Empresa enganadora [Editado pelo Reclame Aqui] seu dinheiro

Em réplica
Rio de Janeiro - RJ
08/06/2015 às 09:17
ID: 13331419
Essa reclamação possui mais de 3 anos e não está mais sendo contabilizada no índice da empresa
Ver todas ReclamaçõesOlá,
a solicitação de mediação da reclamação de *******: A mais de 80 dias contratei os serviços para elaboração de uma monografia. Efetuei o pagamento da primeira parcela e me foi dado um prazo de 20 dias, para entrega de uma prévia. Já, se passam 60 dias dessa data e até agora nada. Liguei diversas vezes, sem obter êxito. Passei vários e-mails e não obtive resposta, além dos e-mails serem agora considerados spans. Eles alegaram que o professor responsável é que está atrasando a entrega desse material. Segundo o Código de Defesa do Consumidor, a administração da Uni monografias responde solidariamente pelos seus prepostos. Acho que essa empresa é mais um [editado pelo Reclame Aqui] da vida. Cuidado ao contratarem seus serviços; Não recomendo. foi finalizada e a reclamação foi desativada.
Exemplo de resposta da empresa e-mail rocado no dia 13/04/*******:
Bom dia Rafael,
Agradecemos o seu contato.
Como já informado em email anterior, o professor solicitou uma prorrogação na entrega e está concluindo essa primeira parte.
Assim, o senhor estará recebendo nos próximos dias.
Abraços e à disposição,
Cordialmente,
UNI MONOGRAFIAS
Agora um e-mail o qual pedi o contato do professor no dia 10/03/******* a resposta foi a seguinte :
Boa tarde Rafael,
Agradecemos o seu contato.
Conseguimos acessar os arquivos na data de hoje, as informações foram repassadas ao professor e havendo dúvidas entrará em contato.
Pedimos que qualquer informação sobre o trabalho deverá ser enviada a nossa equipe, posto que em geral as informações são enviadas para o nosso escritório que centraliza essa tarefa.
Já que aos professores cabe a competência de elaborar e um contato direto, como o que ocorria até *******, acabava por atrasar as entregas posto o tempo desprendido pelos professores também para este fim.
Ademais, que todas as informações precisam estar cadastradas conosco para que a Equipe de Conferência possa analisar se o trabalho elaborado seguiu também o previamente acordado.
Abraços e à disposição,
Cordialmente,
UNI MONOGRAFIAS
O mesmo nunca entrou em contato, já que pelo pedido de prorrogação da data de entrega e claro que o professor não estava conseguindo elaborar o trabalho.
O e-mail onde eles pedem para realizar o deposito:
Bom dia Rafael,
Agradecemos o retorno!
Como acordado, segue dados bancários para depósito inicial até hoje dia 06/03/******* e no valor de *******,00 reais, este referente a 1/4 do total para a elaboração de seu Trabalho que conterá de ******* laudas e terá como tema: "Evolução da TV : Vídeo Analógio & Vídeo Digital de Alta Definição: uma análise aplicada à produção de conteúdo para televisão" ";
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL ou Casas Lotéricas
AGENCIA - [Editado pelo ReclameAQUI]
CONTA -[Editado pelo ReclameAQUI]
OPERAÇÃO - [Editado pelo ReclameAQUI]
TITULAR ( Dep. Financeiro) - [Editado pelo ReclameAQUI]
CPF: [Editado pelo ReclameAQUI]
Valor: *******,00 reais (1/4 do trabalho)
Pedimos a gentileza de não esquecer de enviar o comprovante de depósito ou confirmar os seguintes dados:
LOCAL DO DEPÓSITO:
VALOR:
DATA:
HORA:
TIPO DO PAGAMENTO:
N.º Documento
N.º Controle:
N.º Terminal:
Pagamentos em doc ou cheque acarretarão atrasos na elaboração, devido a demora na compensação.
À disposição e no Aguardo,
Cordialmente,
UNI MONOGRAFIAS
Nesse e-mail eles informando que meu e-mail está bloqueado o qual mandei 1 o com as duvidas que nunca foi respondido de uma forma definitiva com o motivo de atraso de mais de 50 dias :
Boa tarde Rafael,
Recebemos através de nosso provedor a informação de que vosso email fora bloqueado posto a grande quantidade de emails enviados pelo senhor.
