Sonho da casa própria transformado em frustração e desrespeito

Em réplica
Brasília - DF
21/07/2026 às 10:12
ID: 254434115
Comprei um imóvel na planta, no MAX 116, Samambaia Sul, acreditando no compromisso assumido pela construtora. A entrega estava prevista para 31/05, já considerando os 180 dias de prorrogação contratual. Mesmo após o vencimento desse prazo, os moradores não receberam informações claras, justificativas concretas ou qualquer posicionamento transparente sobre o atraso.
O mais revoltante é que a documentação para averbação do empreendimento foi enviada ao cartório apenas no final de junho, demonstrando uma falta de planejamento que impacta diretamente a vida de centenas de famílias que aguardavam a realização do sonho da casa própria.
Em 15 de julho, a construtora entregou as chaves, mas sem a averbação concluída. Na prática, recebemos algo que não podemos utilizar plenamente. Sem a regularização do empreendimento, não é possível constituir o condomínio, obter CNPJ, contratar seguros e implementar toda a estrutura administrativa necessária para garantir a segurança e o funcionamento adequado do local.
O resultado é absurdo: temos as chaves nas mãos, mas continuamos impedidos de realizar nossas mudanças com a tranquilidade e a segurança que qualquer proprietário tem o direito de esperar ao receber seu imóvel.
Além do atraso na entrega, enfrentamos a completa falta de comunicação e transparência. Durante todo esse processo, os moradores ficaram sem respostas, sem prazos confiáveis e sem o devido respeito que merecem após anos de espera e de compromisso financeiro assumido junto à construtora VEGA.
Comprar um imóvel é um dos maiores investimentos da vida de uma família. O mínimo que se espera é responsabilidade, planejamento e respeito. Infelizmente, a experiência vivida pelos proprietários deste empreendimento tem sido marcada por atraso, insegurança, incerteza e profundo sentimento de abandono.
Não estamos pedindo favores. Estamos exigindo apenas o cumprimento daquilo que foi prometido e contratado. Os moradores merecem respostas, transparência e, acima de tudo, respeito.
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Resposta da empresa
21/07/2026 às 15:19
Olá, Natália
Agradecemos o seu contato e lamentamos a insatisfação relatada.
Esclarecemos que a obra do empreendimento Max 116 encontrava-se concluída desde a realização da Assembleia Geral de Instalação (AGI), em 21/05/2026, permanecendo pendentes apenas trâmites administrativos junto aos órgãos competentes.
O Habite-se foi emitido em 01/07/2026 e, a partir dessa etapa, foi iniciado o procedimento de averbação do empreendimento perante o Cartório de Registro de Imóveis. Ressaltamos que esse processo depende exclusivamente da tramitação cartorária.
Com o objetivo de reduzir os impactos aos adquirentes, a VEGA realizou a entrega das chaves em 15/07/2026, mesmo enquanto aguarda a conclusão da averbação, procedimento que segue em andamento perante o Cartório competente.
A VEGA permanece acompanhando o processo de forma contínua, adotando todas as providências cabíveis para que a regularização seja concluída o mais breve possível, mantendo seu compromisso com a transparência e prestando todas as informações pertinentes aos clientes.
Permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais que se fizerem necessários.
Atenciosamente,
Vega Incorporações
Réplica do consumidor
21/07/2026 às 16:02
Meu questionamento não é sobre a existência da obra física ou sobre a tramitação cartorária em si, mas sobre os prejuízos causados aos proprietários pela entrega das chaves sem que o empreendimento esteja plenamente regularizado para sua ocupação.
Embora as chaves tenham sido entregues em 15/07/2026, a ausência da averbação impede a emissão do CNPJ do condomínio e consequentemente dificulta a contratação de serviços essenciais, seguros e demais providências necessárias para o adequado funcionamento do empreendimento.
Além disso, a própria construtora informa que o Habite-se foi emitido apenas em 01/07/2026, após o término do prazo contratual de entrega, já considerando a tolerância prevista. Dessa forma, os compradores continuam sofrendo os impactos decorrentes desse atraso.
Diante disso, solicito que a VEGA responda objetivamente:
Quais medidas serão adotadas para minimizar os prejuízos sofridos pelos proprietários em razão da impossibilidade de usufruir plenamente dos imóveis?
Haverá algum tipo de compensação ou reparação pelos transtornos e despesas suportadas pelos moradores?
Qual o prazo estimado para conclusão da averbação e regularização definitiva do empreendimento?
Receber as chaves não significa necessariamente ter condições efetivas de habitar o imóvel quando ainda existem pendências que impedem o pleno funcionamento do condomínio. Por isso, aguardamos uma resposta objetiva sobre as responsabilidades da construtora e as medidas que serão adotadas para reparar os prejuízos causados aos adquirentes.
Um ponto muito importante: "Se o empreendimento estava apto para ocupação desde a AGI em 21/05, por qual motivo o Habite-se somente foi emitido em 01/07 e a averbação sequer foi concluída até a entrega das chaves? E quais medidas a construtora adotará para reparar os prejuízos dos proprietários decorrentes dessa demora?"