Insatisfação com a Administradora UNIT: Falta de Transparência, Imparcialidade e Dificuldades em Assembleias Virtuais

Em réplica
São Paulo - SP
20/03/2026 às 18:35
ID: 243880735
Registro minha insatisfação com a atuação da administradora UNIT, cuja conduta, de forma recorrente, demonstra fragilidades quanto à transparência, imparcialidade e adequada prestação de informações aos condôminos.
Não se trata de um episódio isolado, mas de um padrão de atuação.
Na Assembleia Geral Ordinária realizada em 19/03, que deliberou sobre a aprovação das contas do síndico (período de março/2025 a fevereiro/2026), verificou-se uma condução que levanta dúvidas quanto à regularidade e à lisura do processo.
Foi informado que o conselho já teria aprovado previamente as contas. No entanto, durante a própria assembleia, houve manifestação de conselheira condicionando a aprovação à realização de auditoria o que, tecnicamente, caracteriza ressalva relevante.
Ainda assim, essa manifestação não foi considerada, sob a justificativa de encerramento da votação, sem reavaliação do tema diante desse novo elemento. Esse tipo de condução compromete a clareza e a consistência do processo decisório.
Outro ponto relevante refere-se ao modelo de assembleia em formato virtual. Embora válido, exige medidas eficazes para garantir a participação de todos. No caso, diversos condôminos relataram dificuldades de acesso (login e senha), e mesmo diante de solicitação da presidência para postergar a votação, a assembleia seguiu normalmente, impactando a participação e a representatividade das decisões.
Também chama atenção a atuação da representante da administradora, que, em diferentes momentos, ultrapassa o papel de suporte e passa a influenciar diretamente a condução da assembleia.
A assembleia deve ser conduzida por um presidente eleito no ato, cabendo à administradora apoio operacional. Quando há interferência além desse limite, a neutralidade do processo fica comprometida.
Em situação anterior, houve ainda declaração pública de que, caso este condômino participasse do pleito para presidência da assembleia, a representante não se candidataria à função de secretária, em razão de discordâncias quanto a questionamentos sobre atas.
A colocação, feita diante dos presentes e sem critérios objetivos previamente definidos, gerou constrangimento e impactou a dinâmica da assembleia, especialmente quanto à livre participação na composição da mesa.
Como consequência, deixei de me candidatar em assembleias posteriores para evitar novos constrangimentos, o que, na prática, limita a alternância e concentra a função em perfis que não questionam a condução adotada.
Esse conjunto de situações reforça uma percepção clara: ausência de imparcialidade no tratamento das manifestações, com maior abertura para posicionamentos alinhados e resistência a questionamentos.
Somado a isso, há recorrente falta de respostas objetivas e ausência de disponibilização de documentos que sustentem as informações apresentadas.
A gestão condominial exige transparência, neutralidade e garantia de participação equitativa. Quando esses elementos não são observados, a confiança no processo deliberativo é diretamente afetada.
Fica o alerta: mais importante do que o serviço contratado é a forma como ele é executado na prática.
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Resposta da empresa
25/03/2026 às 09:19
Sr. Marcus,
Refutamos todas as alegações contidas na mensagem anterior. É mentira que as dificuldades de acesso informadas foram causadas por problemas de acesso (login e senha), pois todos os condôminos que possuem os dados de acesso o fizeram normalmente, inclusive com nossa orientação antes da assembleia, com o envio prévio de tutoriais de participação e inscrição, e suporte durante a realização da reunião. Todos os condôminos aptos a votar e que estavam presentes na assembleia conseguiram praticar o voto, sem intercorrência.
No início da assembleia foi aberta a candidatura para quem quisesse ser presidente de mesa e o sr. não se manifestou. Outra condômina foi candidata única e eleita por aclamação, inclusive com seu consentimento. Também foi aberta candidatura para secretariar a assembleia e, novamente, o sr. não se manifestou e consentiu com a escolha feita no ato.
Importante ressaltar que a assembleia é gravada em áudio e vídeo e todas as ilações contidas nesta mensagem endereçada à Unit são facilmente descaracterizadas. Novamente, seus relatos estão sendo levados ao jurídico desta administradora para as medidas cabíveis nas instâncias competentes.
Atenciosamente,
UNIT ADMINISTRADORA.
Réplica do consumidor
25/03/2026 às 17:15
A resposta apresentada pela UNIT não enfrenta os pontos centrais levantados e se limita a uma negativa genérica, sem a devida demonstração factual o que, por si só, já reforça exatamente a falta de transparência que motivou a reclamação.
Em nenhum momento foram apresentadas evidências objetivas que invalidem os fatos relatados. Ao contrário, reitero que todas as minhas colocações estão devidamente amparadas por registros concretos, incluindo áudios das assembleias e comunicações formais enviadas por e-mail, os quais permanecem, em sua maioria, sem qualquer resposta por parte desta administradora.
A alegação de que não houve dificuldades de acesso contraria não apenas minha percepção, mas também relatos de outros condôminos durante a própria assembleia a situação que, inclusive, motivou solicitação de postergação da votação, ignorada pela condução adotada.
Quanto à dinâmica da assembleia, é importante esclarecer: a ausência de manifestação em determinado momento não valida um processo quando este já se encontra comprometido por conduções anteriores que geram constrangimento ou inibem a participação. Esse contexto já foi devidamente exposto, inclusive no que se refere à atuação da representante da administradora, que ultrapassa, de forma recorrente, o papel de suporte técnico e operacional.
Reforço que a administradora não detém prerrogativa para conduzir assembleias como protagonista, muito menos para influenciar decisões ou criar, na prática, distinções entre condôminos quanto ao acesso à informação. Seu papel é claro: atuar como suporte, garantindo transparência, isonomia e fiel cumprimento da convenção e da legislação vigente, incluindo o Código Civil.
A tentativa de desqualificar os fatos como ilações não se sustenta diante dos registros existentes. Caso necessário, todo o material comprobatório será apresentado nas instâncias cabíveis.
Por fim, reitero que a ausência de resposta aos e-mails enviados, inclusive o mais recente sobre este tema, ainda não respondido, evidencia um padrão de omissão que não será mais tolerado. Diante disso, todas as demandas não atendidas serão formalmente levadas às plataformas competentes, bem como aos órgãos apropriados, inclusive, se necessário, ao Ministério Público.
A expectativa mínima é de uma atuação profissional, imparcial e transparente, o que, até o momento, não vem sendo observado.