VIA CRUCIS PARA COMPRAR NA VIA LESTE VEÍCULOS

Respondida
São Paulo - SP
03/03/2015 às 16:37
ID: 12115159
Essa reclamação possui mais de 3 anos e não está mais sendo contabilizada no índice da empresa
Ver todas Reclamações- Para alertar eventuais incautos, relato o sofrimento que foi comprar um Ecosport OKM na Via Leste Veículos, Rua do Acre *******, V. Bertioga, São Paulo (SP). Tudo que declaro a seguir está comprovado direta ou indiretamente por e-mails que tive o cuidado de enviar durante toda a minha via crucis. É longo porque tem vários detalhes, mas é esclarecedor.
- Em 29/01/*******, quinta-feira, o vendedor André Lima informou que o carro estava em uma concessionária e que no dia seguinte já estaria na loja se eu fechasse negócio. Disse que haveria duas notas fiscais, uma da montadora para a concessionária e outra desta para a Via Leste.
- Eu daria um sinal mediante recibo e cópia da primeira nota fiscal e o resto com a emissão da segunda, que ocorreria naquela mesma tarde. Se quisesse, poderia retirar o carro no dia seguinte, embora ainda sem placa e sem documentação. Eu preferia retirar o carro com tudo pronto e perguntei se daria para providenciar isso até o quarto dia útil, 03/02/******* (terça-feira). André respondeu que sim. Disse que temia a demora na entrega da placa, mas que em 4 dias com certeza daria tempo.
- Dei o sinal e fiquei com um recibo e cópia da primeira nota fiscal. Pedi para incluir no recibo a data de entrega do carro: 03/02. Já de casa, pedi a segunda nota fiscal por e.mail, registrando nele tudo que havia sido combinado. André me respondeu que a citada nota ainda não estava em mãos, mas era questão de tempo. Mais tarde, fiz o depósito do saldo do valor do carro e da importância para pagar a transferência da documentação e o emplacamento na loja e pedi por email para confirmar o recebimento. Nesse email, lembrei também que a segunda nota fiscal não foi mandada conforme prometido.
- Quando insisti novamente para receber a segunda nota fiscal, já na sexta-feira 30/01, André me mandou a mesma nota cuja cópia já havia me dado. Reclamei por email, mas ele não respondeu. Liguei, não estava na loja. Liguei pro celular, deu caixa postal. No dia seguinte, novo email, em que perguntei também se o carro já estava na loja e se confirmava o recebimento do TED. André me confirmou o recebimento do TED, mas não tocou na questão da nota fiscal e da presença do carro na loja. Já era sexta-feira. Quando a pergunta era incômoda André evitava responder e, se necessário, sumia. Isso aconteceu várias vezes nos próximos 20 dias.
- Em apenas dois dias de contato, três decepções: 1) o carro havia sido adquirido não por concessionária, mas por uma empresa chamada Eco Tour Brasil Locação de Veículos e Transporte; 2) não havia duas notas fiscais, mas apenas uma de venda a consumidor final emitida pela montadora para a Eco Tour; 3) O carro ainda não havia sido trazido para a Via Leste.
- Na segunda-feira de manhã, 02/02, André me ligou para saber sobre o número final da placa. Aproveitei e questionei sobre a segunda nota fiscal; ele respondeu que já havia me mandado, não havia outra. Desmentiu assim toda a história da segunda nota fiscal, que seria a base para eu completar o pagamento do carro. Eu tenho email dele respondendo à minha pergunta sobre essa nota. Ele disse: "O senhor não entendeu direito". Era o que iria me alegar várias vezes nos próximos 20 dias, sempre que questionado sobre outros pontos. Respirei fundo e perguntei se tudo estaria pronto para eu retirar o carro no dia seguinte. Ele disse que sim.
- Mais tarde, me ligou dizendo que precisava saber se o seguro do meu carro antigo havia sido transferido para o novo. Justificou que estava indo pegar o carro. Como é evidente, nunca tinha sido combinado que eu transferiria o seguro para ele ir buscar o carro. Minha obrigação começava a partir da retirada do carro da loja para minha casa. Ele ficou sem jeito, disse que iria resolver o assunto.
- No dia seguinte, 03/02, data para a retirada do carro, André me ligou para perguntar outra vez se meu seguro já estava dando cobertura para o Ecosport. Para garantir a chegada do carro, e não enrolar ainda mais o que já estava enrolado, fiz o endosso do meu seguro. Informei isso verbalmente, mas ele pediu que fizesse a comunicação para a Vivian, no escritório da loja, por email.
- No primeiro dia, quando negociei o Ecosport, André havia sugerido que eu poderia fazer o endosso do seguro quando fosse pegar o carro na loja, deixando o antigo para que fosse vendido na Via Leste por consignação. Agora, a conversa mudou, mas ele evita tocar no assunto. O meu seguro serviu para acobertar o traslado do carro da Eco Tour para a Via Leste! A essa altura, não tinha mais nenhuma confiança no André nem na Via Leste.
