Incêndio em veículo usado com defeito e recusa da loja em solucionar o problema

Em réplica
Curitiba - PR
26/01/2026 às 18:39
ID: 238881665
Em maio de 2025, adquiri um veículo usado junto à Venezacar Multimarcas acreditando estar comprando um automóvel em condições adequadas de uso e segurança. Sou pessoa com deficiência e este veículo era o único meio de transporte da minha família, sendo essencial para minha locomoção, trabalho e para levar meu filho à escola.
Desde os primeiros dias de uso, ainda dentro do prazo de garantia, o veículo apresentou diversos problemas: perda de potência, alertas no painel, falhas elétricas, vazamentos e forte cheiro de combustível. Levei o carro diversas vezes à loja para reparos, sempre com a informação de que o problema estava resolvido, o que nunca aconteceu de forma definitiva.
Em agosto de 2025, o próprio vendedor informou que havia vazamento de combustível na mangueira que alimenta o motor, a ponto de formar poça de combustível no pátio da loja. Diante do risco de incêndio, a própria empresa exigiu que o veículo fosse levado de guincho. A loja afirma que trocou a mangueira duas vezes, mas nunca apresentou nota fiscal ou qualquer comprovação das peças supostamente substituídas.
Apesar disso, os problemas continuaram. Em 16 de dezembro de 2025, ao ligar o veículo em um estacionamento, ouvi um estouro muito forte, seguido de fumaça preta entrando no interior do carro. Ao sair do veículo, vi que o motor estava pegando fogo, sendo necessários vários extintores para conter as chamas, enquanto poças de combustível se formavam sob o veículo.
Após o ocorrido, a empresa se recusou a assumir qualquer responsabilidade. Em resposta a uma avaliação que fiz no Google, a Venezacar afirmou que teria realizado até reparos por mau uso. Isso nunca aconteceu. Em nenhum momento houve qualquer comprovação técnica, laudo, ordem de serviço ou explicação objetiva apontando mau uso da minha parte. Trata-se de uma alegação genérica e [Editado pelo Reclame Aqui], utilizada apenas para tentar se eximir da responsabilidade.
Na mesma resposta pública, a empresa afirmou que fez tudo dentro da garantia e que, por se tratar de um veículo antigo, o incêndio ocorrido meses depois não seria de sua responsabilidade, exigindo ainda que eu apresente laudo pericial. Entendo essa postura como evasiva e incompatível com a gravidade dos fatos, principalmente porque os problemas foram comunicados, reconhecidos e tratados várias vezes durante a garantia, sem solução definitiva.
Hoje estou sem o único meio de transporte da família, com minha rotina profissional e familiar completamente prejudicada, especialmente considerando que sou pessoa com deficiência.
O que espero como solução:
reconhecimento da falha;
rescisão do contrato;
devolução dos valores pagos, inclusive parcelas já quitadas;
uma resposta efetiva e responsável da empresa.
Registro esta reclamação para buscar solução e para alertar outros consumidores sobre a postura adotada pela empresa.
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Resposta da empresa
17/04/2026 às 10:48
Agradecemos pelo seu relato e compreendemos a seriedade da situação exposta, especialmente diante do ocorrido com o veículo. Ainda assim, é fundamental esclarecer os fatos de forma objetiva e transparente.
O veículo adquirido trata-se de um Peugeot 207 Passion Sedan 2010 automático, com mais de 120.000 km rodados à época da venda, ou seja, um veículo usado, com desgaste natural compatível com sua idade e quilometragem condição plenamente conhecida e aceita no momento da compra.
Durante o período de garantia legal de 90 dias, todas as ocorrências relatadas pelo cliente foram devidamente atendidas e solucionadas, com o suporte integral da loja. Não houve, naquele período, qualquer negativa de atendimento ou pendência em aberto.
O evento relatado (incêndio) ocorreu aproximadamente oito meses após a aquisição, ou seja, muito além do prazo de garantia. Até o momento, não foi apresentado qualquer laudo técnico ou pericial que comprove nexo causal entre os atendimentos realizados durante a garantia e o ocorrido posterior.
Ressaltamos que, em veículos usados, especialmente com o tempo de uso do automóvel em questão, é indispensável a realização de manutenções preventivas e corretivas periódicas, de responsabilidade do proprietário, sendo impossível atribuir à loja responsabilidade por falhas ocorridas meses após o encerramento da garantia, sem comprovação técnica.
Destacamos ainda que o veículo foi aprovado em vistoria no momento da venda, inclusive com ciência do comprador, reforçando a transparência da negociação.
Quanto às alegações relacionadas à cobertura do ocorrido, cabe salientar que eventos dessa natureza, quando há contratação, costumam ser amparados por seguro veicular, não tendo a loja qualquer ingerência sobre eventual acionamento ou negativa da seguradora.
Sobre o pedido de rescisão contratual e devolução de valores, esclarecemos que não há respaldo para tal solicitação, especialmente considerando:
o pleno atendimento durante o período de garantia;
o decurso de prazo significativo após a compra;
e a ausência de comprovação técnica que vincule o ocorrido à responsabilidade da empresa.
Atenciosamente,
Venezacar Multimarcas
Réplica do consumidor
08/05/2026 às 16:36
Ola! Acho interessante apenas destavar que em duas oportunidades, durante o curso da garantia, a loja realizou reparos na linha de combustível.
O último reparo foi feito em setembro, após o término da garantia, considerando que o último reparo realizado pela loja não foi efetivo e o vazamento de combustível teve nova ocorrência.
E o veiculo foi adquirido 7 meses antes do incêndio. 3 meses antes. Vocês realizaram reparos na linha de combustível em razão de vazamento. Esse vício veio com o carro.
Em todas as oportunidades a loja tentou se esquivar das responsabilidades.
Manutenções periódicas precisam sim ser realizadas, concordo. Mas a princípio o veiculo foi vendido revisado, como vocês alegam, e durante todo o curso da garantia o veiculo retornou para a loja diversas vezes. Inclusive, a última manutenção na linha de combustível foi feita por vocês.
Então questiono: quais manutenções periódicas ou revisões não foram feitas?