Exumação do meu Bebê sem aviso. Entrega de desposjos duvidosos, Aguardando DNA. Dois sacos de despojos e somente 1 corpo foi sepultado.

Em réplica
São Paulo - SP
21/05/2026 às 12:08
ID: 249290859
Venho registrar minha indignação, revolta e sofrimento diante da forma desumana, desorganizada e extremamente traumática como a empresa conduziu a exumação do meu filho no Cemitério Municipal de Itaquera,
Tive conhecimento dos fatos no dia 09/04/*******, após assistir a um vídeo que circulava nas redes sociais, publicado pela página do Instagram Itaquera Unida. No vídeo, uma mãe que visitava o local onde seu filho está sepultado filmou a área das exumações e se emocionou ao encontrar restos mortais de crianças expostos de forma totalmente desrespeitosa.
Nas imagens era possível ver despojos ossos e tudo o que havia nas covas abertas expostos sobre lápides, sem qualquer cuidado, sem proteção adequada, sem identificação correta e sem nenhum profissional no local acompanhando o procedimento.
Ao ver o vídeo, fui imediatamente ao cemitério para entender o que estava acontecendo e descobri que a exumação do meu filho havia sido realizada no dia 08/04/******* sem qualquer aviso ou autorização da família.
Não recebi ligação, mensagem, carta, e-mail ou qualquer outro tipo de comunicação. Isso é ainda mais revoltante porque em 07/******* estive pessoalmente na recepção do cemitério buscando informações sobre futuras exumações na área dos anjinhos. Na ocasião fui informado(a) de que ainda demoraria para chegarem naquela parte e que entrariam em contato antes de qualquer procedimento. Porém, sequer verificaram documentos ou atualizaram meus dados.
Quando cheguei ao cemitério no dia 09/04, fui atendido(a) pela recepcionista de maneira extremamente desagradável. Inclusive, ao falar sobre a cobrança da exumação, a frase utilizada foi: Tirou da terra vai ser cobrado sim.
Posteriormente fui atendido(a) pelo supervisor Sr. Tiago, que naquele momento foi atencioso, orientou sobre o translado e isentou a taxa da exumação, deixando isso registrado por escrito e carimbado na folha de orientações. Em seguida me apresentaram um saco azul lacrado, fechado e identificado, dizendo que aqueles eram os despojos do meu bebê.
Depois fui até a delegacia para providenciar o translado e, enquanto aguardava, assisti ao vídeo completo que estava circulando na internet. Foi nesse momento que identifiquei que a lápide, os sapatinhos e os objetos mostrados no vídeo pertenciam ao meu filho, Guilherme Souza de Jesus.
Naquele instante entrei em completo choque e descontrole emocional.
No dia seguinte retornei ao cemitério ainda mais abalado(a), tomado(a) por tristeza profunda e revolta. Procurei novamente um responsável e o descaso continuou. Informaram que não havia responsável disponível para me atender, que o responsável não via mensagens e que o contato era apenas por mensagens, sem ligações.
Diante da situação, acionei a polícia.
Enquanto aguardava, chegou o responsável pela manutenção das sepulturas dos anjinhos. Solicitei os pertences que apareciam no vídeo a lápide, os sapatinhos e o restante de uma manta. Esse funcionário informou que tudo estava guardado e me levou juntamente com o pai da criança até um depósito/morgue.
Ao chegar no local, encontramos os pertences dentro de um saco de lixo preto, encostado em um canto, sem lacre, sem identificação, sem placa e parcialmente aberto.
Quando o saco foi aberto, além dos pertences visualizamos também ossos. Inclusive gravei esse momento. O próprio funcionário começou a contar os ossos juntamente conosco e era possível identificar quantidade suficiente para compor o corpinho de uma criança.
Nesse momento surgiu um problema gravíssimo: existiam dois conjuntos de despojos supostamente pertencentes ao meu filho.
Havia um saco cadavérico lacrado apresentado anteriormente como sendo os restos mortais do meu bebê e, ao mesmo tempo, outro saco contendo ossos junto aos pertences pessoais do meu filho.
Pouco depois a polícia chegou ao local e presenciou toda a situação, assim como o supervisor do cemitério.
Ao tomar conhecimento do ocorrido, o próprio supervisor verbalizou a seguinte frase: Mas com essa idade nem osso tem mais quando é feita a exumação.
Essa fala tornou tudo ainda mais grave e confuso. Como afirmam que não existiriam mais ossos, se havia um saco identificado como sendo do meu filho e outro saco contendo mais ossos junto dos pertences dele?
Na delegacia, infelizmente o delegado informou que não caracterizaria vilipêndio a cadáver, mas solicitou um acordo que pudesse trazer mais tranquilidade à família.
Na ocasião, estavam presentes o supervisor Tiago e o gerente Felipe, representantes da empresa Velar, que prometeram total transparência nos procedimentos para realização de exame de DNA.
Porém, até o momento, nada do que foi prometido foi cumprido.
Entro em contato diariamente com o cemitério e a única resposta que recebo é que o jurídico está decidindo. Não existe transparência, não existe comunicação e não existe qualquer suporte emocional ou esclarecimento para a família.
O que aconteceu foi desumano, traumático e irreparável.
Estamos falando de restos mortais de crianças, de famílias fragilizadas emocionalmente e de um mínimo de dignidade que deveria existir nesse tipo de procedimento.
Exijo respostas, transparência, responsabilização dos envolvidos e respeito pela memória do meu filho Guilherme Souza de Jesus.
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Resposta da empresa
22/05/2026 às 13:45
Prezada senhora, Lucilla
A Velar São Paulo gostaria de dizer, inicialmente, que o nosso papel é acolher e cuidar
das famílias nesse momento difícil.
O seu caso já está sob a análise do setor responsável. Em breve retornaremos o seu
contato.
Atenciosamente.
Serviço de Atendimento ao Consumidor Velar São Paulo
Réplica do consumidor
22/05/2026 às 14:26
Boa tarde,
Essa mensagem automática aparece em todos os canais em que tento obter uma resposta.
Não ignorem o que está acontecendo. Isso demonstra muita falta de empatia e total descaso. Vocês têm meu número, meu e-mail e meu endereço. Eu vou até vocês se for preciso, mas, por favor, se importem com a situação e resolvam isso.
Vocês dizem que o jurídico está resolvendo e aguardando um documento, mas que documento é esse? Quem representa o jurídico dessa empresa que sequer consegue entrar em contato comigo?
Então Sr. responsável pelo jurídico,
Aqui fala uma mãe que está passando por uma situação muito difícil por conta de toda essa história. Pelas câmeras, pelas mensagens, pelas ligações e até pelos relatos dos seus próprios colegas de trabalho, já ficou claro que eu não sou uma pessoa mal-educada. Sei conversar, me comportar e sempre tentei resolver tudo da melhor forma possível.
Por isso, não há necessidade de se esconder ou evitar contato. Peço apenas que resolvam essa situação com humanidade e responsabilidade.
Sempre sou eu que preciso ir atrás, ligar e mandar mensagens para tentar obter uma resposta. Isso demonstra um despreparo enorme da equipe e, principalmente, dos superiores responsáveis pela situação.
Aguardo uma resposta e um posicionamento de quem realmente compete solucionar essa situação.