Cobrança indevida de consulta e falha na imobilização ortopédica e atendimento

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Cachoeiro de Itapemirim - ES

14/08/2026 às 14:37

ID: 256481637

No dia 30/07/2026 meu filho se acidentou durante o período escolar e então o levei ao pronto socorro da Unimed Cachoeiro. Na ocasião, foi realizado Raio-X que acusou fratura do rádio do braço esquerdo, sendo recomendado pelo Dr. Bruno Moura, ortopedista, "gesso axilo-palmar". O técnico de enfermagem, por interpretação própria, realizou a imobilização apenas com "tala axilo-palmar", utilizando-se de atadura para cobrir o restante do membro. O fato é que, na recomendação do Dr. Bruno, estava expressamente escrito "GESSO AXILO-PALMAR" e não "TALA AXILO-PALMAR". Apesar de questionado por mim (pai), o técnico que realizou o procedimento não se importou e realizou a colocação da TALA por sua conta. Hoje, 14/08/2026, após mais de duas semanas da colocação da TALA, fui ao pronto socorro da Unimed com o único intuito de substituir a imobilização por uma nova, visto que por se tratar de atadura e já estar há mais de duas semanas no braço da criança, fatídica e naturalmente se encontrava em estado DEPLORÁVEL de conservação. No pronto socorro, selecionei pelo autoatendimento a opção de atendimento para troca de curativo e outros, pois vislumbrei ser a mais correta para o caso do meu filho. De imediato, uma auxiliar veio até mim e perguntou qual seria o atendimento. Ao explicar a situação, ela informou que eu teria que passar por consulta em pronto socorro. Questionei de imediato, pois seria apenas a troca da imobilização que meu filho já estava; porém minha resposta foi de que não seria possível sem consulta médica. Completamente contrariado, porém sem condições nenhuma de ver meu filho permanecendo com a imobilização no estado que se encontrava (e haja vista que a recomendação médica é que ele permaneça por mais três semanas com a imobilização), disse que poderia ser dessa forma, mas que eu questionaria de imediato essa cobrança de consulta, pois ela se mostra totalmente absurda, visto se tratar apenas da troca do procedimento mal realizado pelo hospital. Dessa forma, meu filho foi atendido pela Dra. Micheline Carari, a qual entendeu a solicitação e inclusive confirmou que na recomendação inicial do Dr. Bruno Moura havia sido descrito GESSO AXILO-PALMAR e não TALA AXILO PALMAR. Nesse ponto, faço uma pausa na cronologia dos fatos para ressaltar que, independente de qualquer interpretação do técnico de enfermagem a respeito de possível edema ou qualquer outra coisa, o que fora recomendado EXPRESSAMENTE pelo Dr. Bruno Moura foi GESSO AXILO-PALMAR que, segundo o Merck Manual, se diferencia substancialmente de uma TALA. Ademais, o mesmo manual não condena a aplicação de GESSO em caso de possível edema, apenas faz ressalva quando a possibilidade. Retornando ao ocorrido no atendimento de hoje, a Dr. Micheline se mostrou extremamente empática quanto a situação do meu filho, tendo concordado que seria muito dificultoso permanecer com uma tala por mais tanto tempo, e após conferir que a recomendação do ortopedista era de GESSO, nos encaminhou para a troca. Mais uma vez, o técnico de enfermagem não cumpriu a determinação do ortopedista. Mesmo questionado, explicado e quase que implorado para realizar o procedimento da forma que o médico recomendou, o técnico (outro, diferente do que realizou o procedimento no dia 30/07) desta vez alegou que como foi solicitado a TROCA, não poderia realizar um procedimento diferente do procedimento realizado de forma errônea pelo primeiro técnico de enfermagem. Conforme dito, foi quase que necessário implorar para o técnico. Foi explicado ao mesmo que a recomendação expressa era de GESSO. Foi explicado que a médica, Dra. Micheline entendeu o meu questionamento e concordou. Foi explicado que a criança permanecerá por mais 3 semanas com a imobilização. Nada adiantou. O técnico substituiu a TALA por uma outra TALA. Desta forma, ao sair do hospital completamente frustrado com o atendimento da enfermagem e também com a cobrança de consulta que não me resultou em nenhum resultado, me desloquei imediatamente ao prédio administrativo para realizar o questionamento da cobrança de consulta para o fato descrito. Para o meu DESESPERO, fui complemento mal atendido. A atendente, a qual não faço nem questão de saber o nome, me tratou com total desdém, e sem ouvir a integralidade do que eu tinha a dizer, me informou que a cobrança de consulta nesse caso seria definida pelo próprio hospital e que no prédio administrativo não teriam competência para alterá-la. Tentei novamente explicar a ela qual era o meu questionamento e quais eram os fatos. Para minha total surpresa, essa mulher me interrompeu e perguntou se eu queria então formalizar uma reclamação e eu respondi que sim. A atendente então simplesmente se levantou e trouxe até mim uma FOLHA DE OFÍCIO em branco, sem qualquer tipo de protocolo, sem marca d'agua, sem timbrado, sem linhas para delimitar a escrita, sem NADA. Essa atendente colocou essa folha de papel em branco no balcão junto com uma caneta, e disse que ali eu poderia escrever a minha reclamação. Completamente incrédulo, perguntei a mesma se isso era sério e ela respondeu de forma afirmativa. Sinceramente, não sei se ela já está cansada de trabalhar na Unimed, se por algum acaso não foi com a minha cara ou se não estava num dia bom. A última coisa que me passa pela cabeça é que realmente uma folha de ofício em branco sem nenhuma marcação é o procedimento padrão para formalizar um problema em uma empresa tão grande quanto a Unimed. Me senti completamente desrespeitado, ofendido e imediatamente informei a ela que nem perderia meu tempo escrevendo nada ali, pois buscaria os meios cabíveis e legais de resolução.