Importante frisar que nosso sistema bloqueia considerando vírus e/ou spam e não conseguimos verificar o conteúdo dos mesmos.
Assim, pedimos por gentileza nos responder a este email uma única vez com as dúvidas.
Ficaremos no aguardo e à disposição,
Cordialmente,
UNI MONOGRAFIAS
https://*******
*******
Esse ele falando que cadastrando mais 1 e-mail meu já que já haviam bloqueado o primeiro, porém mais para frente bloquearam esse e-mail também
Boa tarde Rafael,
Agradecemos o seu contato.
Estaremos verificando o ocorrido e voltaremos a contatá-lo.
No mais, o novo email informado: *******, fora atualizado em seu cadastro.
Abraços e à disposição,
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Resposta da empresa
23/07/2015 às 17:08
nome: Rafael Dias da Silva / CPF - ******* / instituição de ensino: CEFET/ cidade: Rio de Janeiro/ curso: Engenharia de Telecomunicação/ serviço: monografia / laudas: ******* (pago ¼)
tema: evolução da TV
titulo: Vídeo Analógico e Vídeo Digital de Alta Definição: uma análise aplicada à produção de conteúdo para televisão
A UniMonografias não elabora mais monografias há meses, sendo que todos os nossos clientes fora devidamente avisados por email. Destarte, os serviços já firmados foram quase todos concluídos.
RECLAMAÇÃO DUPLICADA, SENDO RESPONDIDA UMA PARTE NA DO LINK: https://*******
A MONOGRAFIA DO CLIENTE Rafael Dias da Silva FORA ENVIADA EM 30/06. AINDA ASSIM, NÃO HOUVE QUALQUER COMENTÁRIO A ESTA RECLAMAÇÃO, TENDO AINDA HAVIDO UMA REPORTAGEM, SEM DIREITO DE DEFESA, VEICULADA PELO G1, DEVIDAMENTE RETIRADA DO AR, MAS QUE FORA REPLICADA POR DEZENAS DE OUTROS SITES, SENDO QUE APENAS 1 SE PREOCUPOU EM NÃO ATUAR DE MANEIRA AFIRMATIVA. CASO ESTE QUE ESTA SENDO DISCUTIDO EM JUÍZO.
Consoante entendimento de Bissoli, advogado especialista, o ganho da causa de danos morais seria controverso. É difícil conseguir uma reparação por esse prejuízo (...). Se pensarmos em uma linha educacional ou de uma diretriz ética, eu acredito que o magistrado não daria uma decisão favorável para o estudante ganhar uma indenização por isso. Talvez o magistrado daria uma bela advertência, afirma o advogado.
AQUI, NOS RESTA A PUBLICAÇÃO DAS PROVAS E, TAMBÉM, DO MATERIAL ELABORADO.
de: Uni Monografias *******
para: Rafael Dias xxxxxxxxxxx
data: 30 de junho de ******* 18:37
assunto: Reenvio_Laudas Pagas
enviado por: https://*******
Boa noite Rafael,
Como acordado, segue o reenvio das laudas pagas.
Importante frisar que encerramos aqui nossa parceria e lembrando que as laudas serão postadas na reclamação realizada, uma vez que a contratação tornou-se pública como informado em nosso termo de adesão.
1.8 - A CONTRATADA garante o sigilo do CONTRATANTE, desde que este não torne pública a parceria firmada;
Por gentileza confirmar o recebimento.
No aguardo,
Atenciosamente,
Uni Monografias
Área de anexos
Visualizar o anexo mono_laudasPagas_https://*******
Réplica da empresa
23/07/2015 às 17:10
SEGUE RESTANTE DO TRABALHO, POSTO A LIMITAÇÃO DO SITE RECLAMEAQUI, NA RECLAMAÇÃO DUPLICADA ANTERIOR:
Réplica da empresa
23/07/2015 às 17:10
mas como as ondas ocorrem em linha reta, torna-se difícil transmitir para o
outro lado do globo terrestre, devido à sua curvatura. Neste sentido, por meio
do uso de satélites, buscou-se uma solução, que permitiu o surgimento da TV
por Assinatura.
