Sonho Tem Preço?

Não resolvido
Gramado - RS
03/06/2015 às 20:52
ID: 13296089
Essa reclamação possui mais de 3 anos e não está mais sendo contabilizada no índice da empresa
Ver todas Reclamações1. Vou contar um pouco da nossa história para que todos possam compreender a nossa indignação com a postura da empresa Vacariense – Madeireira Vacariense.
2. Nós morávamos em Olinda/PE. Viemos pela segunda vez em agosto *******, visitar a Serra Gaúcha com o nosso filho, para comemorar a Vida. Pois, ele havia tido uma complicação no apêndice e passou 31 dias hospitalizado, uma cirurgia que quase o levou a [Editado pelo Reclame Aqui]. Então viemos comemorar a saída do hospital e o término da faculdade.
3. Quando estávamos caminhando pelas ruas de Gramado, meu filho perguntou: - Será que poderíamos vir morar aqui?
4. Então retornamos com a ideia de vender a nossa casa em Olinda e mudar para Gramado RS. Qual pai e mãe, que quase perde o seu filho não teria feito o mesmo?
5. Colocamos nossa casa em Olinda à venda e começamos a procurar terreno e como construir uma casa em Gramado.
6. E nós há ******* km de distância começamos a pesquisar. Encontramos um terreno, que podíamos comprar e uma empresa para construir nossa casa.
7. O meu marido pesquisou durante vários meses o tijolo ecológico. E nosso sonho era uma casa em tijolo ecológico. Não precisava ser muito grande, 100m² estava ótima
8. Quando colocamos nossa casa à venda, em outubro *******, começamos a nos comunicar com uma filial da Madeireira Vacariense, localizada na cidade de Canela RS. Canela é uma cidade vizinha à Gramado.
9. A vendedora, sobrinha da proprietária da empresa, foi muito gentil e agradável, um contato excelente que tivemos. Perguntamos o valor da construção e ela sempre dizia o valor do m² e nos deu um valor x, e então meu marido fez o cálculo e disse: o dinheiro da venda da casa dá para comprar o terreno, construir nossa casa e ainda comprar um carro zero. Um carro zero popular. O que sempre nós tivemos.
10. Nós nos mudamos para Gramado em maio *******, ficamos numa casa alugada. Compramos o terreno e começamos a conversar com a Vacariense sobre o projeto da casa.
11. A vendedora afirmava que as pessoas contratadas para fazer a construção passariam por um curso do tijolo ecológico. O desenhista da empresa, fez a planta arquitetônica, tão maravilhosa que nos fascinou. Fiquei entusiasmada com a casa. O pior é que a planta arquitetônica ficou só no papel...A realidade foi outra
12. Quando nos apresentaram o valor, estava muito acima do que podíamos pagar. E meu marido pensou em desistir, procurar outra https://*******, eu não concordei . Porque já estávamos negociando com a Vacariense desde *******.
13. Então fomos diminuindo o tamanho da casa, que ficou com 81,44m² para poder caber no valor que tínhamos. Assinamos o contrato com a empresa e pagamos à Vista, porque ficaria mais barato. O que não ficou... Perdemos o nosso carro zero.
14. O tempo passando e a empresa só colocou o projeto para aprovação na Prefeitura no mês de agosto *******. O alvará de aprovação do projeto saiu dia 27 de setembro *******.
15. Nós começamos a ficar com receio da demora do inicio da obra. Que só foi começar no final de novembro *******. Fizeram um barracão no nosso terreno e os pedreiros ficaram morando lá. O pior é que eles utilizavam a nossa obra para colocar pedreiros de outra obra que a empresa estava construindo. Então muitas vezes chegávamos à obra e não havia ninguém trabalhando. Eles mandavam os pedreiros para outra obra e a nossa obra parada. Nós começamos a ‘vigiar’ a obra. Parecíamos dois tolos...Vigiando algo que pagamos e à vista.
16. O pior é que nos queriam fazer de tolos mesmos. Eu tenho um e-mail onde a vendedora nos manda “esperar o buraco secar” os buracos feitos para as sapatas, numa semana de muita chuva encheu de água e eles queriam que nós esperássemos o buraco secar!!!
17. Começamos a perceber que iríamos perder TUDO, que tínhamos sido enganados. O contrato não tinha sido reconhecido em cartório. O orçamento tinha muitas lacunas, omissõhttps://******* fracasso. Precisávamos agir com cautela, com jogo de cintura. Eu tive muito medo.
18. No início de dezembro *******, estávamos em desespero. Então resolvi enviar um e-mail para a matriz da empresa localizada em Gravataí RS. Neste e-mail escrevi sobre a insatisfação e sobre os meus direitos de Consumidor.
19. Então um gerente da empresa entrou em contato conosco. A obra começou a andar erroneamente, porque uma obra com tijolo ecológico dispensa madeira, as colunas eram para serem feitas com o próprio tijolo ecológico. É uma construção rápida, no máximo 60 dias estaria pronta a casa.
