Falha na prestação de serviços, atrasos e resultados não esperados

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Brasília - DF

20/12/2018 às 20:43

ID: 41233163

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O relato abaixo descreve com detalhes a situação ocorrida ao longo de da negociação com Waldir Honorato, proprietário/representante da empresa Vidros e Persianas Honorato LTDA localizada em Águas Claras.

Em minha casa temos um armário, no quarto da 2 suíte, que estava com problemas. As portas deste guarda roupa estavam empenadas e extremamente pesadas. Neste armário era acoplado um espelho, que o deixava ainda mais pesado. Desta forma, decidimos, minha mãe e eu, que iríamos procurar alguns orçamentos para retirada do espelho e aproveitamento do mesmo em uma parede.
Para ratificar, nosso objetivo era:
Salvar o espelho acoplado a porta para reaproveitá-lo em outra parede do mesmo quarto.
Posteriormente a esta possível retirada do espelho iríamos em busca de portas ou de um novo armário.
O primeiro contato com o Sr Waldir Honorato foi estabelecido pela minha mãe. Assim, por meio da internet, ela encontrou o contato da empresa Vidros e Persianas Honorato LTDA. A busca foi por vidraceiros porque estávamos na esperança de salvar o espelho.
Ela marcou com Waldir e assim ele obteve a primeira visita técnica em nossa residência. Neste momento eles conversaram sobre as possibilidades de retirar aquele espelho, mas neste mesmo dia ele afirmou que as chances seriam mínimas porque o espelho era colado na porta do armário.
Durante esta mesma conversa, minha mãe relatou que após tirar o espelho, iriamos em busca de novas portas ou um novo armário. Neste momento Waldir sugeriu que seria possível fazer portas de vidro para aquele armário, renovando trilhos e rolamentos. Neste momento Waldir mostrou um vídeo para minha mãe, confirmando que o trabalho obteria aquele tipo de acabamento.
Neste dia, ele olhou o armário, tirou medidas e confirmou que o armário possuía partes empenadas. Assim, ela solicitou a Waldir um orçamento, tanto de espelho, quanto de portas de vidro e pediu para que ele entrasse em contato comigo.
O primeiro contato estabelecido comigo foi por meio do Whatsapp no dia 23 de outubro. Waldir enviou um vídeo demonstrativo sobre como seria realizado o trabalho e uma lista de itens inseridos no orçamento. Ele se responsabilizou por:
Desmontagem da porta;
Retirada do espelho;
Corte do espelho;
Lapidação do espelho;
Bizoteamento do espelho;
Reinstalação do espelho caso o espelho que tínhamos colado no armário fosse salvo, ele cobraria por este serviço R$*******,00
Pela confecção e instalação das portas do armário ele cobraria R$2.*******,00 este trabalho ele garantiu que estaria no mesmo nível de qualidade do vídeo que ele me enviou, tanto que o preço ele copiou como resposta do vídeo que ele mesmo me enviou;
Caso o espelho não fosse salvo, ele ofereceu um orçamento de um novo espelho no valor de R$*******,00.
Neste momento eu perguntei, para confirmar, se os rolamentos e trilhos seriam trocados, ele me confirmou que isto estaria incluso. Sendo assim, eu disse que iria confirmar com minha mãe e que no dia seguinte confirmaria o trabalho. No dia 24 de outubro eu confirmei o serviço e perguntei quando ele buscaria as portas, afinal ele confirmou a desmontagem das portas e não me questionou sobre o que faria com as portas, portanto eu compreendi que ele teria uma forma de descarte daquelas portas que já não serviriam mais.
Após esta conversa ele logo tratou de vir buscar as portas. Ele mandou dois rapazes para fazer esta desmontagem e levaram a porta que tinha o espelho. Neste dia eles chegaram atrasados e demoraram bastante para retiras a porta.
No dia 5 de novembro eu tive uma nova conversa com Waldir, afirmando que por hora ficaria apenas com as portas e que não queria mais o espelho. Neste momento ainda não havia contrato assinado. Não me recordo se Waldir havia me informado (por ligação) a situação do nosso espelho, porque no dia 7 de novembro eu perguntei sobre o nosso espelho e ele disse que sobrou uma pequena peça de 50X70. Por isso tentei verificar com ele a possibilidade de ficar apenas com as portas. Ele afirmou que já havia mandado cortar as peças, então continuei com o acordado do início.
No dia 6 de novembro eu liguei para Waldir solicitando um desconto no orçamento. Ele afirmou que não seria possível. Eu afirmei que iria querer a parte do nosso espelho que sobrou. Mas até hoje ele não me entregou a parte que ele disse que sobrou.
No dia 31 de outubro eu fiz uma cirurgia que me impossibilitou por mais de 30 dias, sendo assim, não pude fazer o depósito da entrada que tinha combinado. Assim, no dia 19 de novembro eu solicitei que ele buscasse em minha casa o dinheiro da entrada e trouxesse o contrato para assinatura e respaldo. Waldir veio em minha casa e eu fiz o pagamento e assinamos o contrato.
Observei neste momento que houve um desconto mínimo, de R$2.*******,00 para R$2.*******,00.