Na transmissão de televisão, a estação emissora codifica em sinais
elétricos, as informações da cena, transmitindo os sinais - no ar - como ondas
eletromagnéticas que são recebidas na antena do receptor, transformadas em
sinais elétricos e decodificadas, reproduzindo na tela as informações da cena.
O som também é captado - por microfone ou linha - e modulado (codificado) na
emissora, sendo reproduzido por alto-falante instalado junto ao aparelho
receptor.
Ainda que a cena não seja constituída de pontos e linhas, mas contínua,
a captação pela câmera de pontos e linhas é feita apenas para permitir a
Réplica da empresa
23/07/2015 às 17:11
faixas de freqüência do Very High Frequency (VHF) e Ultra High Frequency
(UHF), que apresentam um espaçamento de 6MHz para cada canal de TV. No
caso do sinal de TV analógico brasileiro, a largura da banda do sinal é de 4,2
MHz. Neste sinal são enviadas informações de brilho, cor, sinais de
sincronismo e o sinal de áudio estéreo e mono (CLIVATI, *******).
De acordo com Becker e Montez (*******) a mairia dos países utiliza um
dos três principais padrões de difusão de TV analógica: National Television
Systems Committee (NTCS), Phase Allternating Line (PAL) e Sequential
Couleur Avec Memoir (SECAM). As variações e subsistemas (PAL-M, PAL-N,
NTSC4.43, SECAM D/K/L, MESECAM e outros) são, na realidade, adaptações
para o padrão de transmissão de TV já em uso no país ou região.
O Brasil utiliza o PAL-M, que usa codificação de cores do PAL e
apresenta 30 quadros por segundo (60 HZ) com ******* linhas.
Becker e Montez (*******) afirmam que o NTSC foi o primeiro padrão de
Réplica da empresa
23/07/2015 às 17:12
difusão em cores. Foi adotado inicialmente nos EUA nos anos 50, seguido pelo
Canadá, Japão e outros países com sistemas elétricos de 60 Hz. Como
possuía problemas na apresentação das cores, recebeu a definição pejorativa
de Never Twice The Same Color (nunca duas vezes a mesma cor).
O PAL foi desenvolvido na Alemanha nos anos 60 e corrigiu o problema
de distorção de cores do padrão anterior. Foi adotado em muitos países da
Europa, Ásia e África. Possui taxa de 25 quadros por segundo e ******* linhas.
O SECAM é um padrão francês, adotado no início dos anos 60. Usa a
mesma modulação do PAL, mas não mantém compatibilidade com nenhum
outro padrão e, devido a fatores políticos, foi adotado em países do leste
europeu (BECKER; MONTEZ, *******, p. 74-76).
Tanto no sistema PAL-M, utilizado no Brasil, como no NTSC, a imagem
é captada e transmitida com ******* linhas dividida em dois campos - um campo
(field) com linhas pares e outro com ímpares - numa freqüência de 60 vezes
por segundo (*******,5 linhas ímpares 30 vezes e *******,5 pares, também 30 vezes,
formando assim as ******* linhas).
Por isso, o sistema nacional é formado por 30 quadros (frames)
entrelaçado.
Emissoras de radiodifusão consistem simultaneamente em sinais de
imagens e som destinados a ser livremente recebidos pelo público geral.
Emissora afiliada é a estação geradora local ou retransmissora que recebe
uma programação básica de uma cabeça de rede e a retransmite para
recepção pelo público em geral, em determinada localidade.
A Estação geradora local, por sua vez, é a estação radiodifusora que
realiza emissões portadoras de programas, que têm origem em seus próprios
estúdios, para uma determinada localidade. De acordo com a Associação
Brasileira de TV por Assinatura – ABTA, esta modalidade de televisão surgiu
Réplica da empresa
23/07/2015 às 17:12
nos Estados Unidos na década de 40, como alternativa para que pequenas
comunidades pudessem receber os sinais de TV aberta que não chegavam a
suas casas com boa qualidade. As pessoas se juntavam e adquiriam uma
antena de alta capacidade. Depois, com o uso de cabos, levavam o sinal até as
residências. Esse sistema ficou conhecido como Community Antenna
Television (CATV), termo que é até hoje sinônimo de TV a cabo. Após seu
surgimento, evoluiu muito, pois começaram a ser inseridos nesta rede de cabos
programação diferenciada e o resultado é a TV por Assinatura que
conhecemos hoje.
