Prestador de serviço causa dano, em visita de instalação, e empresa diz que não vai arcar com o prejuízo do consumidor

Em réplica
São Paulo - SP
05/08/2021 às 10:24
ID: 127669911
Essa reclamação possui mais de 3 anos e não está mais sendo contabilizada no índice da empresa
Ver todas ReclamaçõesContratei a Vip Aquecedores, por se tratar de uma empresa autorizada Rheem, para fazer a troca de um aquecedor tipo boiler por um aquecedor de passagem.
O funcionário Maxsuel veio, no dia 03/08, acompanhado de outro rapaz e, antes de iniciar a troca dos encanamentos (necessária mudança dos pontos de água e gás do aquecedor) foi aos banheiros, juntamente comigo, para verificarmos se o fechamento geral e água quente que existem no ponto do boiler estava funcionando de forma a conseguir fazer a solda na nova tubulação.
Fizemos vários testes e ele pôde perceber, claramente, que não havia qualquer problema em nenhum dos 4 monocomandos dos banheiros da minha residência.
Detectado pelo funcionário que o único problema que existia, na minha residência, estava no registro antigo que fecha a água quente no local do aquecedor, optou por colocar um registro adicional de forma a conseguir vedar totalmente (com o novo registro) a água quente, para poder fazer as soldas no encanamento de cobre que precisaria fazer para a troca dos pontos de boiler para "passagem".
Finalizada a instalação do aquecedor, foi aberto o registro de água quente onde fica o aquecedor e o registro de gás, tendo o Maxsuel pedido que eu fosse até os banheiros verificar se estava saindo água quente. Nesse momento, já aberto o registro e com os monocomandos fechados, não havia qualquer barulho de água na residência.
Abri, então, os registros e os monocomandos e percebi que a vazão da água estava bem pouca. Ele pediu para ir comigo aos banheiros e, na presença do outro funcionário, começou a mexer em um dos monocomandos, enquanto eu olhava para os registros para saber se a pouca vazão não decorria do fato de não estarem totalmente abertos.
Foi quando voltei a ver ele mexendo no monocomando e falou que o monocomando não estava fechando, momento em que percebi que ele havia estragado, provavelmente por ter girado com força para o lado errado.
Ele disse que não tinha estragado, pelo que passei a mostrar o funcionamento de todos os outros monocomandos para que ele pudesse entender que não poderia ter forçado a abertura para o lado esquerdo.
Ele entendeu o que houve, disse que poderia tentar trocar o cartucho do monocomando e que eu poderia fazer o pagamento relativo ao serviço de instalação do aquecedor que ele arcaria com o prejuízo e que bastava que eu telefonasse para ele.
Tanto, assim, que o funcionário assinou a Ordem de Serviço *******, com os seguintes dizeres:
"Houve algum dano material durante a execução da instalação? (x) sim
Danificado miolo do monocomando da Grohe da suíte do casal. Aguardando orçamento para reparo."
Mandei, então, mensagem para a funcionária Juliene explicando o ocorrido e como não tive retorno, telefonei para a empresa e ela me informou que eu poderia fazer o pagamento relativo à instalação do aquecedor que a empresa ressarciria o meu prejuízo, assim que tivéssemos o valor do reparo do que foi danificado pelo Maxsuel.
Efetuei, então, o pagamento do serviço, como combinado e, no dia seguinte, mandei mensagem para a funcionário Juliene, mandando foto do cartucho interno do monocomando que foi danificado, para que pudessem orçar com empresa da confiança deles, já que não localizei essa peça substituta em minha residência e nem junto à autorizadas Grohe.
No dia 05/08, tive retorno da funcionária Juliene nos seguintes termos:
"Conversei com o técnico e o mesmo me informou que seu registro já estava dessa maneira, e que o mesmo manuseou com os dedos, sem a utilização de força para danificar a peça.
Nossos técnicos estão habituados com registros de duchas. E sabem como utilizar.
De toda maneira, caso a senhora possua a peça para reparo, posso enviar o técnico para a instalação."
Informei, então, que era muita cara de pau da empresa agir dessa forma e que eu iria atrás dos meus direitos.
Publico, aqui, o ocorrido na tentativa de esclarecer o que realmente ocorreu, ou seja, o funcionário estragou, sim, o monocomando do banheiro do casal, tanto que assinou a ordem de serviço com a afirmação de que houve algum dano material durante a execução da instalação.
Estou, desde do dia 03/08, sem poder deixar abertos os registros do meu banheiro, em razão da quebra, pelo funcionário da Vip Aquecedores, do cartucho interno de um dos monocomandos, pelo que peço urgência na resolução do problema.
SP, 05/08/21
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Resposta da empresa
05/08/2021 às 12:00
Prezada Sra Fernanda.
Conforme conversamos anteriormente, meu técnico informou que o monocomando da ducha da senhora já deveria estar com problemas, pois o mesmo apenas abriu com os dedos sem a utilização de força. Para testar o serviço de instalação do aquecedor que efetuamos em sua residência.
A senhora possui a Nota fiscal para verificarmos qual o tempo de uso, e quanto tempo possui esse produto? Só assim conseguiremos entender se foi um desgaste natural por tempo de uso da peça, ou realmente algo que possa ter ocasionado pelo meu técnico.
Estamos a 21 anos no ramo de assistência e instalação de aquecedores a gás, nossos técnicos estão habituados ao manuseio de tais componentes. Esse em questão, possui 18 anos de experiência com a nossa empresa.
Aguardamos seu contato com as informações sugeridas acima para podermos avaliar melhor o ocorrido.
Independente de qualquer decisão, estamos à disposição para efetuar o reparo em cortesia, caso a senhora encontre a peça para substituição.
Qualquer dúvida estamos à disposição.
Réplica do consumidor
05/08/2021 às 14:46
Pelo visto, Vocês são tão despreparados, que desconhecem que o produto Grohe é alemão e que tem 10 anos de garantia. https://*******
Aliás o próprio funcionário Maxsuel não sabia nem escrever o nome do fabricante o que mostra que não procede a afirmação de Vocês de que estão habituados com o manuseio do monocomando que tenho.
Os metais foram importados. Tenho as invoices, os projetos arquitetônicos e os comprovantes dos pagamentos feitos à empresa que realizou a obra dos banheiros, o que comprova, facilmente, que o produto não tem tempo de uso que pudesse acarretar na quebra do cartucho interno. Ademais, a própria Ghohe pode atestar tal fato, bem como testemunhas que tenho de que não havia qualquer problema no monocomando antes do funcionário Maxsuel meter a mão para estragá-lo.
Diante da recusa da Vip em arcar com os custos de aquisição do cartucho que seu funcionário quebrou, tomarei as demais medidas cabíveis.
Sem mais.
Fernanda Feijó