Discriminação e constrangimento por professor e coordenador devido ao TDAH na Universidade Veiga de Almeida

Em réplica
Rio de Janeiro - RJ
01/09/2025 às 14:40
ID: 225846915
DISCRIMINAÇÃO É [Editado pelo Reclame Aqui]!!!!
Prezado(a),
Venho por meio desta registrar formalmente uma série de ocorrências que têm causado grande afronta à minha dignidade, saúde e integridade dentro do ambiente acadêmico da Universidade Veiga de Almeida.
No dia 25 de agosto de 2025, por volta das 19h50, procurei a coordenação do curso para relatar uma situação extremamente constrangedora e discriminatória ocorrida na aula de Processo de Conhecimento Cível, ministrada pelo professor M.A.L, na turma 4172DIRN4A.
Desde o início da minha trajetória acadêmica nesta instituição, sempre chego cedo para garantir meu lugar na primeira cadeira, na primeira fila, de frente para o quadro. No dia 18 de agosto de 2025, durante a segunda aula do semestre, o Professor(Editado pelo Reclame AQUI) entrou na sala às 18h47, dirigiu-se diretamente à minha mesa e iniciou uma abordagem solicitando que os alunos da primeira fileira trocassem de lugar, alegando necessidade de espaço para a didática, além de mencionar que a sua movimentação durante as aulas poderia causar acidentes aos alunos. Informei-lhe que não mudaria de lugar, pois não havia outras vagas na frente, e que não me sentaria na parte de trás da sala, pois isso prejudicava minha concentração devido ao meu diagnóstico de TDAH
Após a aula, ao chegar em casa, enviei um e-mail ao professor (Editado pelo Reclame AQUI)explicando o motivo pelo qual não havia saído de minha cadeira. Até o momento do envio desta, não obtive resposta.
Na aula seguinte, realizada em 25/08/2025 na sala 211 B, o professor (Editado pelo Reclame AQUI)entrou na sala às 18h45. Aproximou-se de mim e, novamente, posicionou-se em frente à minha cadeira, repetindo que precisava de espaço para ministrar a aula e que, portanto, era necessário trocar de lugar. Nesse momento, olhei para ele e questionei: Você quer que eu sente lá atrás, então? Ele respondeu: Não precisa ser lá atrás, mas não na primeira cadeira. Preciso de espaço para dar aula e não quero machucar ninguém. Tenho medo de machucar algum aluno, já que me movimento muito.
Levantei-me de minha cadeira e dirigi-me para a primeira cadeira vaga, localizada na oitava fileira. Nesse momento, informei-lhe que havia enviado um e-mail na semana anterior, ressaltando que, embora não quisesse me expor, já estava me expondo ao falar sobre minha situação. Além disso, comuniquei que tenho TDAH, o que torna prejudicial para mim sentar no fundo da sala.
A resposta recebida foi a seguinte: PROBLEMA É SEU. RESOLVA ISSO COM A COORDENAÇÃO. Todos esses acontecimentos ocorreram enquanto eu já estava sentada na sétima fila, na frente de toda a turma.
Assim que procurei a coordenação, constatei que não havia ninguém disponível para me atender. Diante disso, o funcionário(Editado pelo Reclame AQUI)realizou uma ligação para o coordenador do meu curso, S, e me informou que este já estava ciente do ocorrido. Depois de sair da coordenação, enviei um áudio pelo WhatsApp ao referido coordenador, relatando detalhadamente toda a situação. Como resposta, recebi a afirmação de S, dizendo que eu me auto declaro; e que eu deveria formalizar isso na coordenação. Acontece que ele deve ser muito atarefado e que ele mesmo me orientou a formalizar tal diagnóstico quando o período iniciasse. Já venho tentando formalizar meu diagnóstico a 2 períodos, porém sem êxito.
Possuo um diagnóstico, um laudo e realizo tratamento há mais de dois anos. Novamente, o coordenador do meu curso demonstrou falta de consideração e desrespeito diante de uma situação que merece atenção e respeito adequados.
Gostaria de destacar que, desde o início de minha matrícula na Universidade Veiga de Almeida, comuniquei possuir Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), porém não recebi a atenção adequada por parte da instituição em relação a essa condição. Ao longo desse período, tentei diversas vezes estabelecer contato com o coordenador do meu curso a fim de apresentar meus exames, laudos e diagnóstico, mas infelizmente não obtive sucesso.
No encerramento do período passado (2025.1), fui orientada pelo meu coordenador a agendar uma reunião para formalizar meu diagnóstico, o que foi realizado na primeira semana de aulas. Contudo, a única data disponível para essa reunião foi o dia 27/08/2025. Surpreendentemente, no dia marcado, ao chegar à Universidade Veiga de Almeida para a reunião com o referido coordenador, fui informada de que ele não estava na universidade e que não haveria ninguém disponível para me atender.