No Brasil, ocorreram inicialmente iniciativas pioneiras, porém sem muita
relevância. A história da TV a Cabo realmente começou no país pela
participação de grandes grupos de mídia iniciam sua participação, em *******,
com a criação da TVA pelo grupo Abril (operando com Serviço de Distribuição
Multiponto Multicanal - MMDS), e da Globosat, pelas Organizações Globo
(operando via satélite de banda C). Foram seguidas por grupos importantes,
como a RBS e o Grupo Algar, entre outros. Até a promulgação da Lei de TV a
Cabo, em *******, as operadoras funcionavam por um instrumento legal chamado
Distribuição de Sinais de TV por Meios Físicos (DISTV). Com a Lei, as DISTVS
foram transformadas em concessões e estabeleceu-se que, dali em diante, só
seriam concedidas novas licenças por meio de licitações.
Apenas em ******* foram concluídas novas licitações, cujos vencedores
iniciaram suas operações em ******* (VALE, *******). Desde que se instalou no
Brasil, em meados dos anos 90, a indústria de TV por Assinatura enfrentou três
grandes crises econômicas: a asiática, no final de *******; a russa, em ******* e a
desvalorização do real, em *******. Logo em seguida, a crise de liquidez da
economia argentina levou a uma preocupação da indústria em buscar
caminhos para vencer novos desafios, dentre eles a digitalização da TV
Réplica da empresa
23/07/2015 às 17:12
terrestre aberta.
Especificamente ligadas às TVs por assinaturas, as programadoras são
empresas que fornecem conteúdo (canais) para TV paga. Podem produzir
programação própria, representar canais estrangeiros e reformatá-los em
canais para o público local. Elas vendem o sinal para as operadoras. Ex: Home
Box Office (HBO), SportTV, etc. As operadoras, por sua vez, são as empresas
responsáveis pelos sinais de TV por Assinatura. Não produzem conteúdo, mas
captam os sinais dos canais contratados ou dos canais abertos, processam-
nos e os enviam, via cabo, MMDS ou satélite, aos assinantes. Também são
responsáveis pelo atendimento e cobrança dos assinantes. No Brasil, são
usadas três tecnologias de distribuição de sinais de TV por Assinatura, cada
uma com características bastante diferenciadas: o cabo, o Multipoint
Multichannel Distribution System - MMDS (microondas terrestres) e o Direct to
Home - DTH (TV Direta do Satélite). O cabo é o sistema de distribuição mais
utilizado no Brasil. Seu custo de instalação por domicílio atingido é mais alto
que de outros sistemas, mas uma rede de cabo pode ser utilizada
posteriormente para diversos serviços convergidos, como transporte de dados,
acesso à Internet, telefonia etc.
O conceito de alta definição é anterior ao advento da televisão digital.
Tanto no Brasil como em vários países do mundo, a TV Digital já existe na
forma de TV por Assinatura, seja por cabo ou satélite. Embora a TV de alta
definição também já exista, o 64 acesso à mesma ainda é restrito. Ao se
discutir TV Digital, a televisão por assinatura também está envolvida. No
entanto, o foco da discussão sobre a digitalização da televisão refere-se à
televisão transmitida através de ondas, a TV terrestre.
Sinclair (*******) enfatiza que o surgimento da televisão digital coincide
com uma época de fragmentação de identidades culturais, acentuando este
fato, pois nos sistemas de televisão digital a resposta da indústria é tentar
dividir antigas audiências nacionais em segmentos, de acordo com seus estilos
de vida, tendências em consumo, gosto e características socioeconômicas.
Assim, como qualquer outro meio de comunicação, a televisão passa por
constante evolução, tendo em vista a revolução tecnológica na sociedade atual.
Desde que surgiu, em *******, a TV já passou por inúmeras alterações como, por
exemplo, a transmissão em cores, aumento do número de canais e surgimento
do controle remoto, que permite ao telespectador escolher o canal sem a
necessidade de locomoção.
