enganado

Respondida
Porciúncula - RJ
11/05/2015 às 16:55
ID: 12990573
Essa reclamação possui mais de 3 anos e não está mais sendo contabilizada no índice da empresa
Ver todas ReclamaçõesFui enganado por essa [Editado pelo Reclame Aqui] empresa, contratei paguei a 1parcela me mandaram um material pela metade muito ruim, reclamei do material e mandaram eu pagar a 2 parcela q mandariam o restante do material e a correção do material, mais ja se passaram 5meses e não mandaram não respondem aos meus email e nem telefone.
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Resposta da empresa
11/05/2015 às 18:47
Resposta à: Felipe Paes Barreto; faculdade ipemed pos graduação; São Paulo; curso: Medicina pos graduação em geriatria; tema: terapia ocupacional tratamento não farmacologico na demência de Alzheimer.
Consta baixa em nosso sistema do envio do material pago e, ainda assim, NÃO HÁ QUALQUER SOLICITAÇÃO de alterações/correções dentro do prazo contratual e muito menos a posteriori.
Como prova de idoneidade sobre a qualidade do material agora dito " muito ruim" a sem prejuízo de pleito a danos materiais e morais em juízo, estamos postando a seguir cópia das laudas elaboradas para que os demais interessados possam tirar suas conclusões:
SUMÁRIO
1. O IDOSO – CONCEITO, POPULAÇÃO NACIONAL E MUNDIAL, E OS
EFEITOS DO ENVELHECIMENTO
1.2 A População Idosa no Brasil e no Mundo
1.3 Dos Efeitos do Envelhecimento
1.4 O idoso e as Modificações Fisiológicas
1.4.8 Sistema Cardiocirculatório
1.5 Processos Psíquicos do Envelhecimento
1.6 O Envelhecer com Saúde vs a Demência
2. AS DEMÊNCIAS - ALZHEIMER
Este trabalho de revisão bibliográfica objetiva analisar a importância da Terapia Ocupacional no tratamento não farmacológico da demência de Alzheimer.
Posto o desenvolvimento socioeconômico-cultural e tecnológico viu-se a possibilidade de acrescer a sobrevivência da espécie humana, corroborando para o crescimento da população idosa.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, *******) apontam que o envelhecimento populacional dar-se-á de maneira extremamente rápida, sendo que em ******* estima-se que 15% da população
brasileira serão formadas por idosos, ou seja, aqueles indivíduos com mais de 60 anos. Com isso Carneiro (*******) aponta que a incidência de múltiplas doenças associadas com a idade, como o Alzheimer, tenderá a aumentar.
Tal realidade é constatada se analisado que o fator de risco para as demências, em geral, e da Doença de Alzheimer, em particular, dobra a cada 5 anos após os 60 anos de idade (STUART, *******).
A Doença de Alzheimer (DA) é uma enfermidade cerebral degenerativa, assinalada por perda progressiva da memória e de outras funções cognitivas e corticais como linguagem, conceito, julgamento, habilidades visuo-espaciais, e perde a capacidade de interpretar o que vê, ouve, ou sente (MACHADO, *******;
A DA é considerada um dos maiores problemas de saúde pública da atualidade, em virtude do impacto na qualidade de vida tanto dos portadores como dos cuidadores e familiares, vez que tal doença causa dependência total de outras pessoas, assim como por ser a forma mais comum de demência, acometendo de 8% a 15% da população com mais de 65 anos e, ainda, por se tratar da quarta causa mais frequente de [Editado pelo Reclame Aqui] em países desenvolvidos, perdendo apenas para as doenças cardiovasculares, as complicações pulmonares e o câncer (COOPER, *******; CLARK & GOATE, *******; RITCHIE &
No Brasil estima-se que cerca de ******* mil pessoas sejam acometidas pela DA, chegando a depender totalmente de outras para viver (LOPES, *******).Até o presente momento não há no mundo nenhuma medicamento capaz de curar ou reverter os danos causados pela Doença de Alzheimer. Os inibidores da acetilcolinesterase amenizam os sintomas da enfermidade, enquanto a memantina, lançada recentemente no mercado brasileiro, retarda a [Editado pelo Reclame Aqui] dos neurônios (LOPES, *******).