Ao verificar meu telefone, encontrei um áudio de 4 minutos e 48 segundos de duração enviado pelo próprio coordenador. Ressalto que um episódio dessa natureza é extremamente sério, especialmente considerando que um coordenador, advogado, não deve tratar assuntos profissionais de forma leviana ou brincalhona por meio do WhatsApp, sobretudo ao discutir uma situação relacionada à discriminação de uma aluna em sala de aula.
Gostaria de esclarecer que: Eu não me auto declaro como o (Editado pelo Reclame AQUI) afirma. Possuo um laudo e um diagnóstico médico, além de estar em tratamento há pouco mais de dois anos. Já relatei essa situação a ele, e ele me solicitou que agendasse uma consulta quando o período retornasse. Essa consulta só foi possível, devido à disponibilidade de sua agenda, no dia 27/08/2025 às 17h30, ocasião em que levaria toda a documentação pertinente.
A atitude do referido professor foi extremamente inadequada, demonstrando uma falta de indelicadeza e causando-me considerável constrangimento.
Meus amigos, gentilmente, auxiliam-me reservando um lugar na primeira fila quando não consigo chegar cedo suficiente para garantir um lugar na frente. No dia do ocorrido, consegui chegar a tempo e ocupar meu lugar habitual. No entanto, fui submetida a um constrangimento por parte da referida pessoa, que ocupa a posição de professor nesta instituição. Tal comportamento é inaceitável e representa uma situação gravíssima.
Questiono o motivo pelo qual fui diferenciada nesse momento. Ressalto que o colega T, que estava sentado ao meu lado, não foi solicitamente removido do seu lugar. Além disso, a colega J, que após eu ter saído da minha cadeira, sentou exatamente na mesma cadeira onde eu estava, pôde permanecer nela sem qualquer problema. Qual seria, então, o motivo para que eu tivesse que deixar minha cadeira?
O professor justificou a sua atitude alegando que eu me movimento muito durante a aula. Gostaria de compreender qual é essa movimentação que tanto incomoda a ponto de impedir que eu permaneça na primeira fileira, na primeira cadeira, visto que minha postura e comportamento não atrapalham o andamento da aula, uma vez que mantenho meus materiais caderno, caneta, marca-texto e garrafa de água sobre a mesa. Tal conduta realmente prejudica a atuação do professor?
Outro ponto que gostaria de destacar é que a resposta Problema é seu não condiz com a postura que se espera de um educador, especialmente quando se trata de uma questão de saúde e bem-estar do estudante.
Refiro-me a uma situação de discriminação, que é considerada [Editado pelo Reclame Aqui]. Não posso aceitar nem tolerar esse tipo de tratamento, que considero gravíssimo e completamente inaceitável. Foi um episódio [Editado pelo Reclame Aqui] além de constrangedor.
Na semana passada, fui informada por um colega de turma de que o coordenador do curso, (Editado pelo Reclame AQUI), o atendeu na semana passada (mesma semana que estava agendada com ele e o próprio desmarcou sem aviso prévio). No dia agendado para a reunião, constatei que ele não estava presente na faculdade e, ainda por cima, falou sobre mim para terceiros, inclusive alegando que eu teria deixado a instituição. Gostaria de questionar: o coordenador está para acompanhar e orientar os alunos ou, pelo contrário, para disseminar fofocas e falar da vida dos estudantes?
Considero inadmissível que um coordenador não demonstre o preparo necessário para acolher um aluno, especialmente em uma situação delicada como a minha, uma aluna que sofreu um [Editado pelo Reclame Aqui] dentro de sala de aula. Ressalto que tal [Editado pelo Reclame Aqui] foi provocado por um professor, e tenho conhecimento de que esse mesmo indivíduo ocupa cargo de coordenação no campus de Botafogo.
Gostaria de saber se a instituição contrata profissionais qualificados ou se, na verdade, há colaboradores que atuam de forma prejudicial ao ambiente acadêmico.
Solicitei a troca da disciplina que atualmente curso às segundas-feiras para a turma de quintas-feiras, a qual é ministrada pelo professor (Editado pelo Reclame AQUI). No entanto, meu pedido foi indeferido sob a alegação de que só seria possível mediante apresentação de atestado médico. Gostaria de questionar a seriedade dessa exigência, uma vez que não houve justificativa consistente para tal obstáculo. Ressalto que hoje é impossível continuar assistindo aula com este professor.
Diante da ausência de uma resolução por parte do coordenador, e considerando a falta de responsabilidade percebida na condução dessa demanda, sinto-me compelida a recorrer à ouvidoria para melhor encaminhamento da situação.
Reitero também um problema que persiste desde o período anterior: o professor E.O.G não realizou o lançamento das notas relativas à minha turma. Meu histórico escolar consta reprovada por nota. O professor informou que as notas estão com o coordenador para serem lançadas, mas até o momento isso não foi realizado. Tal situação está dificultando o meu processo de transferência para outra instituição de ensino uma vez que é inaceitável continuar cursando DIREITO em uma universidade que tenho um professor que comete atitudes [Editado pelo Reclame Aqui] perante os alunos.
