Reclamação Cobrança Abusiva e Falta de Comunicação Prévia pela UNIMED

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Muriaé - MG

23/01/2025 às 15:55

ID: 208046625

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Sou responsável por Lorenzo e João Vitor, crianças de 6 e 4 anos diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ambos são beneficiários de planos de saúde administrados pela UNIMED, sendo que o plano de João Vitor é intermediado pela UNIBEN com a UNIMED de Muriaé, enquanto o plano de Lorenzo é diretamente vinculado à UNIMED de Muriaé.

Meus filhos realizavam tratamento no Núcleo de Atendimento à Saúde da UNIMED, mas, devido a um desentendimento ocorrido entre Lorenzo e uma profissional da unidade, solicitamos a transferência do tratamento deles para a clínica CPM Centro de Psicologia de Muriaé, a fim de garantir a continuidade de um atendimento especializado adequado. Lorenzo iniciou as terapias na nova clínica em agosto de *******, e João Vitor em outubro de *******.

Para nossa surpresa, fomos cobrados com valores absurdamente altos nas faturas de coparticipação e mensalidades após a mudança de clínica. Seguem os valores apresentados:

Novembro de ******* (Lorenzo): R$ 2.*******,83
Dezembro de ******* (Lorenzo): R$ 1.*******,54
Janeiro de ******* (Lorenzo): R$ 2.*******,88
Dezembro de ******* (João Vitor): R$ 2.*******,95
Janeiro de ******* (João Vitor): Valor ainda em apuração
Ao questionar a UNIMED sobre os valores abusivos, fomos informados que a coparticipação anteriormente cobrada pelas terapias realizadas no Núcleo da UNIMED era de R$ 10,96 por sessão, mas que na clínica CPM o valor foi reajustado para R$ 54,81 por sessão, devido à suposta especialização do tratamento. Contudo, não recebemos qualquer aviso prévio sobre o reajuste, nem fomos informados sobre as mudanças nas condições do plano, no tipo de tratamento ou nos custos.

Além disso, identificamos que a UNIMED deixou acumular os valores de coparticipação das terapias realizadas, o que resultou em faturas elevadas e de difícil pagamento. Como única responsável pelos cuidados dos meus filhos e sem emprego formal, dependo exclusivamente do Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) recebido por eles. Por conta disso, tive que parcelar a fatura de novembro de ******* referente ao plano de Lorenzo em 6 vezes no cartão de crédito.

Diante da impossibilidade financeira de arcar com as cobranças abusivas, fomos forçados a interromper os tratamentos especializados de ambos na clínica CPM, privando-os de um acompanhamento essencial para o tratamento de TEA.

Essa situação é inaceitável e expõe a total falta de empatia e responsabilidade da UNIMED com seus beneficiários, especialmente crianças em condição de vulnerabilidade.

Solicito providências o mais rápido possível.

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