Para os autores Becker e Montez (*******), a televisão já passou por três
estágios evolutivos. No primeiro estágio, a TV era vista como um bem público e
tinha como características número reduzido de canais, programação massiva e
oligopólios rentáveis de comunicação. Na década de 70, a TV passa por seu
Réplica da empresa
23/07/2015 às 17:12
segundo estágio evolutivo, quando se desenvolve um modelo de negócios
baseado na assinatura de pacotes de programação, serviço privado com
grande quantidade de canais disponíveis e obrigações públicas. Foi nesse
estágio evolutivo que surgiram os canais de TV a cabo e por satélite. O terceiro
estágio evolutivo refere-se à TV Digital, ou transmissão digital de sinais
audiovisuais, cujas características ainda não são claramente definidas, haja
vista que tal estágio ainda se encontra em desenvolvimento na maior parte dos
países.
Com maior detalhamento, Pellini (******* p. 49-50) estabelece a divisão da
evolução da televisão nas fases em ocorreram mudanças nos modelos de
negócios das mesmas. Neste sentido propõe a seguinte divisão: [...] fase da TV
ao vivo: época da TV local em que fazer TV demandava pioneirismo, em que
há falta de técnica e desconhecimento da linguagem televisiva; [...] fase do
videoteipe: quando as emissoras começaram a centralizar suas produções nos
grandes centros e a vender seus programas para emissoras do interior,
estabelecendo assim o início das redes de televisão; [...] fase das microondas:
em que foram possíveis as transmissões nacionais ao vivo e a consolidação
das redes; [...] fase do satélite: quando os primeiros satélites foram colocados
sobre o Brasil e as transmissões cobrindo todo o país foram possíveis (banda
C); [...] fase das TVs por assinatura: estando aí incluídas as TVs a cabo,
MMDS e por satélite (DBS – Direct Broadcast System – banda ku /DTH – Direct
to Home – banda ku e banda C). Entretanto, é mister enfatizar que a TV
analógica tradicional está sendo gradativamente, e definitivamente, substituída
pela TV digital aberta, que possui qualidade de som e imagem muito superior,
assim como a possibilidade de interação.
Consoante entendimento prático, a televisão digital interativa,
diferentemente da televisão analógica tradicional, possibilita a interação do
telespectador com o equipamento receptor que exibe a informação,
transformando-o em usuário ativo e permitindo-lhe personalizar o conteúdo
apresentado. Tal possibilidade torna a televisão digital interativa não apenas
uma revolução tecnológica, mas também um possível instrumento para uma
revolução social, na medida em que o usuário pode expressar sua opinião.
Faz-se necessário esclarecer que o que se chamou de interatividade, na
TV analógica, ou o que se denomina assim até mesmo em alguns canais que
já usam a alta definição, está restrito à participação da audiência, por meios
que não configuram o diálogo efetivo com a emissora. O alerta oportuno, sobre
o que se poderia classificar como uma contaminação de ordem semântica é
oferecido por Alexandre Mendonça e Fernando Crocomo (*******, p. *******),
quando afirmam:
Alguns programas da TV aberta brasileira – anunciados como
interativos e até mesmo novos programas da TV digital
Réplica da empresa
23/07/2015 às 17:13
interativa (por assinatura) – não apresentam uma relação de
diálogo tão eficiente. São votações eletrônicas, a partir de
alternativas apresentadas pelas emissoras; a compra de
mercadorias pela TV (através dos links, com o uso de
hipertexto); entre outras opções. Claro que existem novidades
sendo apresentadas. No entanto, podem ser consideradas
mais como atrações do que necessariamente um novo canal
de retorno aberto ao telespectador.
O sinal digital passou a ser oferecido no Brasil em *******, primeiro por
São Paulo, primeiro por emissoras privadas. Mas os aparelhos de TV
adequados à nova tecnologia não dispunham – e ainda não dispõem – do
middleware brasileiro de nome Ginga, resultado da fusão de dois outros
congêneres, o Maestro e o Flex TV, desenvolvido por pesquisadores da
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e da Universidade Federal
da Paraíba. (SANTOS, *******, p. *******).
Esta plataforma de software associada às linguagens NCL (Nested
Context Language) e Java (FERRAZ, *******), única tecnologia genuinamente
brasileira incluída no modelo japonês (CRUZ, *******), “é capaz de executar
aplicações escritas em linguagens de programação que precisam de um
grande poder de representação das ideias dos que pensam na interação
usuário-TV, análogo à interação usuário-computador”. (FERRAZ, *******, p. 27).