Apesar de não ter cura, ter-se-á que os cuidados apropriados podem ajudar a pessoa acometida com a Doença de Alzheimer a viver com mais conforto. Para tanto, faz-se necessário um trabalho interdisciplinar, que conta com terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista, entre outros.
A Terapia Ocupacional é uma profissão da área de saúde que pode ajudar o portador de Alzheimer por meio de atividades previamente selecionadas e analisadas, visando informar a importância da independência nas atividades de vida diária (alimentação, higiene, locomoção) do paciente, assim como estimulando as funções cognitivas, quais sejam: atenção,concentração e memória evitando futuras perdas do desempenho cognitivo; mantendo e aumentando a amplitude de movimento; evitando úlceras de decúbito, posicionando corretamente o paciente; mantendo- o mais ativo possível; proporcionando momentos de descontração, lazer, a fim trazer bem estar para o mesmo e melhor, portanto, sua qualidade de vida (RICARTES &
1. O IDOSO – CONCEITO, POPULAÇÃO NACIONAL E MUNDIAL, E OS EFEITOS DO ENVELHECIMENTO.
Os valores e conceitos atribuídos aos idosos transformam-se de acordo com o contexto social e cultural de cada época e/ou civilização. Na França no século XIX os termos velhice, terceira idade, velho e idoso, possuíam significados distintos. Freitas et al. (*******) esclarece que o termo velhice era conferido aqueles que não podiam assegurar seu futuro financeiro, sendo o termo ‘velho’ - em francês vieux - ou velhote - vieillard - o indivíduo que não tinha status social. Já o idoso - personne âgée – referia-se a quem vivia
Interessante, no entanto, reportar-se ao século XVIII, período em que Peixoto (*******) adverte que a palavra velhice, também na França, não possuía conotação pejorativa pelo contrário, já que era utilizada para indicar todo àquele que dispunha de bom poder aquisitivo e que tinha, ainda, a imagem associada a bom pai ou a bom cidadão. O autor salienta, assim, que a velhice era designada apenas aqueles que se encontravam na camada mais rica da sociedade e podiam, portanto, vender sua força de trabalho.
O aparecimento de novas políticas sociais e mudanças na estrutura social fizeram com que fossem elevadas as pensões, fazendo aumentar o prestígio dos aposentados. Nessa ocasião, esses termos sofreram alterações, e voltou-se um novo olhar para a pessoa velha. Surgiu, assim, a expressão terceira idade, designando, principalmente, envelhecimento ativo e independente, mostrando, então, essa nova etapa da vida - um novo ciclo entre a aposentadoria e a velhice (PEIXOTO, *******,
No Brasil, o termo velho é considerado, na atualidade e em todas as áreas do saber, um termo com enorme carga estigmatizante, o que fez com que o Brasil adotasse na Constituição Federal o termo idoso, vez que garante que os ‘idosos’ com sessenta anos ou mais, que provarem que não tem condições de se sustentarem por conta própria e nem pela família, tem o direito a um salário mínimo por mês. Já o art. *******, inciso 7, para assegurar o direito a gratuidade nos transportes urbanos, diz que idoso é aquele que tem 65 anos
Nesse sentido, também, Martinez (*******, p. 23) afiança:
A palavra velho ganhou conotação negativa e passou a ser
considerada como politicamente incorreta, por estar associada
à ideia de coisa inútil ou imprestável. Começou a ser difundido,
então, o vocábulo idoso, além disso, foram criados diversos
neologismos para se referir ao grupo formado por essas
pessoas, tais como terceira idade, meia-idade e idade
Por fim, ter-se-á o Estatuto do Idoso, promulgado por meio da Lei 10.*******
de *******, que passou a considerou como pessoa idosa aquela com idade igual
ou superior a sessenta anos (artigo 1º).
Conquanto a esse critério cronológico, Bezerra (*******, p. 6) esclarece
que o mesmo atendeu às expectativas da Organização Mundial de Saúde,
Esse critério cronológico atendeu às especificações da
Organização Mundial de Saúde, que considera idoso, nos
países em desenvolvimento, a pessoa a partir dos 60
(sessenta) anos. Igual critério foi adotado pelos seguintes
países: México – Ley de Los Derechos de Las Personas
Adultas Mayores (artigo 3º, inciso I); Guatemala – Ley de
proteccion para las personas de la terceira edad (artigo 3º); El
Salvador – Ley de Atención Integral para la Persona Adulta
Mayor (artigo 2º), entre outros, os quais consideram como
adulto maior a pessoa com 60 (sessenta) anos ou mais.
