Falha de informação no processo de inclusão de recém-nascido, atraso indevido no início da cobertura e pedido de anulação/abatimento do período de carência

Não respondida
Belo Horizonte - MG
18/06/2026 às 10:44
ID: 251039665
Venho registrar reclamação formal contra a Unimed em razão de falha grave de informação no processo de contratação/inclusão de plano de saúde para meu filho recém-nascido, nascido em *****.
Desde o início do atendimento, buscávamos realizar todos os procedimentos corretamente, dentro dos prazos e conforme as orientações repassadas pelo setor comercial da Unimed (VitalPlan - São João del Rei). Fomos informados de que seria necessário realizar o teste do pezinho utilizando a guia da Unimed, e que isso seria suficiente para dar sequência ao processo de inclusão no plano.
No dia *****, realizamos o teste do pezinho com a guia da Unimed. Na ocasião, fomos informados de que o resultado desse exame poderia levar aproximadamente 15 dias para ficar pronto. Por cautela, e não por orientação adequada da Unimed, também realizamos o teste do pezinho pelo setor público. Esse resultado ficou pronto em *****.
Ocorre que, somente posteriormente, em *****, fomos informados de que o exame realizado pela guia da Unimed não seria suficiente para dar entrada no plano, pois corresponderia apenas ao teste inicial, e que seria necessário apresentar outro resultado do teste do pezinho. Essa informação nunca foi repassada de forma clara, completa e objetiva pelo setor comercial no momento adequado.
Se a Unimed tivesse informado corretamente desde o início que o exame realizado com a guia própria não seria suficiente para a inclusão do recém-nascido, e que caberia à família providenciar e entregar diretamente o resultado apto ao cadastro, teríamos entregue o resultado público já em *****, data em que ele ficou disponível.
Assim, em *****, já estaríamos aproximadamente no 20 dia de contagem de carência, e não iniciando o processo praticamente do zero. O prejuízo temporal causado pela falha de informação da Unimed é evidente.
A situação é ainda mais grave porque envolve um recém-nascido, pessoa em condição de extrema vulnerabilidade, que necessita de acompanhamento pediátrico regular, especialmente nas primeiras semanas de vida. A ausência de cobertura por atraso gerado por falha de orientação da própria operadora expõe a família a insegurança assistencial, custos particulares e risco desnecessário à saúde do bebê.
Temos comprovação documental, mensagens de WhatsApp, áudios e ligações gravadas demonstrando que o setor comercial da Unimed não prestou as informações essenciais de forma adequada. Também há registro de que buscamos agir corretamente desde o início, inclusive solicitando orientações, providenciando os documentos exigidos e realizando o exame indicado pela própria Unimed.
A falha não foi da família. A família não se omitiu, não atrasou voluntariamente o processo e não descumpriu orientação recebida. O atraso decorreu da ausência de informação completa, clara e precisa por parte da Unimed.
Diante disso, solicitamos:
1- Que a Unimed reconheça a falha de informação ocorrida no atendimento comercial.
2- Que seja considerada, para fins de contagem de carência, a data de *****, quando o resultado do teste do pezinho público já estava disponível e poderia ter sido entregue caso a orientação correta tivesse sido prestada.
3- Que seja anulada ou abatida a carência correspondente ao período perdido por culpa da falha de orientação da Unimed.
4- Que a inclusão do recém-nascido seja concluída com urgência, garantindo acesso à assistência médica necessária.
5- Que seja apresentada resposta formal, clara e fundamentada, indicando exatamente qual norma, regulamento ou cláusula exigia a entrega de exame diverso daquele orientado inicialmente pelo setor comercial.
6- Que a Unimed informe por escrito por que o exame realizado mediante guia da própria Unimed não seria suficiente para o cadastramento, se essa informação não foi previamente esclarecida à família.
Reforçamos que a família agiu com total boa-fé e buscou cumprir todas as exigências informadas. O que ocorreu foi uma falha de comunicação e orientação da Unimed, que gerou prejuízo direto na contagem de carência e na segurança assistencial de um recém-nascido.
Caso a situação não seja resolvida administrativamente, com a correção da contagem de carência e regularização imediata da cobertura, serão adotadas as medidas cabíveis perante os órgãos de defesa do consumidor e, se necessário, perante o Poder Judiciário, inclusive com pedido de reparação por danos materiais e morais em razão da exposição indevida do recém-nascido a risco assistencial e da falha na prestação do serviço.
Solicitamos solução urgente e resposta formal.