso ela viesse a cair novamente.

Ok! Respiro e a acomodo em uma cadeira nessa sala, por instinto, já que não havia ninguém lá para nos receber. Até que surge um técnico de enfermagem, que inspeciona o couro cabeludo da minha avó sem luvas e pede para que eu a coloque na maca ao lado que ele já vem.

Oi?! Eu, sozinha, uma senhora com 90 anos, histórico de queda, com sangramento, uma maca com mais de 1 metro de altura, sem grades de proteção e um degrau de aproximadamente 20 cm para auxílio. Ele também deve ter pensado que eu sou forte e sei colocar um idoso na maca corretamente.

Eis que me volta ele com uma bacia, aberta, destampada, e toda amassada, que eu rezo para que esteja limpa. Querer estéril seria demais a essa altura do campeonato. A posiciona sob a cabeça da minha avó, sem nenhuma proteção, e sem mesmo uma compressa que seja, para que não a molhasse. Ainda bem que eu levei uma toalha!

Ele veste a luva, finalmente, separa soro, degermante, e pega gaze – de um pacote aberto que estava no balcão -, e faz a higiene local do seu couro cabeludo. E diz: “não foi nada demais!”

Entra uma senhora de jaleco branco, sem identificação, que aborda a minha avó questionando sobre o ocorrido. Eu digo que a mesma tem dificuldade auditiva acentuada e ela passa a fazer a entrevista comigo.

Meu relato: queda, após almoço, sob objeto de vidro contuso, com histórico de desmaios por hipóxia e arritmias cardíacas leves, em uso de medicamentos vasoconstritor, mas mantendo PA em média de 70/50mmHg, antiplaquetário, completando 1 mês de facectomia, e dificuldade de aceitação de sua atual condição clínica. Nego alergias, HAS e DM. Mesmo sem ela me perguntar.

Ela solicita que a técnico de enfermagem faça o HGT e com de valor *******, mais de 1 hora após o almoço, onde a mesma ingeriu a uma pequena quantidade de comida, ela diz “está ótima!”.

Eu solicito, isso mesmo, eu solicitei para que fosse avaliada a PA da minha avó, que se encontrava em *******/70mmHg e um oxímetro, que, segundo ela não apresentou alterações (98 bpm e SpO2 em 94%).

Orientação da moça de jaleco branco: se ficar dolorido, coloca gelo. E diz: “Está liberada, pode ir!”

Isso mesmo, a moça de jaleco branco deu alta para a minha avó!

Sabe a revolta? Indignação? Asco?! Eu estou me sentindo uma banana! É inadmissível o atendimento que ela recebeu. Se isso o atendimento padrão, completo, que garante conforto, qualidade e segurança, como nos foi informado na assinatura do contrato, eu preciso urgentemente rever meus conceitos quanto ao plano de saúde que estamos pagando. Não há necessidade!

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