É certo que existem outros critérios para identificar a velhice. Braga
(*******, p.42.), esclarece que “a velhice pode ser compreendida sob três
perspectivas: a cronológica, a burocrática e a psicológica ou subjetiva”.
A velhice cronológica é meramente formal. Estipula-se u
patamar (uma idade) e todos que o alcançarem sã considerado
idosos, independentemente de suas características pessoais. A
velhice burocrática corresponde àquela idade que gera direitos
a benefícios, como a aposentadoria por idade ou passe livre
em ônibus urbanos. A velhice psicológica, ou subjetiva, é a
mais complexa já que não pressupõe parâmetros objetivos.
Depende do tempo que cada indivíduo leva para sentir-se
1.2 A População Idosa no Brasil e no Mundo
Os avanços tecnológicos e científicos na área da saúde, atrelados às
mudanças no padrão reprodutivo e no aumento da expectativa de vida das
populações, são fatores que corroboraram para que nas últimas décadas
ocorressem significativas mudanças no perfil demográfico, havendo um
deslocamento da população infantil para a envelhecida.
Furtado (*******, p. 09) aponta que os principais fatores desta modificação
são os seguintes: “a queda das taxas de fecundidade, melhoria da qualidade
de vida, ampliação do acesso aos serviços de saúde e aumento qualitativo e
quantitativo dos recursos para diagnóstico e tratamento”.
De acordo com Debert (*******), a preocupação da sociedade com a
velhice e o envelhecimento populacional resulta, sem dúvida, do fato de os
idosos representarem uma parcela da população cada vez mais significativa do
Conforme Furtado (*******, p.3) o processo de envelhecimento da
população é motivado “pela queda nas taxas de fecundidade e pela elevação
da esperança de vida” ele é um fenômeno mundial. Pelos dados do IBGE
(*******), o número de pessoas com 60 anos ou mais passou, em todo o planeta,
de ******* milhões em *******, para ******* milhões em *******.
Calcula-se que, em *******, o mundo tenha aproximadamente 1,9 bilhão
de idosos, número equivalente ao das crianças de 0 a 14 anos de idade. Nos
países desenvolvidos, a população idosa corresponderá, no mesmo ano citado,
a 1/3 da população total. Mesmo nos países em desenvolvimento, onde as
taxas de fecundidade ainda serão maiores e a esperança de vida ao nascer
menor que a dos países desenvolvidos, os idosos constituirão cerca de 20% da
A afirmativa que até pouco tempo se fazia, qual seja, a de que os jovens
seriam o futuro do Brasil, não pode mais ser utilizada na atualidade. Isso
porque o país deixou de ser jovem. Tal realidade é constatada posto que o
aumento da população com mais de 60 anos vem ocorrendo notadamente a
partir de *******, e isto se deve ao rápido e sustentado declínio da fecundidade
(CARVALHO & GARCIA, *******). Essa queda foi de 33% entre ******* e *******
(VERAS, *******), mas, dados do IBGE (*******) demonstram que a população na
faixa etária acima de 60 anos já havia atingido 14,5 milhões de habitantes, ou
seja, 8,56% do total da população brasileira em *******, aumentando para
10,49% e, *******; 13,90% em ******* e 19,77% em *******, estimando que alcance
Estima-se, ainda que, em ******* o Brasil passe a ocupar a posição de 6º
país do mundo em número absoluto de indivíduos com mais de 60 anos (IBGE,
Notório analisar uma retrospectiva, que demonstra que no ano de *******,
a expectativa de vida do brasileiro era de pouco mais de 30 anos; hoje,
aproxima-se dos 75 anos (FLECK, *******).
