Destrato na Unimed Porto Alegre em Passo Fundo. (Racismo e Machismo também)

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Duque de Caxias - RJ

17/02/2023 às 10:05

ID: 158852055

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Na madrugada de hoje, dia 06/2, precisei ir à Unimed Passo Fundo pois estava com MUITA falta de ar, dificuldade absurda para respirar. Os enfermeiros foram uns queridos, mediram meu batimentos vitais e disseram que a oximetria estava ótima, então, ao passar no médico, (EDITADO PELO RECLAME AQUI), e ele perguntou o que eu tinha. Falei que estava sem ar, sou asmática. Ele perguntou se eu tinha tosse, falei que sim, mas que devia ser por estar respirando com tanta força. Comecei a falar do meu histórico de ansiedade e síndrome do pânico, (inclusive uma vez precisei ficar no nebulizador e entubada, de tão forte que a crise foi) pra poder deixá-lo inteirado no assunto, mas ele disse ansiedade não dá tosse. Me examinou super mal, colocou a mão no meu ombro e deu um empurrãozinho mandando eu ir pra sala de espera que seria medicada. Meu peito estava doendo e meu braço estava ficando dormente, mas ele não deixou eu falar. Eu sou alérgica a acetilcisteína, dipirona e mais alguns remédios, mas não pude falar também. O descaso só piorou a situação e ficou cada vez mais difícil e respirar. O enfermeiro me passou uma injeção de antialérgico e umas gotinhas de rivotril, mas nada adiantava, um tempo depois ele veio me checar e eu comecei a chorar e dizer que estava morrendo, porquê não conseguia respirar. Um tempo depois ele me deu outra dose de rivotril, mas ainda assim não me ajudou. Precisei de quase três horas e apoio do meu namorado para conseguir ir melhorando; acredito que se eu tivesse feito nebulização e sido melhor tratada, o resultado teria sido mais rápido e menos doloroso. A enfermeira, uma querida, foi até a ele pedir um atestado, pois já eram quase cinco da manhã e eu levantaria às sete para o trabalho, mas ele se negou. Acredito que, desde o começo, ele achava que eu estava fazendo corpo mole para ganhar atestado. A crise não melhorou muito bem. Pela manhã voltei na Unimed e a médica plantonista foi bem querida, me ouviu, deixou eu FALAR, passou um diazepam, me passou o dia de descanso pois disse que eu não estava bem e me passou encaminhamento para psicólogo e psiquiatra.
O pior é que não foi a primeira vez que fui tratada por má vontade na Unimed. Ano passado, após ter crises fortíssimas de cólicas e desmaiar (tenho endometriose), o médico plantonista disse que era normal, toda mulher tinha. E me passou dipirona (eu sou asmática e falei!!) e disse que eu precisava me hidratar bem. Outra vez, uma amiga me recomendou ir na Unimed pois eles davam o livro de credenciados. Ano passado eu fui lá, a recepcionista me olhou de cima a baixo e disse que não tinham. Falei que minha amiga havia ido lá um dia antes e a recepcionista fez pouco caso e disse tu tem acesso a internet? vai no site e imprime. Não preciso nem dizer, né? Essa amiga é loira. Eu sou negra.

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