Waldir me afirmou que a montagem seria dia 11 de dezembro. Mas a Taynara, creio que seja sua secretária, entrou em contato comigo dia 6 de dezembro solicitando a montagem para o dia seguinte, dia 7 de dezembro, ás 8h30 da manhã. Eu confirmei. Neste momento começaram os problemas.
Eu reservei todo o dia 7 de dezembro, desmarcando compromissos e adiando minha rotina para esta montagem. Perguntei a Taynara se a montagem seria das portas e do espelho e ela me confirmou que seria a montagem dos dois. Perguntei se o espelho seria colado ou furado, ela me perguntou minha preferencia e eu disse que não sabia, mas demonstrei minha intenção que fosse furado. O Waldir não me perguntou minha preferencia, uma vez que eu era a compradora do serviço.
Me preparei para receber os montadores e retirei a maioria das roupas do armário, nos causando desgaste, pois nosso apartamento é pequeno. Eles marcaram as 8h30 e já passava das 10h e eles ainda não haviam chegado. Liguei para a Taynara e ela me disse que eles já haviam saído e que tinham tido um problema com o pneu do carro, continuei esperando. Este foi o primeiro problema, pois ás 10h30 eles ainda não haviam chegado. Liguei para o Waldir e senti que o tom dele estava diferente dos outros contatos. Eu estava irritada, pois não acho respeitoso um atraso tão longo, sem a menor satisfação. Se eu não tivesse ligado, não iria saber o que estava acontecendo.
Eles chegaram em minha casa próximo as 11h da manhã, no primeiro dia de montagem. Iniciaram os trabalhos.
O segundo problema foi de planejamento. Meu armário possuía a parte referente ao rolamento inferior colocada em uma única madeira. Logo foi verificado que se a parte inferior das novas portas fossem colocadas por cima eu perderia uma gaveta, sendo assim, eu não permiti que montassem, pois não aceitei perder a gaveta. O rapaz da montagem solicitou que parte da madeira fosse cortada e fosse colocada a nova parte no lugar. Liguei para o Waldir e ele não queria aceitar a sugestão e propôs que a gaveta fosse diminuída, eu não aceitei. Afirmei que isso não tinha sido combinado.
Em seguida, Waldir aceitou a proposta do montador de cortar parte da madeira do armário, mas ele queria que eu viabilizasse um marceneiro para cortar a madeira. Um completo absurdo (terceiro problema). A primeira discussão aconteceu justamente neste momento, pois creio que a obrigação era dele, afinal ele era o profissional, ele deveria ter previsto a questão da gaveta. Se ele não planejou direito, não seria eu obrigada a contratar ninguém para esta questão.
Neste momento falei com ele sobre o atraso ele me disse que existe lei que respalda o atraso de montadores. Discutimos por telefone. Eu propus que fosse montado o espelho até que ele viesse para resolver a questão e ele disse que não era pra montar o espelho. Eu concordei afirmando que não queria que modificassem minha gaveta.
Ele veio ao meu apartamento e ele mesmo cortou parte da madeira e em seguida foi embora e deixou os rapazes na montagem.
Ao longo do processo era nítido que as portas não ficariam exatamente como Waldir havia proposto. Eu comecei a desconfiar do trabalho, da qualidade e do acabamento daquele serviço. Comecei a pensar que eu fui enganada e comecei a perceber grosserias por parte de Waldir e de um dos encarregados que estava fazendo a montagem.
Ao final do dia 7 de dezembro, ás 18h, solicitei que o trabalho fosse cessado, pois o regulamento condominial não permite instalações nas unidades após este horário. Solicitei que a montagem tivesse continuidade no sábado, até as 12h. Mas a secretaria da empresa me disse que os rapazes não poderiam confirmar isso, pois é ela quem confirma a agenda. Neste momento me irritei novamente, pois gostaria que o trabalho fosse logo finalizado para que eu visualizasse os acabamentos.
A secretária Taynara confirmou o horário das 14h na segunda-feira dia 10 de dezembro, que seria o horário que eu estaria disponível. Nesta data eu tinha alguns compromissos pela manhã e minha mãe passou mal, portanto eu dispus o horário da tarde, mesmo com minha mãe sendo medicada no hospital. Sou filha única, minha mãe depende do meu auxilio para várias coisas. Neste dia uma prima veio da Cidade Ocidental e foi com ela ao hospital e eu fiquei no apartamento para a montagem.
Como eu estava demasiadamente desconfiada de toda a situação, comecei a fazer uma pesquisa na internet e encontrei algumas reclamações com relação ao trabalho da empresa Vidros e Persianas Honorato. As reclamações são semelhantes aos problemas que obtive com eles. Lamento profundamente não ter feito esta pesquisa antes, pois prejuízos seriam evitados.
Tudo seguia de forma incerta, muito remendos e muito atraso. Já passava das 14h e nada dos montadores chegarem em minha casa. Entrei em contato com Taynara e ela disse que eles estavam a caminho. Liguei para ela e ela me disse que eles estavam abastecendo o carro, mais uma vez me irritei. Não tenho que saber da parte operacional. A minha obrigação é estar no horário combinado em casa e a obrigação da empresa é chegar no horário.