Ante todo esse exposto, gostaria muito que meu filho fosse tratado de forma digna, que fosse trocado o procedimento mal feito pelo hospital, para que ele não chegue na escola ou em qualquer lugar que vá com uma imobilização feia e suja do jeito que está sendo realizada pela Unimed. Todavia, entendo que pelo prazo de resposta, infelizmente será praticamente impossível que isso seja resolvido e desta forma vou ter que conviver com este problema por mais três semanas, sem saber o que fazer.

Portanto, meu questionamento principal atual passa a ser a cobrança de consulta no pronto socorro. Conforme todo exposto, se era para o técnico de enfermagem simplesmente trocar a imobilização, que fosse cobrada apenas a troca, e não uma consulta. A consulta só serviu para ser paga e desrespeitada pelo técnico de enfermagem, visto que a Dra. Micheline entendeu o que de fato eu queria fazer e concordou, mas o técnico de enfermagem simplesmente ignorou.

Sobre o atendimento no prédio administrativo, sinceramente, pensei em imediatamente solicitar o cancelamento do plano. Todavia, por se tratar de um fato EXTRAMEMENTE absurdo, entendi no momento que talvez a colaboradora que lá estava na data de hoje ás 13h10 talvez estivesse simplesmente querendo prejudicar a empresa, e caso eu solicitasse o cancelamento apenas estaria contribuindo com o intuito mal intencionado dela. Mas de fato, preciso de uma resposta MUITO clara da empresa, se realmente esse é o procedimento e o forma com a qual pretende tratar quem se despende de alto valor monetário anualmente para ser bem atendido. Caso a resposta seja afirmativa, irei procurar algum outro convênio ou até mesmo buscar atendimento no SUS quando for necessário, pois o que eu vivenciei hoje beira a insanidade. Sou servidor público e nunca vi isso acontecer nem dentro de repartições do Estado, quem dirá dentro de uma empresa privada desse porte.

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