Vazamento de dados pessoais após compra de imóvel para abordagem comercial não autorizada.

Não respondida
São Paulo - SP
10/09/2026 às 12:38
ID: 258685513
No dia 16/08/2026, durante o fim de semana de lançamento, adquiri uma unidade no empreendimento Vibra Jardim Bonfiglioli. No dia 27/08/2026, fui contatado via WhatsApp por uma atendente que se apresentou como vinculada à FG Plus Italínea, oferecendo móveis planejados especificamente para o imóvel que eu havia acabado de adquirir.
A atendente já tinha ***** e a informação de que eu havia comprado uma unidade no Vibra Jardim Bonfiglioli. Em nenhum momento forneci esses dados à FG Plus Italínea ou autorizei seu compartilhamento com empresas de móveis planejados.
Por isso, revisei os documentos da minha compra. Não encontrei nenhuma autorização para esse tipo de compartilhamento comercial, muito pelo contrário: a Cláusula 45 do contrato determina que ***** sejam utilizados para as finalidades previstas no contrato e que, para atividades de propaganda, sejam previamente anonimizados. A mesma cláusula também prevê que, salvo situações específicas relacionadas a obrigações legais ou à execução do contrato, ***** não devem NUNCA ser compartilhados com terceiros.
Durante a conversa pelo WhatsApp, a representante me ofereceu horários para atendimento presencial, enviou o perfil oficial da FG Plus Italínea no Instagram e os endereços de quatro unidades da empresa. Quando perguntei como haviam conseguido *****, ela afirmou que existia uma parceria com a Vibra e se ofereceu para pedir que um diretor da empresa me ligasse para explicar o contato. Informei que preferia tratar o assunto por e-mail, para manter tudo registrado. Ela disse que verificaria o contato do diretor e, posteriormente, me bloqueou no WhatsApp.
Também procurei meu corretor, o suporte da Vibra/Grupo Nortis pelo WhatsApp e a plataforma do cliente. Em todos esses canais fui informado de que a Vibra não compartilha os dados de seus compradores com empresas de móveis planejados. Meu corretor disse ainda que esse tipo de situação é comum e afirmou que algumas empresas conseguem esses dados de maneira ilícita.
Ao pesquisar o assunto, encontrei no próprio Reclame Aqui outros relatos muito semelhantes, inclusive de compradores da Vibra abordados por essa e outras empresas de móveis planejados após a compra. Normalmente, as respostas se limitam a negar o compartilhamento, sem explicar como essas empresas conseguem informações tão específicas sobre compradores de imóveis recém-adquiridos.
Em 28/08/2026, enviei uma solicitação formal à FG Plus Italínea perguntando quais dados meus estavam sendo tratados, de onde vieram, quem os forneceu, com qual finalidade e qual seria a base legal para esse uso.
Após cobrar novamente uma resposta, em 10/09/2026 recebi do SAC apenas a mensagem desconhecemos este número de telefone, o que me deixou ainda mais insatisfeito e aborrecido.
Essa resposta não esclarece nenhuma das minhas perguntas. Também não explica como uma pessoa que supostamente não teria relação com a empresa sabia *****, conhecia a compra do imóvel, enviava o Instagram oficial da FG Plus Italínea, fornecia corretamente os endereços das unidades e oferecia contato com um diretor.
No mesmo dia, liguei para o SAC da FG Plus Italínea e fui informado de que possivelmente o contato teria origem em alguma parceria entre corretores e a empresa, e não uma parceria entre as empresas, como informado anteriormente. Voltei então a falar com meu corretor, que novamente negou qualquer participação ou fornecimento dos *****.
Depois de todas essas tentativas, a situação continua simples: alguém teve acesso ao ***** e à informação de que comprei um imóvel específico e utilizou esses dados para uma abordagem comercial. Até agora, ninguém conseguiu explicar de onde essas informações vieram.
Minha preocupação não é apenas com a mensagem que recebi: quero saber de onde vieram *****, quem teve acesso a eles, quais informações foram obtidas, com quem foram compartilhadas e se existem outros dados meus circulando além dos que ficaram evidentes nessa abordagem.
Peço, portanto, que Vibra e FG Plus Italínea façam uma apuração real do ocorrido, em vez de simplesmente negarem responsabilidade. Quero uma resposta clara principalmente sobre a origem dos ***** pessoais, quais dados meus são ou foram tratados, quem teve acesso a eles e como a FG Plus Italínea soube que eu havia adquirido uma unidade no Vibra Jardim Bonfiglioli.
Também solicito a exclusão dos ***** de qualquer base utilizada para prospecção comercial e a interrupção de novos contatos dessa natureza.
Não estou afirmando, sem provas, qual empresa foi responsável pelo problema. É justamente isso que estou tentando descobrir. O que não considero aceitável é que ***** sejam utilizados para uma abordagem comercial que nunca autorizei e que, após diversas tentativas de esclarecimento, nenhuma das partes consiga explicar sua origem.
Considerando a LGPD e os próprios termos do meu contrato, entendo que tenho direito a uma resposta objetiva sobre a origem e o tratamento dos ***** pessoais.
Fico no aguardo de uma apuração efetiva e de uma resposta clara e satisfatória, sem novas negativas genéricas de responsabilidade.