Recusa de amostra de exame por recipiente inadequado causa atraso e indignação

Não respondida
Salto - SP
20/08/2026 às 14:43
ID: 256961591
À UNIMED SALTO/ITU LABORATÓRIO FLEURY
Eu, *****, CPF: *****, na condição de pai e responsável por minha filha ***** Carterinha *****, venho, por meio desta, manifestar meu profundo desagravo, indignação e inconformismo diante da situação ocorrida no laboratório da Unimed/Fleury, em Salto, quando compareci pessoalmente para entregar material destinado à realização do exame de sangue oculto nas fezes código 40303136, solicitado pelo *****, em caráter de urgência.
Minha filha vem enfrentando sérias dificuldades para evacuar e, em aproximadamente 20 dias, apresentou uma perda de peso de cerca de 10 kg, situação que naturalmente causa enorme preocupação e angústia à família e que exige investigação médica adequada e célere.
Justamente por causa da dificuldade de evacuação, a obtenção da amostra das fezes representava, para nós, uma das maiores dificuldades de todo o processo. Na data de hoje, após finalmente conseguir evacuar sem o auxílio de laxantes, consegui obter a amostra e, como pai, imediatamente me dirigi ao laboratório para entregá-la, justamente para que o exame solicitado pelo médico pudesse ser realizado sem mais atrasos.
Entretanto, após permanecer quase uma hora no local, fui informado pelo atendente de que o material não poderia ser recebido porque o recipiente utilizado havia sido adquirido em uma farmácia e não era o coletor fornecido pelo próprio laboratório.
Confesso que é extremamente difícil compreender e aceitar uma situação como essa.
O recipiente utilizado era um coletor apropriado e esterilizado, adquirido em estabelecimento farmacêutico, e, diante de uma situação clínica que envolve perda significativa de peso, dificuldade persistente para evacuar e solicitação médica em caráter de urgência, considero que deveria existir, no mínimo, uma avaliação técnica e responsável quanto à possibilidade de recebimento da amostra, e não simplesmente uma negativa baseada exclusivamente na origem do recipiente.
O que não parece razoável é o paciente finalmente conseguir produzir uma amostra, após dias de dificuldade, deslocar-se imediatamente ao laboratório e, depois de quase uma hora de espera, descobrir que todo o esforço foi perdido simplesmente porque o recipiente não foi adquirido naquele próprio laboratório.
Mais grave ainda é o contexto.
Não estamos falando de uma coleta simples que pode ser repetida a qualquer momento. Minha filha tem dificuldades importantes para evacuar. A amostra foi obtida justamente após um período de grande dificuldade e sem a utilização de laxantes. A recusa do material significa, na prática, que poderemos ter que aguardar novamente até que ela consiga evacuar, prolongando ainda mais a realização de um exame solicitado por seu médico.
Enquanto isso, a família permanece diante de uma situação preocupante, com aproximadamente 10 kg de perda de peso em cerca de 20 dias, dificuldade para evacuar e dificuldades adicionais para conseguir agendar os demais exames solicitados pelo médico.
É preciso compreender que, para o laboratório, pode se tratar de apenas um recipiente. Para uma família que está tentando descobrir o que está acontecendo com sua filha, aquele recipiente representa uma oportunidade de investigação, diagnóstico e, eventualmente, de início de um tratamento adequado.
Não questiono a necessidade de o laboratório possuir critérios técnicos para aceitar amostras. O que questiono é a rigidez e a falta de razoabilidade na aplicação desses critérios diante de uma circunstância excepcional, especialmente quando a consequência prática é atrasar um exame médico solicitado com urgência.
Solicito, portanto, que a Unimed Salto/Itu apure formalmente o ocorrido, esclareça:
Qual é a justificativa técnica específica para a recusa de um coletor esterilizado adquirido em farmácia;
Qual norma, protocolo ou procedimento interno determina que somente coletores fornecidos pelo próprio laboratório podem ser utilizados;
Quais providências serão tomadas para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer;
E, principalmente, como a instituição pretende solucionar o atraso causado na realização do exame solicitado pelo médico.
Como pai, não posso simplesmente aceitar que uma questão administrativa ou procedimental relacionada a um recipiente se sobreponha à necessidade de investigação de uma condição clínica que está causando perda significativa de peso e dificuldade persistente de evacuação.
Não se trata de exigir privilégio ou tratamento diferenciado. Trata-se de pedir bom senso, razoabilidade, acolhimento e responsabilidade diante de uma situação de saúde que angustia profundamente uma família.
Deixo registrado meu mais profundo desagravo pela forma como a situação foi conduzida e espero que a instituição trate este episódio com a seriedade que ele merece.
Porque, se amanhã a situação clínica de minha filha se agravar e ficar demonstrado que houve atraso relevante na investigação de seu quadro, será extremamente grave constatar que, em determinado momento, uma amostra que finalmente conseguimos obter deixou de ser recebida por causa do recipiente em que foi acondicionada, apesar de ter sido adquirido em farmácia e de, segundo fomos informados, ser esterilizado.
Não é aceitável que a burocracia seja maior que a urgência, que um protocolo seja aplicado sem razoabilidade e que um recipiente tenha mais importância do que a pessoa que está por trás daquele exame.
Se algo mais grave vier a acontecer enquanto exames necessários permanecem pendentes, a simples justificativa de que o coletor não era do laboratório será, para esta família, uma explicação absolutamente insuficiente.
Espero, sinceramente, que a Unimed Salto/Itu compreenda a gravidade humana desta situação e adote as providências necessárias, não apenas para solucionar o problema da minha filha, mas também para que nenhum outro paciente em situação semelhante seja colocado diante de uma barreira burocrática justamente no momento em que mais necessita de assistência.