Falta de respeito gravissima, incentivo ao atropelo, e desvio de itinerário sem autorização da empresa.

Reclamação respondida

Respondida

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Embu - SP

07/05/2026 às 23:50

ID: 248050271

Reclamação formal ***** Prefixo *****

Venho por meio deste registrar uma reclamação formal referente à operação da linha *****, veículo de prefixo *****, em viagem iniciada aproximadamente às ***** do dia *****, com encerramento por volta das *****, envolvendo situações extremamente preocupantes relacionadas à segurança operacional, interferência indevida de passageiro na condução do coletivo, alteração parcial de itinerário sem aparente autorização operacional e constrangimento causado aos usuários presentes durante o trajeto.

Desde o início da viagem já era possível perceber excesso de conversa paralela envolvendo o motorista e um passageiro que aparentava possuir proximidade e intimidade com o condutor do veículo. Posteriormente, por volta das *****, nas proximidades da Padaria Rotary, esse mesmo passageiro embarcou no coletivo e permaneceu praticamente durante toda a viagem mantendo conversas constantes com o motorista, desviando a atenção necessária que deveria estar totalmente voltada à condução segura do ônibus, à atenção ao trânsito e ao transporte adequado dos passageiros.

O fato mais grave começou a ocorrer nas proximidades da Igreja Universal do Pirajussara, localizada na Avenida João Paulo I, n *****, trecho que integra o trajeto habitual esperado da linha *****. Naquele momento, a Avenida João Paulo I encontrava-se em serviço de recapeamento e manutenção viária. Porém, ao que tudo indica, o motorista aparentemente não havia recebido orientação operacional clara ou comunicação oficial da empresa sobre eventual alteração temporária de trajeto.

Diante dessa situação, em vez de seguir exclusivamente procedimentos operacionais oficiais da empresa ou aguardar instruções adequadas da central operacional, o motorista acabou seguindo diretamente as orientações informais do passageiro que permaneceu conversando constantemente na região dianteira do veículo. O referido passageiro passou então a incentivar, influenciar e manipular diretamente o motorista a alterar parcialmente o itinerário da linha, sugerindo subida pelo Fátima e direcionando o coletivo para rota diferente da originalmente esperada pelos passageiros.

Após essa interferência, o veículo acabou passando nas proximidades do Poupatempo Embu das Artes, localizado na Avenida Rotary, n *****, realizando trajeto distinto do habitual da linha ***** e alterando parcialmente o percurso originalmente esperado pelos usuários.

A situação transmitiu aos passageiros sensação de falta de controle operacional, principalmente porque o passageiro aparentava participar diretamente das decisões da viagem, algo incompatível com a função de um usuário comum do transporte coletivo.

Diversos passageiros ficaram visivelmente indignados e desconfortáveis com a situação, principalmente porque parte das pessoas acabou sendo prejudicada diretamente pela alteração realizada no percurso. Alguns usuários tiveram de desembarcar fora dos pontos originalmente esperados, nas proximidades do Poupatempo, sendo obrigados posteriormente a continuar o deslocamento a pé durante o período noturno, situação que gerou insegurança, transtornos e revolta dentro do coletivo.

Também considero extremamente grave imaginar as consequências caso o motorista obedecesse integralmente as orientações do referido passageiro. Usuários poderiam acabar sendo levados para ruas desconhecidas, trajetos não previstos ou locais inseguros, aumentando riscos e situações de vulnerabilidade durante o período noturno.

Além da interferência indevida no itinerário, outro fato extremamente grave ocorreu durante a viagem. Em ao menos duas ocasiões, o referido passageiro realizou comentários relacionados aos pedestres que transitavam pela via, incentivando verbalmente o motorista a passar por cima das pessoas simplesmente porque elas não perceberam a aproximação do ônibus. Independentemente do contexto ou da intenção da fala, considero absolutamente inadmissível que esse tipo de comentário seja realizado dentro de um transporte coletivo, principalmente direcionado ao condutor do veículo durante a operação.

Faço aqui um questionamento extremamente sério à empresa: imaginem se o motorista resolvesse obedecer esse tipo de incentivo irresponsável vindo de um passageiro. Um atropelamento poderia facilmente provocar ferimentos graves, sequelas irreversíveis ou até mesmo uma possível perda humana simplesmente porque determinados pedestres não perceberam imediatamente a aproximação do coletivo. Comentários dessa natureza não podem ser tratados como algo normal, aceitável ou irrelevante dentro de um veículo de transporte público.

Mesmo sem qualquer atitude prática do motorista contra os pedestres, o simples incentivo verbal já demonstra um ambiente inadequado dentro do coletivo.

Outro ponto extremamente desconfortável ocorreu por volta das *****, já nas proximidades do antigo ponto final da Rua *****, antigo ponto original da linha *****. Nesse momento, o mesmo passageiro, que esteve na porta dianteira identificado visualmente por estar utilizando uma blusa rosa, começou a me questionar de maneira invasiva sobre onde eu iria desembarcar, comportamento totalmente incompatível com a convivência normal esperada dentro do transporte público.

A abordagem ocorreu de maneira insistente e desconfortável, transmitindo claramente um tom indireto de intimidação e constrangimento, como se minha permanência dentro do coletivo estivesse incomodando o referido indivíduo. Em determinado momento, ficou perceptível uma tentativa indireta de me pressionar psicologicamente a deixar o veículo, situação que considerei extremamente desrespeitosa. Diante disso, fui obrigado a responder de maneira firme que não era da conta dele o local onde eu realizaria meu desembarque.

Também considero importante destacar que o referido passageiro havia pago passagem normalmente, porém permaneceu no interior do coletivo inclusive após a chegada ao Terminal Rotary e mesmo após o encerramento operacional da viagem, situação que reforçou ainda mais a sensação de proximidade incomum entre ele e o motorista durante toda a operação da linha.

Toda a situação transmitiu insegurança operacional, excesso de intimidade entre passageiro e motorista e desconforto coletivo dentro do ônibus. Não considero essa uma situação isolada, motivo pelo qual já venho encaminhando reclamações relacionadas à distração causada por passageiros próximos à porta dianteira conversando com motoristas durante a condução.

A função do motorista exige atenção integral ao trânsito, aos passageiros, aos pedestres e às condições da via. Quando a cabine operacional se transforma em espaço de conversas paralelas, interferências externas e influência de terceiros sobre decisões operacionais, toda a segurança do transporte coletivo acaba sendo comprometida.

Solicito que a empresa realize apuração rigorosa dos fatos relatados, incluindo análise das imagens internas do veículo, verificação do GPS e do trajeto efetivamente realizado pela linha ***** entre aproximadamente ***** e ***** do dia *****, bem como avaliação completa da conduta operacional adotada durante a viagem.

Também solicito análise sobre eventual alteração indevida de itinerário sem autorização operacional formal da empresa, interferência externa de passageiro na condução do coletivo, distração do motorista durante o exercício da função e o constrangimento causado aos usuários presentes no veículo.

Situações como essa comprometem diretamente a credibilidade do serviço prestado, a segurança dos passageiros, a organização operacional da linha e o respeito que os usuários do transporte público merecem receber durante suas viagens.

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Resposta da empresa

08/05/2026 às 15:22

Boa tarde, sr. Kevin.
Como o senhor encaminhou sua reclamação pelo nosso SAC, responderemos em breve por lá.
Atenciosamente.