- Fiquei em 03/02 ligando pro André, para saber se já dava para retirar o carro. Novo "apagão": na loja ninguém sabia dele; seu celular só dava caixa postal. Ele me ligou apenas perto das 18h, para informar que o carro estava lá, mas que ainda estava esperando o despachante chegar com a documentação. Perguntei pela placa: respondeu que estava aguardando também. Ou seja, às 18h do dia combinado para a entrega do carro, ele estava ainda sem placa e sem documentação! André me perguntou se eu poderia retirá-lo no dia seguinte. Eu preferi sair de lá com o carro mesmo sem placa, na expectativa de que enquanto isso o despachante entregasse o documento.
- Tive de retirar o carro sem placa e sem documento, apesar de várias vezes André ter afirmado, que o despachante já estava levando o documento para a loja, inclusive por email. Para não perder o costume, André falou: “Eu avisei que a placa poderia demorar”.
- Saí da loja com o carro, sob a promessa de no dia seguinte ser feito seu emplacamento na garagem de casa, com a simultânea entrega do documento.
- Nos três dias seguintes, novos "apagões", novas mentiras e novas dissimulações. Telefonei, deixei recados e mandei e-mails, sem resposta. Quando consegui falar com André, me respondeu que o documento já estava com ele, mas a placa não. Na sexta-feira, 06/02, falei com ele em termos duros, para que tudo fosse resolvido naquele dia, definitivamente. Ele me respondeu por email dizendo que a placa já estava com ele e que só esperava seu colega que viria fazer o emplacamento. Para nova surpresa minha, à tarde ele me liga novamente desmentindo tudo isso: pediu autorização para entrar na garagem de casa para levar o carro ao Detran e lá fazer o emplacamento. Nem tive força para questionar a mudança: dei a autorização.
- O emplacamento foi feito naquele dia, mas o documento que foi deixado era o da Eco Tour. Eles não haviam transferido para o meu nome, 8 dias depois que paguei tudo e 3 após a data prometida!
- Quando reclamei, André disfarçou mais uma vez: "Era desse documento que eu estava falando, pois só agora é que vai ser feita a transferência, já estamos providenciando o reconhecimento de firma da DUT. O senhor não está entendendo nosso método de trabalho". Como qualquer um pode perceber, era mais uma dissimulação: é evidente que todas as vezes em que falamos em documento estávamos falando no meu, e não no da primeira dona.
- Na segunda-feira seguinte, 09/02, pedi a André que eles me devolvessem o dinheiro do serviço de despachante, deduzindo disso o valor do emplacamento que havia sido feito. Ele concordou, prometendo mandar os comprovantes de despesas. No mesmo dia, voltou a prometer mandar os comprovantes, mas não mandou.
- Nos dias seguintes, por mais de 10 dias, novo sumiço do André. E nada de comprovantes. Em 13/02, consegui pegá-lo no telefone fixo da Via Leste. Só então recebi parte dos comprovantes. Não mandaram todos. O resto só foi enviado no dia 20/02, depois de novos sumiços e de um e.mail em que falei abertamente de apropriação indébita do meu dinheiro. Mandaram então um recibo de despachante. Havia deduções e despesas não pertencentes a mim, mas não quis mais discutir com a Via Leste e seu representante André Lima. Nesse dia mesmo, me devolveram o saldo.
- A Via Leste me cobrou o IPVA de ******* da Eco Tour, o primeiro registro do veículo no Estado, também em nome dessa empresa, o honorário integral do despachante e a taxa de emplacamento em domicílio, apesar de esse serviço ter sido feito no Detran (o que é mais barato). Quando fiz o pagamento da documentação, em 29/01, o recibo dizia que o valor seria utilizado para a transferência do licenciamento para meu nome, para emplacamento em domicílio, para o DPVAT ******* e para o IPVA *******. Consta no recibo o ano dessas taxas e impostos. Está escrito também que se restasse algum resíduo a pagar, seria minha responsabilidade. Resíduo, mas não o imposto de ******* e o documento da primeira dona.
- No final recebi o DUT assinado e com firma reconhecida, em que constava o valor de venda bem abaixo do real (mais uma mentira) e uma Nota Fiscal de Serviço emitida pela Via Leste Veículos de intermediação de vendas, mencionado que foi cobrada uma comissão de venda (apesar de eles se apresentarem como vendedores). Somando os dois valores, dá menos do que eu efetivamente paguei. Esta diferença está sendo juridicamente analisada.
- Conclusão: eu não recomendo fazer negócio com a Via Leste, a menos que você goste desse jogo de desmentidos e dissimulações. Eu não gosto.
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Resposta da empresa
15/12/2015 às 17:56
Entramos em contato com o cliente e todas as insatisfações do mesmo foram solucionadas.
Atenciosamente;
Via Leste Veículos Ltda.