Porém, este seguimento da sociedade não somente cresceu em
número, como também assumiu uma postura mais ativa e participativa na
sociedade. Destarte, cresceu nos últimos anos o número de idosos que
retornaram ao mercado de trabalho por meio do que se convencionou chamar
de “efeito bumerangue”, ou seja, o idoso se aposenta e depois retorna ao
Por isso, e ainda em virtude da revolução demográfica, o
envelhecimento é um fenômeno muito discutido na última década, sendo um
novo desafio social e um amplo campo de pesquisa e de estudos.
******* que essa transição demográfica reflete diretamente na
ocorrência de saúde e doença, corroborando para que o envelhecimento seja
motivo de preocupação, frente ao acesso aos serviços de saúde, a qualidade
do atendimento e a viabilidade financeira da Previdência Social.
Chaimowicz (*******) afiança que o Brasil caminha para uma revolução
etária e que a partir de ******* terá o título de “país envelhecido”, estando às
voltas com o controle da mortalidade infantil e epidemias de dengue e febre
amarela, sendo simultaneamente atingido pelos casos de depressão em
idosos, doença de Parkinson e doença de Alzheimer.
1.3 Dos Efeitos do Envelhecimento
Envelhecer não é um processo físico apenas, mas também um estado
de ânimo, sendo atualmente percebível o início de uma mudança
revolucionária nesse estado. A velhice é um período vulnerável, estando os
idosos mais propícios a riscos que os de qualquer outra faixa etária, com
exceção da infância. (HADDAD, *******).
Destarte, envelhecer é uma fase normal da vida humana e deve ser
considerada como tal, apesar de sua vulnerabilidade a riscos.
Para a Organização Mundial da Saúde (OMS) a população da terceira
idade é aquela que compreende a faixa etária de 65 anos ou mais nos países
desenvolvidos, e 60 anos ou mais nos países em desenvolvimento, com cerca
de 15 milhões de pessoas atualmente.
A preocupação com o envelhecimento saudável tanto a nível biológico
quanto psicológico e social, é atualmente foco de discussões não só sociais,
mas políticas e, embora "esquecidos" pela sociedade, têm demonstrado cada
vez mais seu valor e sua perspectiva para alcançar uma melhor qualidade de
Com o envelhecimento, há uma limitação dos movimentos, provindo de
uma falta de atividade física. Tal característica é fruto da vida sedentária que
estes levam, devido a culturas vigentes e hábitos impostos pela sociedade,
cabendo assim a coletividade mostrar-lhe que na verdade a velhice, com suas
características biológicas, é um período da vida similar a qualquer outro.
Destarte, velhice não é doença. Ocorre que, com a idade, os órgãos de
percepção, particularmente a visão e a audição, perdem grande parte ou total
intensidade. As articulações deixam de ter, com passar dos anos, a mesma
elasticidade, os músculos se atrofiam, os movimentos são mais lentos e
imprecisos, a capacidade sexual decai progressivamente.
1.4 O idoso e as Modificações Fisiológicas
Na velhice a visão sofre alterações como dificuldade de enxergar, de
distinguir cores e profundidade dos objetos, corroborando para possíveis
Silva (*******) leciona que algumas doenças dos olhos são mais
frequentes em idades mais avançadas, como o glaucoma (pressão aumentada
do globo ocular, que se não tratada pode afetar o nervo óptico); a catarata
(embaçamento do cristalino, provocado pela idade, reduzindo a visão
periférica, principalmente na parte da noite); a Retinopatia Diabética (alterações
retinianas ocasionadas pelo diabetes) e a Degeneração Macular Relacionada à
Idade (pequenas manchas, nuvens ou formas diferentes como: pequenos
pontinhos, círculos ou linhas que se mexem dentro do campo de visão. Na
realidade elas são minúsculos grumos de gel ou células dentro do corpo
vítreo); todas consideradas doenças crônicas que, se não forem tratadas a
Os idosos podem ter a audição reduzida em até 30 %, fator este
decorrente, mesmo nos indivíduos saudáveis, do envelhecimento do sistema
Entretanto, ******* que existem outras alterações menos comuns
que também podem afetar a audição, como os tumores, as infecções e o
Este ultimo fator, qual seja cera dentro do ouvido ocorre pois com o
envelhecimento tem-se o aumento da produção de cera, o que pode vir a
causar o engrossamento do tímpano, assim como a degeneração do ouvido
interno e do nervo auditivo levando a presbiacusia (perda na percepção de
sons mais agudos e da capacidade de discriminar sons – ouve, mas não
consegue compreender) e declínio da quantidade do fluxo sanguíneo.