20. O que a vendedora da filial Vacariense Canela dizia era que: “a engenheira não aprova isso” Uma engenheira que nem chegamos a conhecer. Não aparecia na obra.
21. No dia 20 de dezembro *******, fizeram a laje para começar as paredes. Contrataram auxiliares de pedreiro. Não mandaram ninguém fazer curso do tijolo ecológico.
22. O gerente da empresa que entrou em contato conosco me disse, quando eu falei que iria chamar a imprensa, que eu tenho um primo jornalista. Ele me disse: “se a empresa quiser não entrega a casa e vocês botam na justiça e esperam mais de dez anos e pode dar em nada”.
23. Ficamos https://******* estávamos ‘nas mãos da empresa” todo o nosso dinheiro empregado na nossa casa. O Nosso Sonho...
24. As paredes da casa começaram a ser erguidas 06 janeiro *******...Imaginem esses auxiliares de pedreiro sem curso nenhum. As paredes que tinham que ficar aparentes precisaram de reboco, Nós tivemos que bancar. Apenas conseguimos uma troca porque a vendedora de Canela nos vendeu uma chaminé por R$ 4.*******,https://*******ão a dona da empresa ‘permitiu’ a troca.
25. A dona da empresa veio nos visitar dia 14 de janeiro ******* após vários e-mails e pedidos. Conseguimos algumas pequenas coisas e inclusive a troca do valor da chaminé em serviços.
26. Para finalizar, entramos na casa no dia 05 de abril *******. Sem portas e sem janelas. Na única entrada da suposta porta da frente, não tínhamos como entrar, tivemos que fazer um muro e aterrar para poder entrar na casa. A porta da cozinha ficou há 3 metros de altura. A casa só tem uma entrada. Não aguentávamos mais esperar e nem pagar aluguel , além dos nossos pertences, móveis e outros objetos todos embalados , sobrevivendo e esperando a construção da casa. . A empresa disse que não pagaria o aluguel, porque não tinha obrigação, tendo em vista que o término do contrato só venceria em maio.
27. Acreditem as portas e as janelas que compramos em julho ******* e pagamos R$ 10.*******,00 por elas, só chegaram dia 02 de maio *******.
28. O acabamento interno ficou de péssima qualidade. Prometeram soleiras para as diferenças do piso(madeira e cerâmica) e nunca trouxeram. Na cozinha as diferenças entre a cerâmica e a madeira do forro à vista está uma coisa assombrosa. E essa obra só foi concluída, graças a um dos fiscais que agiu de” boa fé”, num meio de tanta falta de postura, de tanta omissão.
29. Ainda tivemos que assinar um documento de entrega da casa, afirmando que a casa foi feita como desejávamos. Imaginem!!! Mas, o que podíamos fazer. Assinamos, elogiamos o fiscal que contribuiu para que a casa ficasse pronta e criticamos a vendedora sobrinha da proprietária, que nos vendeu o projeto.
a. O que ficamos boquiabertos, é que o dono da empresa veio verificar a cerâmica da cozinha. A mesquinhez da empresa impressionante, que eles estavam ‘brigando’ para não colocar a cerâmica numa das paredes da cozinha, porque o orçamento estava tão cheio de lacunas que eles nem se entendiam. Que coisa incrível... Inacreditável...
b. Alguns meses depois, enviaram um casal de funcionários da empresa Vacariense. Segundo eles era uma avaliação pós-venda... Acho que a nossa propaganda negativa estava funcionando, numa cidade pequena onde todos praticamente se conhecem. Quando os funcionários entraram na casa e viram o acabamento, disseram: “isso não é de praxe da nossa empresa”.
30. Esperávamos que a Vacariense tivesse reconhecido o seu erro, em aceitar um projeto que NÃO sabiam executar e ter ao menos nos indenizado pelos gastos que não estavam previstos como: reboco, pintura e nem colocar madeira as paredes da sala. A casa seria aparente e não precisaria de nada disso, mas eles nem queriam saber de nada. O dinheiro já estava nas mãos deles.
31. Outro absurdo: o tijolo ecológico precisaria ser impermeabilizado. E o impermeabilizante já devia vir com os tijolos. A empresa disse que comprou e que ia nos devolver, tendo em vista que não foi utilizado. Nunca nos devolveram nada...
Só agora resolvemos reclamar, porque só agora estamos com a nossa escritura da casa em mãos. Essa empresa nos assustou tanto que precisávamos mesmo está com a casa averbada para enviar uma RECLAMAÇÃO PÚBLICA, para que outras pessoas não caiam na mesma armadilha que nós caímos.
Nós continuamos a fazer a nossa propaganda negativa da empresa a quem nos perguntar.
Por isso gostaria para finalizar a minha reclamação plagiando o escritor francês Émile Zola, dizendo: Eu acuso a Madeireira Vacariense ter destruído o SONHO de uma família.
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Consideração final do consumidor
20/09/2023 às 14:18
Nem respondem. Faz tantos anos e me arrependo ter contratado essa empresa.
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
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