Sim, a discriminação é considerada [Editado pelo Reclame Aqui] em muitos países, incluindo o Brasil. No Brasil, a prática de discriminação é punida por lei, conforme a Lei n 7.716/1989, que prevê sanções penais contra quem praticar discriminação por motivos de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Além disso, o artigo 1 da Constituição Federal também garante o direito à igualdade e proíbe qualquer forma de discriminação.
A discriminação pode configurar [Editado pelo Reclame Aqui], como injúria, difamação ou até mesmo [Editado pelo Reclame Aqui] mais específicos dependendo do caso, e pode resultar em sanções penais, civis e administrativas.
Se desejar, posso fornecer detalhes mais específicos sobre as leis ou exemplificar situações relacionadas.
Aguardo um breve retorno com a devida atenção às questões apresentadas.
Atenciosamente,
*****
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Resposta da empresa
12/09/2025 às 09:57
Olá Mariana. Bom dia.
Encaminhamos um e-mail com as orientações relacionadas a sua manifestação.
Qualquer dúvida, estamos à disposição.
Ouvidoria,
Universidade Veiga de Almeida.
Réplica do consumidor
05/01/2026 às 18:06
Após minha reclamação aqui, a Universidade Veiga de Almeida entrou em contato comigo, e mais uma vez todo ocorrido foi passado. Acontece que não teve seriedade por parte da reitoria e menos ainda dos responsáveis pelo Campus, bem como uma retratação diante do [Editado pelo Reclame Aqui] que praticaram e o constrangimento que passei perante uma turma com mais de 100 alunos (SIM NA VEIGA DE ALMEIDA AS TURMAS SÃO SUPER LOTADAS).
Diferente do que o Coordenador do curso de Direito falou que já que eu me autodeclarava, TODOS OS LAUDOS, RECEITAS E PARECERES MÉDICOS foram apresentados no setor indicado pela faculdade - Núcleo de Acessibilidade, e disponibilizaram uma cadeira que seria reservada para o meu uso. Acontece que isso aconteceu apenas nas duas primeiras semanas. TODO RESTANTE DO CURSO, O QUE É MEU DE DIREITO NÃO FOI REALIZADO. DESGASTANTE DEMAIS ISSO TUDO. Sem contar que foi solicitada uma reunião com a Reitora e a Coordenadora do Núcleo de Acessibilidade, a reunião foi marcada, E APENAS EU ESTIVE PRESENTE NA SALA. Mandei email solicitando uma posição pois eu estava no meu trabalho e abri mão da minha agenda, e a única resposta que obtive é que uma nova data seria agendada e entrariam em contato. DEPOIS DISSO NINGUÉM MAIS ENTROU EM CONTATO COMIGO E NEM SE QUER RESPONDERAM MEUS E-MAILS. PADRÃO VEIGA DE ALMEIDA DE SER ONDE ALUNOS NÃO SÃO RESPEITADOS.
PRA COMPLETAR fui surpreendida com um reajuste de 18,4% na mensalidade para este ano (2026), claramente abusivo e fora da realidade. Enquanto a média de reajuste em instituições privadas gira em torno de 8% a 10%, a UVA quase dobra esse patamar sem apresentar qualquer justificativa plausível em termos de melhoria de estrutura ou serviço.
Os principais índices de inflação e de correção, como IPCA e IGPM, acumularam algo em torno de 4% a 7% em 12 meses, muito abaixo dos 18,4% aplicados. Além disso, há várias outras reclamações no próprio Reclame Aqui, de alunos relatando reajustes semelhantes (17% a 18%), o que mostra que não se trata de caso isolado, mas de prática reiterada da instituição.
Diante disso, solicito a revisão imediata desse reajuste, adequando o aumento aos índices inflacionários e à média praticada por outras instituições, bem como a apresentação de justificativa detalhada para qualquer valor acima da inflação.
Não reclamaria do valor se pelo menos o MÍNIMO que uma pessoa que tem direito a acessibilidade tivesse, se não tivesse sido discriminada na frente de uma turma com mais de cem alunos, se a coordenação fosse no mínimo descente com um coordenador que fosse pelo menos educado e profissional, se a porta do banheiro não caísse sobre a minha cabeça quando estivesse usando o vaso sanitário, se as paredes das salas não fossem cheias de buraco, se as cadeiras de sala de aula não fossem todas quebradas e cheia de ferrugem, os quadros de aula que os professores TENTAM usar para passar a matéria não fossem IMUNDOS e todos manchados, se o ar condicionado fosse pelo menos limpo (são tão velhos que você não consegue escutar o que o professor está falando), E PRINCIPALMENTE SE OS PROFESSORES NÃO PRATICASSEM ABUSO EM RELAÇÃO AOS ALUNOS. Os banheiros são PODRES. Fico me perguntando como são as clinicas que tem na faculdade. Como que a vigilância sanitária autoriza um funcionamento de uma instituição privada com os banheiros que vocês tem? Constrangedor.