Para Madini (*******) a perda auditiva na terceira idade é um sério fator de
limitação do indivíduo. Pode contribuir inclusive para o desenvolvimento de
alguns distúrbios psiquiátricos, favorecendo o isolamento dos portadores da
deficiência, devido a dificuldade de comunicação com o meio social em que
Todavia a utilização de aparelho auditivo, mediante exame e
determinação do grau da perda auditiva, é a melhor solução.
No idoso tem-se uma diminuição das terminações olfativas, o que
contribuirá na dificuldade em relação ao reconhecimento de odores (MADINI,
Madini (*******) esclarece que com o decorrer dos anos, mais
especificamente nas idades mais avançadas, tem-se uma diminuição do
número de papilas gustativas, assim como da produção de saliva e capacidade
A pele, com o decorrer dos anos, apresenta diminuição da tonicidade e
elasticidade (rugas), lentidão em relação ao renovação celular, diminuição das
glândulas sebáceas e sudorípidas (ressecamento e aspereza), manchas
escuras (hiperpigmentação causada por alterações no funcionamento dos
melanócitos) e palidez (devido à diminuição dos melanócitos) (MADINI, *******)
Diminuição na velocidade da contratação muscular, força, tônus
(identificação dos movimentos), degeneração de fibras, perda de massa
corpórea e aumento de tecido adiposo (gordura) (MADINI, *******)
Com o processo de envelhecimento Madini (*******) afiança que tem-se a
perda de lâminas e diminuição da espessura óssea, desequilíbrio do
metabolismo cálcio e perda de minerais aumentando a probabilidade de
fraturas e instalação da osteoporose.
1.4.8 Sistema Cardiocirculatório
Madini e MIchel (*******) expõem que na velhice, há maior predisposição
às doenças e à incapacidade. As doenças mais frequentes são as
cardiovasculares e os distúrbios que comprometem o aparelho músculo-
esquelético. Uma das anomalias cardíacas importantes, no idoso, é a
hipertensão, que compromete a circulação em órgãos vitais e, em casos
graves, pode associar-se ao comprometimento da memória.
No idoso ocorre uma diminuição em relação a capacidade do coração de
aumentar o número e a força dos batimentos cardíacos quando submetido a
esforços, diminuição da frequência cardíaca sob repouso, o aumento do
colesterol e da resistência vascular, com o conseqüente aumento da tensão
arterial, é bastante inferior ao de uma pessoa jovem. Em relação ao sistema
respiratório, o idoso apresenta uma diminuição da capacidade vital, da
ventilação pulmonar e da elasticidade dos alvéolos ( SILVA, *******).
Madini (*******) afirma que as principais alterações no sistema nervoso
são a diminuição do número de neurônios, da velocidade de condução nervosa
e da intensidade dos reflexos, das respostas motoras, do poder de reação e da
capacidade de coordenação. As alterações no sistema músculo-esquelético
estão representadas pela perda da massa muscular, diminuição do número,
comprimento e elasticidade das fibras musculares, perda da elasticidade dos
tecidos conectivos (tendões e ligamentos) e da viscosidade dos fluidos
1.5 Processos Psíquicos do Envelhecimento
1.6 O Envelhecer com Saúde vs a Demência
Como verificado as principais alterações físicas presentes nos indivíduos
que adentram na velhice estão associadas a desordens de maior ou menor
gravidade, algumas transitórias outras crônicas, que abrangem os órgãos de
percepção e os sistemas respiratório, circulatório, digestivos, auditivos, urinário.
