Recusa de garantia e cobrança de reparo em veículo com defeito dias após a compra

Reclamação não respondida

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Andaraí - BA

10/08/2026 às 18:29

ID: 256101685

Realizei a compra de um Hyundai Creta 2024/2025, no dia 23/07/2026, na loja Via1, em Salvador/BA.

Apenas cinco dias após a compra, o veículo apresentou um vazamento de óleo e, logo em seguida, parou de funcionar. Entrei imediatamente em contato com o vendedor, enviei vídeos mostrando o carro e o vazamento e fui orientado a encaminhar o veículo novamente à loja, pois, segundo eles, o carro estava dentro da garantia.

O veículo foi levado à loja e me informaram que seriam necessários aproximadamente dois dias para identificar o problema. Na sexta-feira, dia 31/07/2026, eles já tinham identificado o possível problema e, segundo as informações que recebi, o gerente do pós-venda, Felipe, já tinha em mãos o orçamento realizado pela oficina da Hyundai.

Entretanto, como o valor do reparo ficou mais alto, a empresa passou a procurar uma forma de não assumir a responsabilidade pelo problema. Foi então alegado que o vazamento de óleo teria sido causado por uma batida na parte inferior do veículo, tentando atribuir a responsabilidade a mim.

Contesto totalmente essa alegação, pois não houve qualquer batida com o veículo enquanto ele esteve sob minha responsabilidade.

Além disso, o vazamento estava localizado em uma mangueira, em uma região que, segundo profissionais que posteriormente consultei, não seria compatível com a alegação de que o problema teria sido provocado por uma batida na parte inferior do veículo.

Diante dessa acusação, solicitei à empresa um laudo técnico, pois queria ter acesso à comprovação formal da causa do problema. No entanto, o laudo não me foi apresentado. A empresa limitou-se a apresentar explicações verbais e algumas imagens para tentar justificar a alegação de que teria ocorrido uma batida.

Considero isso extremamente injusto, principalmente porque estão atribuindo a mim a responsabilidade por um problema que surgiu apenas cinco dias após a compra do veículo, sem apresentar um documento técnico conclusivo que comprove que o defeito foi causado por uma colisão.

Também fiquei extremamente insatisfeito com o atendimento recebido pelo gerente do pós-venda, Felipe, que se recusou a prestar o atendimento e os esclarecimentos que eu esperava diante de uma situação tão séria. Tive dificuldades para conseguir conversar e resolver o problema de forma adequada.

O valor do reparo, que a empresa se recusou a assumir, ficou em aproximadamente R$ 3.400,00. Para evitar ainda mais transtornos e conseguir utilizar novamente o veículo, acabei arcando com esse valor, apesar de entender que o problema deveria ter sido analisado e solucionado pela empresa dentro das condições de garantia aplicáveis à compra.

Além dos R$ 3.400,00 gastos com o reparo, tive diversos outros prejuízos e transtornos. Fiquei vários dias sem o veículo, tive gastos adicionais com deslocamento para conseguir ir trabalhar e passei por uma situação extremamente desgastante, tanto financeiramente quanto emocionalmente.

O que mais me causa indignação é que o veículo apresentou o problema somente cinco dias depois de ter saído da loja, ou seja, pouquíssimo tempo após a compra. Mesmo assim, em vez de solucionar o problema e prestar o atendimento esperado, a empresa atribuiu a responsabilidade a mim, alegando uma suposta batida que não aconteceu.

Também solicitei o cancelamento da compra e a devolução do meu dinheiro, mas meu pedido foi negado.

Entendo que tenho direitos como consumidor e que a situação precisa ser analisada de acordo com as garantias e demais direitos previstos na legislação. Não considero justo que eu tenha que arcar com um prejuízo dessa natureza por um problema que surgiu tão pouco tempo depois da aquisição do veículo.

Tenho fotos, vídeos, conversas, comprovantes e demais registros de todo o ocorrido. Também procurei outros mecânicos e profissionais da área, que, após analisarem os vídeos e as informações sobre o problema, afirmaram que o vazamento poderia estar relacionado à mangueira, e não a uma suposta batida.

Tenho plena consciência de que não houve qualquer colisão causada por mim e não aceito que essa situação seja utilizada para retirar da empresa qualquer responsabilidade que possa existir em relação ao defeito apresentado.

Por isso, não pretendo deixar o caso dessa maneira. Caso a empresa não apresente uma solução adequada, irei procurar os órgãos competentes e tomar as medidas administrativas e judiciais cabíveis, apresentando todas as provas que possuo, incluindo fotos, vídeos, conversas, comprovantes, documentos do veículo, comprovante do valor pago pelo reparo e avaliações de profissionais que analisaram o problema.

Minha maior decepção foi ter escolhido essa loja acreditando que teria segurança e tranquilidade na compra de um veículo, e acabar enfrentando todo esse transtorno poucos dias depois da aquisição.

Não estou buscando nenhum benefício indevido. Estou apenas buscando que meus direitos sejam respeitados e que a situação seja solucionada de maneira justa, com base em provas e documentos técnicos, e não em uma alegação verbal de que teria ocorrido uma batida que, reitero, não aconteceu.

Espero que a empresa reveja sua posição e apresente uma solução adequada para o caso. Caso contrário, buscarei os meios legais disponíveis para comprovar o que realmente aconteceu e recuperar os prejuízos que tive.

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