É a tecnologia de que o Brasil dispõe, e não utiliza, não obstante os
graves problemas que enfrenta relativamente à inclusão digital e à inclusão
política. Tecnologia que o faria o primeiro País a implementar a interatividade
digital em sistema de TV aberta, com amplas possibilidades de universalização
do acesso em curto e médio prazos, inclusive junto às camadas de menor
poder de compra, e de ser esta “a TV aberta mais interativa do planeta”.
(CRUZ, *******, p. *******).
Como chegou a ser proposto, inicialmente, pelo Governo Federal, a TV
digital brasileira se definiria por um padrão que, segundo estudos técnicos,
melhor se adequasse às necessidades do País. O fornecedor se
comprometeria em transferir tecnologia, treinar cientistas e investir na produção
local de componentes. E o governo subsidiaria a produção das caixas
conversoras de forma a chegar a baixo custo para o consumidor e facilitaria
também o pagamento parcelado do equipamento.
Da proposta inicial que estabelece o Sistema Brasileiro de TV Digital,
constante do Decreto 4.*******/*******, até a implementação do SBTVD, prevista no
Decreto 5.*******/*******, ocorreram desvios de rota que afastam o País do projeto
da interatividade com inclusão digital - como se verá a seguir. O ministro que
iniciou o processo de definição do padrão a ser adotado foi um, um segundo
deu novo formato ao projeto, finalmente decidido por um terceiro. O
investimento público e o avanço tecnológico destinados não chegaram ao fim
da linha.
Ao contrário, a abrangência restrita e dirigida do Decreto 5.*******/******* e a
falta de regulamentação para o seu texto, transferem as benesses do Sistema
de segmentos que há muito as esperavam para, assim, reforçar o poder de que
já o detinha os meios de produção da comunicação de massa. É neste sentido
que observa Adriana Cristina Omena dos Santos (*******, p. *******), quando
afirma:
Todas as possibilidades previstas no atual decreto dizem
respeito diretamente aos radiodifusores, evidenciando a
manutenção do atual cenário de concentração da propriedade
dos meios de comunicação de massa e a utilização das
novidades tecnológicas para reafirmar o domínio no setor em
detrimento das oportunidades para o desenvolvimento da
ciência e tecnologia nacionais.
O artigo 1º do Decreto 4.*******/******* instituiu o Sistema Brasileiro de TV
Digital e deu-lhe 11 finalidades, cujas metas deveriam ser, pelo menos,
iniciadas – se não, cumpridas - até a efetiva instalação do Sistema. O primeiro
dos objetivos previa “promover a inclusão social, a diversidade cultural do País
e a língua pátria por meio do acesso à tecnologia digital, visando à
democratização da informação”. (BRASIL, *******, on line), revelando a
abrangência e profundidade das intenções sociais, culturais e políticas do
governo até então, no campo da comunicação pública.
No Decreto seguinte, o 5.*******/*******, dois anos e sete meses depois, a
inclusão social e a democratização da informação perdem força (CRUZ, *******)
e se dissolvem ao longo do texto. O assunto é tratado apenas no artigo 13 que,
Réplica da empresa
23/07/2015 às 17:13
embora ainda sem regulamentação, prevê para a União a faculdade de
explorar quatro canais, dedicados à transmissão de I - atos, trabalhos, projetos,
sessões e eventos do Poder Executivo; II – ensino à distância de alunos e
capacitação de professores; III – produções culturais e programas regionais; e
IV - programações das comunidades locais, bem como para divulgação de
atos, trabalhos, projetos, sessões e eventos dos poderes públicos federal,
estadual e municipal. (BRASIL, *******, on line).
Interessante observar o § 2o deste inciso IV, o do chamado Canal da
Cidadania, prevê serviços de e-governo como uma faculdade, não como uma
obrigação, o que parece contraditório para uma justificativa a um decreto que
pretenderia promover a inclusão digital – ou social como expressou o
documento - e a democratização da comunicação – ou da informação, idem.
Diz o parágrafo em tela: “O Canal de Cidadania poderá oferecer aplicações de
serviços públicos de governo eletrônico no âmbito federal, estadual e
municipal”. (BRASIL, *******, online).