Com a decadência gradual das aptidões físicas, o impacto do
envelhecimento e das doenças, o idoso tende a alterar seus hábitos de vida e
rotinas diárias por atividades e formas de ocupação pouco ativas. Os efeitos
associados à inatividade e a má adaptabilidade são muito sérios, podendo
acarretar uma redução no desempenho físico, na habilidade motora, na
capacidade de concentração, de reação e de coordenação, gerando processos
de autodesvalorização, apatia, insegurança, perda da motivação, isolamento
social e solidão. (MEIRELES,*******)
Em relação aos aspectos positivos e negativos da velhice, destacaremos
aqui a afirmação de Waldorf (*******), a qual segue:
Todo e qualquer processo de envelhecimento tem seus pontos
negativos e positivos, e apesar das mudanças, muitas vezes
drásticas, a velhice é uma época favorecida da existência, pois
ela traz experiência, o saber e a paz. Porém, é necessário que
haja uma aceitação desse crescimento adquirido com a velhice
e a percepção de que as necessidades básicas do idoso são
as mesmas de qualquer ser humano: necessidade de amor,
calor familiar, segurança interior e exterior, além da
necessidade de se sentir útil, pois a debilidade física é muitas
vezes a responsável pelos problemas psicológicos causados
pelo envelhecimento. Por isso, não basta fazer perdurar a
velhice, se não for possível fazer dela uma fase privilegiada.
Dessa forma, fica claro que as mudanças biológicas, psicológicas e
sociais que ocorrem com o processo de envelhecimento é que influenciam de
maneira decisiva no comportamento do idoso e na qualidade de vida do
Segundo as autoras Neri e Freire (*******), a possibilidade de envelhecer
com saúde, mantendo-se satisfeito, envolvido e ativo, depende em parte de
fatores genético-biológicos e em parte do contexto social – fatores que não se
tem controle. Como exemplo, citam os casos de certas doenças tí[Editado pelo Reclame Aqui] da
velhice, da pobreza ou do acesso insatisfatório à educação, a atividades
sociais ou a serviços preventivos de saúde.
Assim são os casos de doenças crônico-generativas já que, posto a
nova realidade epidemiológica, verifica-se o aumento das demências que, por
serem comuns em idosos, poderão estar presentes em maior número, como no
caso da demência de Alzheimer, por ser a forma mais comum de demência,
acometendo de 8% a 15% da população com mais de 65 anos.
2. AS DEMÊNCIAS - ALZHEIMER
Com o aumento do número de idoso vê-se também o acréscimo da
prevalência de doenças crônico-generativas sendo que, entre estss, a
demência se destaca posto estar entre as seis doenças mais relevantes em
relação ao impacto na funcionalidade e na mortalidade de idoso (MARRA,
2.1 Compreendendo a Demência
De acordo com Azevedo e Ribas (*******) a demência é uma síndrome
assinalada pelo declínio progressivo e total das funções cognitivas, bem como
pela ausência do estado de consciência de maneira a interferir nas atividades
sociais e ocupacionais do indivíduo.
Green (*******, p. 13), por sua vez, compreende a demência com sendo
“uma síndrome adquirida na qual o prejuízo das habilidades cognitivas é ser o
suficiente para interferir nas atividades sociais e ocupacionais costumeiras do
Silva (*******) analisa a demência como uma síndrome clínica, postulada
pelo decréscimo adquirido da função cognitiva, manifestando-se com déficit de
memória e de outras funções corticais superiores como linguagem, memória,
pensamento, orientação, compreensão, cálculo, capacidade de aprendizagem,
linguagem e julgamento. Isso porque ocorre no indivíduo acometido uma
combinação de mudanças neuropatológicas e perda da capacidade do mesmo
de se adaptar à sua nova condição.
Gordinho et al. (*******) compreendem a demência como um dos
“gigantes da geriatria”, juntamente com a incontinência urinária, instabilidade
postural e quedas, delírio e depressão, por serem considerados eventos típicos
da terceira idade e apresentarem elevada taxa de prevalência. Entretanto os
autores defendem que as demências representam significativo problema de
saúde pública pela sua evolução prolongada e complexidade de manifestações
funcionais, emocionais e consequências sociais, tanto para a pessoa idosa
afetada quanto para seus familiares cuidadores.