O quarto problema foi a grosseria do montador. A montagem foi reiniciada e eu comecei a filmar e fotografar todos os passos dos montadores. Em determinado momento pedi ao montador que não colocasse o silicone antes que eu fotografasse o armário. Em determinado momento ele começou a colocar o silicone de colagem da parte de encaixe da porta e eu entrei no quarto e falei que era para ter me avisado antes. Ele alterou o tom de voz e disse que eu estava atrapalhando o trabalho dele. Eu exigi que ele me respeitasse porque ele estava dentro da minha casa e que eu entraria e sairia do cômodo quantas vezes eu bem entendesse. O auxiliar do montador chefe em nenhum momento me intimidou ou foi grosseiro.
O serviço não foi finalizado na segunda-feira, dia 10 de dezembro, assim, eles continuariam o trabalho na terça-feira dia 11 de dezembro dia final do prazo de 15 dias úteis após o pagamento da entrada, conforme informação contida no contrato assinado. Estava marcado ás 14h, eles chegaram as 14h30 e reiniciaram a montagem.
Na terça-feira, ocorreu o quinto problema de toda essa confusão. Os montadores reiniciaram os trabalhos e finalizaram as portas. Visivelmente não está de acordo com o combinado e com o vídeo que o Waldir me enviou. E o espelho não foi colocado, pois eles queriam colar o espelho e eu queria furar. Não foi possível furar porque o espelho era especificamente para colagem. Mesmo assim eles furaram minha parede danificando a mesma.
Os montadores chamaram o Waldir para finalizar o trabalho e eu mandei uma mensagem a ele afirmando que não estava satisfeita com o serviço, que o que estava sendo entregue estava infinitamente distante do que foi proposto. Abaixo está listado cada defeito que eu observei:
Os vidros das duas portas do armário estão distantes do trilho superior;
Foi colocado uma placa para segurar a porta no trilho;
Não há acabamento para cobrir a parte superior do armário;
Não há acabamento na parte dos trilhos inferiores, deixando esta parte esteticamente inferior;
A porta esquerda do armário range ao abrir completamente e trava ao tentar fechar;
A porta direita também range ao abrir completamente e trava totalmente para fechar;
Percebo arranhões por toda a parte estrutural de ferro das portas.
Há anexos de fotos anteriores a colocação do silicone. Comprovação de que haviam brechas na instalação.
No momento que o Waldir chegou em nossa residência, eu comecei a pontuar os defeitos que citei acima e ele discordava da maioria dos meus argumentos. Ele afirmou que iria consertar todos os defeitos que eu citava e ainda afirmou que o serviço estava de acordo, sendo que não está. Ele propôs a restauração do que eu estava reclamando, mas eu me neguei. Minha negativa teve todos os motivos que eu citei ao longo do relato. E conforme orientação, afirmei para Waldir que o prazo havia acabado.
A conversa estava inflamada, perceptivelmente o foco do Waldir estava limitado em me contestar e não em resolver o problema. Nos sentimos intimidadas, minha mãe e eu, afinal só estávamos as duas em casa naquele momento e a conversa não estava agradável.
A relação empresa/cliente estava totalmente desgastada.
Como o espelho já estava em minha casa para instalação, ainda tentei negociar a questão, mas ele estava com o foco todo na porta, sendo assim afirmei que não queria mais nenhum serviço, o tempo de contrato que ele tinha comigo já havia finalizado, portanto, não poderíamos mais dar continuidade naquela conversa.
Ele insistia que na conversa inicial que ele teve com minha mãe, ela havia afirmado que queria o espelho colado, respondi a ele que me responsabilizava pelo que minha mãe falou, porém o que deveria ser considerado naquela conversa seria o que foi combinado comigo, pois eu que me responsabilizei pelo serviço, eu que assinei o contrato, o contato via whatsapp era todo comigo.
Ao final a conversa estava insustentável e eu solicitei a retirada dele, de sua equipe e do espelho que não estava instalado. Ele solicitou a busca das portas e eu solicitei a devolução dos R$******* de entrada. Ele disse que iriamos alinhar a questão, mas em nenhum momento afirmou que devolveria.
Enfim, este foi o fato. Tentei ser breve no relato, mas foram muitas situações que não atendiam a minha expectativa como consumidora. A sensação, de coação e desrespeito, está latente. Compreender que uma contratação bem intencionada da nossa parte ocasionou uma discussão inflamada nos deixou assustadas. E não posso expor minha mãe a situações de emoção extrema, afinal, ela precisa de cuidado e tranquilidade e definitivamente, nosso lar não foi respeitado.
Nossa esperança como consumidoras, mulheres e cidadãs, é que a justiça seja feita, pois nosso direito, de pagar pelo exato serviço que compramos, não pode ser violado. Desejamos receber de volta os R$*******,00 empenhados na entrada.

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