Não se sabe ainda se as redes de TV privada vão usar o multicanal [até
quatro subcanais dividindo a mesma banda larga] que, pela lógica atual do
mercado publicitário, dividiria a audiência e, por conseguinte, o valor da mídia.
Ou como a interatividade poderia gerar mais audiência por mais tempo. Almas
e Joly (*******, p. 91) provocam, perguntando se “as redes de televisão deixarão
de lado seu modelo tradicional de programação e farão produtos interativos
que o atenda [ao público] ou, ao contrário, elas se acomodarão, atrasadas e se
escorregando para esse ambiente irrelevante”.
Dependendo de como a interatividade vai ser usada, esta liberdade pode
ser aproveitada para promover a inclusão digital, daí a inclusão social e a
inclusão política, ou o consumo; o telespectador “interator” vai se transformar
num cidadão ativo ou num consumidor cativo. Esta é a encruzilhada, esta é a
questão, que merece urgente resposta. Afinal, está-se diante de uma nova
tecnologia para preservar antigas práticas? Ou para estabelecer outro cenário
para a comunicação televisiva? A este respeito, Ana Silvia Lopes Davi Médola
(*******, p. **************) adverte:
As análises dos programas atuais que adotam discursos com
efeitos de sentido de interatividade evidenciam que, ao
contrário das expectativas em torno de uma televisão interativa
capaz de promover a inclusão digital, a programação parece
querer fortalecer prioritariamente o consumo de bens materiais
e simbólicos, estreitando sobremaneira as relações entre
conteúdos veiculados no interior dos programas e a
prospecção de modelos de comercialização a serem adotados
na TV digital. Ou seja, tecnologia nova para a preservação de
antigas práticas.
E continua Ana Silvia Lopes Davi Médola (*******, p. *******): “a possibilidade
de promover a inclusão de telespectadores na rede mundial de computadores,
por meio da convergência midiática, gera prognósticos que desenham um outro
cenário para a comunicação televisiva”. Ideia que é complementada por Almas
e Joly (*******, p. 75), para quem, na transição do analógico ao digital, “conceitos
como acesso público e participação popular podem ser retomados e
associados a conceitos próprios do mundo digital, tais como inclusão digital e
interativa”.
Mas, afinal, o que é interatividade?
Após vasta pesquisa para o desenvolvimento deste trabalho fora
possível verificar que muito se tem falado no tema TV Digital Interativa, porém
poucos textos tratam do assunto interatividade.
Muitas vezes o termo interatividade é tratado sem compreensão do que
realmente significa e uma confusão é ainda maior quando se questiona:
interação ou interatividade? Por isso, pretende-se à seguir tratar distintamente
sobre o que significa cada termo e apresentar quais os aspectos da interação
ou interatividade que estão presentes no uso da TV Digital.
Ainda que aparentemente pareça simples compreender o conceito
interatividade, faz-se necessário ponderar que tratar-se-á de um termo
complexo. Primeiramente, há de se analisar que a palavra interatividade surgiu
há pouco tempo, mais precisamente entre os anos de ******* e ******* com as
artes, os críticos das mídias de massa e as novas Tecnologias da Informação e
Comunicação (TIC), advindo amplamente a ser utilizada pela informática
(MATTAR E VALENTE, *******).
Todavia, a palavra interação tem origem mais remota. E, a fim de
distinguir os dois termos, Wagner (*******) pondera que a palavra “interação”
abarcaria “o comportamento e as trocas entre indivíduos e grupos que se
Réplica do consumidor
03/08/2015 às 14:07
Nunca foi enviado para o meu e-mail na data informada pela empresa.
So foi enviada recentemente depois de 3 meses de atraso, somente porque fiz a reclamação no G1
Réplica do consumidor
04/08/2015 às 19:09
A empresa falou que enviou a resposta numa data que nunca enviaram,
Só se manisfestaram depois de eu ter entrado em contato com o G1.
Mesmo assim malandramente falaram que já aviam mandado o trabalho sendo que nunca foi mandado na data que foi contratada.
Somente depois de acionar o G1 ( em utilizando o reclame aqui eles vieram se pronunciar )
Espero o contato da UNI para podermos estar resolvendo o problema já que o matéria não chega nem perto do valor que paguei pelo sérviço