Anghinah e Caramelli (*******, p.4) lecionam que as demências são
divididas, de maneira didática, em dois grupos: primárias e secundárias, como
As demências primárias - desordens degenerativas do Sistema
Nervoso Central (SNC), com curso progressivo e que se
manifestam clinicamente por declínio cognitivo acompanhado
ou não de outras alterações do exame neurológico ou por
transtornos de comportamento (Doença de Alzheimer,
Demência com corpos de Lewy e Demência fronto-temporal);
Demências secundárias – são consequências de desordens
não degenerativas que acometem o SNC, acompanhadas ou
não de outras alterações neurológicas (Demências vascular,
Demências hidrocefálica, Demências secundarias a tumores,
Quanto ao grau, a demência pode ser classificada em leve, moderada e
grave sendo que, de acordo com Anghinah e Caramelli (*******), cada fase irá
- Comprometimento de memória recente;
- Estimular independências, estabelecer rotinas com atividades
- Não dirigir, cuidados com questões financeiras e jurídicas.
- Perigo em sair sozinha;
- Supervisão para higiene;
- Prevenção de acidentes;
- Estimular a fazer o que consegue;
- Cuidados permanentes.
A Demência de Alzheimer é a mais comum entre os idosos, sendo esta
a maior preocupação da classe médica.
O nome Alzheimer fora atribuído a esta doença em reconhecimento ao
médico alemão psiquiatra e neuropatologista Alois Alzheimer que, em *******,
após realizar uma autópsia, descobriu no cérebro finado algumas lesões nunca
vistas por ninguém até então. Tratar-se-iam de um problema nos neurônios,
que possuíam placas estranhas e pareciam atrofiados no cérebro. A partir de
então, esse tipo de degeneração ficou conhecida como “placa senis”,
características fundamental da doença de Alzheimer (AZEVEDO & RIBAS,
Sayeg (*******, p. 76) compreendendo a doença de alzheimer como “uma
enfermidade devida a degeneração neuronal de caráter progressivo,
manifestada por perda inexorável da memória, dificuldade no raciocínio e
pensamento e alterações comportamentais”.
A Doença de Alzheimer é uma demência assinalada pelo déficit na
memória episódica de longo termo , assim como na memória de curto prazo,
podendo este fato estar relacionado com a gravidade do quadro. (ABREU;
Dentre as demências a de Alzheimer é a mais prevalente entre os idosos
Sobre isso Sayeg (*******, p. 75) assim comenta:
[...] a doença de alzheimer é a mais frequente forma de
demência entre idosos. É caracterizada por um progressivo e
irreversível declínio em certas funções intelectuais: memória,
orientação no tempo e no espaço, pensamento abstrato,
aprendizado, incapacidade de realizar cálculos simples,
distúrbios da linguagem, da comunicação e da capacidade de
realizar as tarefas cotidianas. Outros sintomas incluem
mudança da personalidade e da capacidade de julgamento.
Posto a nova realidade do país, qual seja, a de estar se tornando cada
vez mais “idosa”, Tavares (*******, p. 23), é enfático ao afiançar que “a demência
é o principal desafio para as atividades de trabalho, tanto na clínica quanto na
A causa da Doença de Alzheimer (DA) ainda não fora exatamente
descoberta. Entretanto, por meio da análise de estudos realizados nos últimos
anos, acredita-se que a DA é proveniente de várias causas, dentre elas: baixo
grau de escolaridade (quanto menos escolaridade maior é a chance de apresentar a
DA) (DAVATZIKOS *******; AGUIAR *******) ; idade avançada, geralmente acima de 65
anos (a probabilidade de desenvolver DA dobra a cada cinco anos após essa idade)
(CHARCHAT , *******; NITRINI *******) ; hereditariedade; arteriosclerose; e traumatismo
craniano (NITRINI *******; GREENFIELD *******).
Pascale (*******, p. 51) postula haver também evidências físicas da causa de NA
observadas através da necropsia, tais como:
(...) danos cerebrais, atrofias em muitas regiões do cérebro
envolvendo estruturas neurais perceptivas, motoras e
associativas (córtex, hipocampo lateral, estrutura temporal
inferior, anterior e a faixa posterior), características confusas
das placas ami lóides e da massa neuro-fibrilar, diminuição da
concentração de N-acetilaspartato (NA A) e aumento de mio-
inosital (MI) na formação do hipocampo, hipoperfusão
amigdalo-hip ocampal, redução bilateral e frequentemente
assimétrica do fluxo sanguíneo e do metabolismo em regiões
temporais, deficiência do neurotransmissor acetilco lina e
alargamento dos ventrículos