Reclamação contra a Valoriza Imobiliária por possível prática abusiva e má-fé no processo de locação

Reclamação não respondida

Não respondida

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Votorantim - SP

29/07/2026 às 19:26

ID: 255168175

Venho, por meio deste registrar uma reclamação contra a Valoriza Imobiliária, localizada na Av. Washington Luiz, 632, Jardim Emília, Sorocaba/SP, em razão da conduta adotada durante um processo de locação de imóvel, que me causou prejuízos financeiros, perda de oportunidade e profundo desgaste.

Desde o início do atendimento enfrentei dificuldades para obter informações claras sobre o processo de locação. O corretor responsável não respondia às minhas mensagens, não esclarecia minhas dúvidas e, mesmo após diversas tentativas de contato por telefone, não atendeu às minhas ligações.

Diante da urgência da situação, compareci pessoalmente à imobiliária para buscar atendimento. Na ocasião, fui recebido pela gerente, Sra. *****, que pediu desculpas pela demora, informou que o corretor estava em viagem e afirmou que, a partir daquele momento, ela própria daria andamento ao processo de locação.

Após essa conversa, porém, o corretor entrou em contato comigo demonstrando evidente insatisfação pelo fato de eu ter procurado a gerente. Em tom ríspido, afirmou que não havia respondido rapidamente porque não possuía clientes exclusivos na imobiliária. Considerando a postura inadequada, relatei novamente o ocorrido à gerente, que voltou a pedir desculpas e informou que passaria a conduzir o atendimento.

Na sequência, fui informado de que a análise cadastral havia sido reprovada porque minha esposa possuía um protesto em seu nome. Ao verificar a informação, constatamos que realmente existia uma restrição decorrente de uma empresa que ela possuía no Estado do Rio Grande do Sul.

Imediatamente comuniquei à atendente da imobiliária que providenciaria a regularização da situação. Para isso, realizei o pagamento de mais de R$ 3.000,00, valor que comprometeu significativamente o orçamento da minha família, justamente para quitar a pendência e retirar o nome da minha esposa do protesto o mais rápido possível.

Após efetuar o pagamento, informei à imobiliária que a restrição seria baixada em até cinco dias úteis. A atendente respondeu que não haveria problema, que aguardaria a atualização dos órgãos de proteção ao crédito e que bastaria encaminhar novamente a documentação assim que a situação estivesse regularizada.

Confiando nas informações prestadas pela própria imobiliária, deixei de prosseguir com negociações de outros imóveis que também atendiam às minhas necessidades, pois tinha a legítima expectativa de que, após a regularização da pendência, a locação seria concluída.

Contudo, quando entrei em contato para informar que o nome da minha esposa já não possuía qualquer restrição, fui surpreendido pela gerente com a informação de que o imóvel havia sido alugado para outra pessoa no dia anterior.

Em nenhum momento fui informado de que existia outro interessado em fase de contratação ou de que havia risco iminente de perda do imóvel. Ao contrário, a postura da imobiliária transmitia a impressão de que o processo permaneceria em andamento após a regularização da pendência, motivo pelo qual fiz um esforço financeiro expressivo para atender à exigência apresentada.

Como consequência, além de perder o imóvel pretendido, também perdi outras oportunidades de locação que deixei de concretizar em razão da confiança depositada nas informações fornecidas pela imobiliária. Assim, tive um prejuízo financeiro significativo, pois desembolsei um valor que, naquele momento, comprometeu o sustento da minha família, acreditando estar cumprindo uma exigência necessária para a conclusão da locação.

A situação tornou-se ainda mais grave quando solicitei à gerente o e-mail do responsável pela empresa ou do departamento jurídico, para que meu advogado pudesse buscar uma solução extrajudicial. Em vez de fornecer o contato solicitado, a gerente bloqueou meu número no WhatsApp, impossibilitando qualquer tentativa de diálogo e demonstrando total falta de interesse em solucionar o problema de forma amigável.

Entendo que a conduta da imobiliária violou os princípios da boa-fé objetiva, da transparência, da confiança e do dever de informação, previstos no Código de Defesa do Consumidor, especialmente os direitos básicos assegurados pelo art. 6, incisos III e VI, que garantem ao consumidor o direito à informação adequada e clara, bem como à efetiva reparação dos danos patrimoniais e morais sofridos.

Além disso, nos termos do art. 422 do Código Civil, as partes devem observar os princípios da probidade e da boa-fé objetiva, inclusive durante as tratativas que antecedem a celebração do contrato. Da mesma forma, o art. 187 do Código Civil estabelece que também constitui ato ilícito o exercício abusivo de um direito quando excedidos os limites impostos pela boa-fé ou por sua finalidade econômica e social.

No presente caso, a imobiliária criou uma legítima expectativa de que o imóvel permaneceria disponível enquanto eu regularizava a única pendência apontada na análise cadastral, chegando inclusive a informar que aguardaria a baixa da restrição para prosseguir com o processo. Com base nessa confiança, realizei um desembolso superior a R$ 3.000,00 para quitar a dívida que originava o protesto e deixei de negociar outros imóveis. Posteriormente, fui surpreendido com a informação de que o imóvel havia sido alugado a terceiros, sem que eu tivesse sido previamente comunicado de que existia outro interessado ou de que corria o risco de perder a oportunidade de locação. Tal conduta afronta os princípios da boa-fé objetiva, da transparência e da confiança legítima que devem reger toda relação de consumo.

Diante dos fatos, solicito que o PROCON analise esta reclamação, promova a abertura de procedimento para apuração da conduta da empresa e adote as medidas cabíveis para buscar uma solução ao caso, inclusive quanto aos prejuízos financeiros suportados, à perda da oportunidade de locação e à conduta adotada pela imobiliária durante todo o atendimento.

Coloco-me à disposição para apresentar todas as provas necessárias, comprovantes de pagamento da dívida quitada, certidões demonstrando a baixa da restrição em nome de minha esposa e quaisquer outros documentos que comprovam os fatos narrados. Seguem alguns prints sobre o contato com o consultor, provas do bloqueio da gerente, e áudio da informação que estavam aguardando a liberação.

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