Periovet Gel da Vetnil: Ingredientes questionáveis para uso oral em pets

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Pará de Minas - MG

06/05/2026 às 11:49

ID: 247869361

Estou usando há alguns meses o "gel para higienização oral - Periovet", fabricado pela VETNIL para higienização de rotina da minha cachorra. Como ela tem apresentado um comportamento anormal há algum tempo (irritação, lambeduras excessivas), fui pesquisar o produto em questão (já que não uso outros produtos químicos na rotina da cachorra, que tem uma alimentação natural balanceada).

O que descobri numa pesquisa rápida é que QUASE TODOS OS INGREDIENTES DA FÓRMULA DO CITADO PRODUTO NÃO SÃO TOTALMENTE SEGUROS PARA O USO ORAL EM CÃES. Abaixo, ao final da reclamação, citei um resumo do que encontrei sobre 6 dos 9 ingredientes do produto. A pesquisa contém uma visão geral criada por IA, que utiliza e organiza as informações contidas no mundo web. Um tutor responsável não usaria em seu pet um produto que não é seguro - na minha opinião.

Entrei em contato com o SAC, da VETNIL, e a veterinária que me atendeu (Dra. *****) garantiu que o produto é seguro. Ao ouvir minha leitura sobre alguns dos ingredientes da fórmula, ela disse que o gel não é indicado para uso diário, mas sim com intervalos de 2 a 3 dias. A EMBALAGEM DIZ: UTILIZAR COMO HIGIENIZAÇÃO DE ROTINA. E mesmo com este intervalo, não continuarei a fazer uso do gel. Outro argumento da veterinária, defendendo a segurança do produto, é que ele passa por órgãos fiscalizadores e de controle. Depois que encerrei a ligação é que li na embalagem: "produto ISENTO de registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento".

FAÇO AQUI MINHA RECLAMAÇÃO COM INTENÇÃO ÚNICA DE ALERTAR OS TUTORES DE PET. Não quero receber feedback da empresa, que somente defenderá seus produtos (ou seria melhor dizer "seus lucros"?). Serve também de alerta para qualquer outro produto veterinário que está sendo comercializado livremente e que pode estar colocando em risco a saúde dos animais.

O óleo de rícino hidrogenado etoxilado (frequentemente listado como *****) é considerado um ingrediente seguro e comum em formulações cosméticas e veterinárias para cães, atuando principalmente como emulsionante e agente de limpeza. No entanto, sua segurança está atrelada ao uso tópico controlado e não à ingestão.

O digluconato de clorexidina é um antisséptico amplamente utilizado na medicina veterinária para tratar infecções de pele, como piodermites, dermatites e feridas, sendo seguro quando utilizado corretamente. No entanto, a concentração de ***** é extremamente elevada e, na maioria das vezes, destina-se ao uso como matéria-prima para diluição em soluções antissépticas ou desinfecção de ambientes, não devendo ser aplicada diretamente na pele do animal sem a devida orientação técnica e diluição.

O propilenoglicol é uma substância com uso permitido na alimentação animal, mas a sua segurança depende inteiramente da pureza e procedência. Em *****, a contaminação dessa substância por monoetilenoglicol (um composto tóxico) causou a [Editado pelo Reclame Aqui] de dezenas de cães no Brasil.

O uso de metilparabeno em produtos para cães é controverso, sendo frequentemente recomendado evitá-lo. Embora seja um conservante comum em cosméticos para prevenir bactérias e fungos, os parabenos podem causar riscos a longo prazo.

O acessulfame K (*****) não é considerado tóxico para cães em pequenas quantidades ou ingestão acidental. Ao contrário do xilitol, ele não causa hipoglicemia severa ou insuficiência hepática aguda. No entanto, não é um alimento seguro ou recomendado, podendo causar distúrbios digestivos e deve ser evitado na dieta dos pets.

A segurança da dietanolamina (DEA) e seus derivados, como a cocamida DEA, em produtos para cães é uma questão complexa e muitas vezes controversa. Embora seja comumente utilizada em shampoos e produtos de higiene como emulsificante e agente espumante, a dietanolamina tem sido associada a riscos à saúde.

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