Atitudes discriminatórias e mau atendimento

Reclamação não respondida

Não respondida

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São Paulo - SP

31/01/2017 às 19:06

ID: 23956819

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Eu, minha esposa e meu filho, de 12 anos, estivemos hospedados no Visual Praia Hotel, em Ponta Negra, Natal- RN, no período de 10 a 20 de janeiro de *******, por um pacote de férias contratado pela CVC (Loja localizada no Extra-Ricardo Jafet) São Paulo, capital.
Não foi nossa primeira hospedagem nesta cidade, já estivemos neste mesmo local, só que em outro hotel, onde tudo transcorreu sem qualquer problema.
No Visual , observamos que não há padrão de atendimento por parte dos funcionários. Alguns atendem de forma cordial, outros, muito pelo contrário, são mal educados e grosseiros no atendimento aos hóspedes.
Por exemplo, certa manhã, fomos tomar café às 06h10min, ao perguntar a um funcionário que estava colocando os alimentos se poderíamos nos servir,tivemos como resposta “entre dentes”, https://******* que tem aí, pode!”. Convém salientar que o horário do café inicia às 6horas. Em outra manhã fomos acordados pela camareira que batia insistentemente na porta. Ao atendê-la me perguntou: “vai querer que limpe e arrume o quarto agora pela manhã?” Já estivemos em muitos outros hotéis e isto nunca aconteceu!
Isto era só o começo!
O evento que nos causou mais incomodou, foi quando meu filho, brincando com outras crianças , também hospedes do hotel, foi abordado (somente ele) por um dos vigias noturnos (seguranças) dizendo que foi alertado por outro funcionário que ele, meu filho, havia pulado para a área interna do hotel, numa nítida insinuação de que ele era um intruso ali. Meu filho de 12 anos disse que essa informação não era verdadeira, que ele estava hospedado no hotel. O segurança, ainda em dúvida, questionou com quem ele estava hospedado e qual o número do apartamento. Uma vez constatada a veracidade das informações dadas o segurança retirou-se sem maiores explicações. Em outro dia, quando ele retornava da praia para o hotel, ao passar pelo segurança, foi novamente barrado e questionado para onde ele estava indo, ele respondeu que era hóspede do hotel e novamente teve que dar todas as informações solicitadas pelo segurança. Aqui convém salientar que meu filho é negro . Eu, minha esposa e tantas outras crianças brancas, saímos e entramos dezenas de vezes e em nenhum momento fomos barrados ou observei outras crianças sendo barradas. Porque isto ocorreu apenas com uma criança negra? Uma atitude puramente racista .
Fomos a recepção e pedimos para falar com a gerência, o funcionário perguntou se ele mesmo não poderia nos atender. Relatamos os fatos com a “garantia” do funcionário que isto seria levado ao conhecimento da gerência e que tais ocorrências não se repetiriam, como de fato, nos poucos dias que nos restavam no hotel, não ocorreu. No entanto, em nenhum momento a direção do hotel se manifestou com o cuidado de saber de nós o que havia ocorrido e muito menos se desculpou, nem que fosse por educação !
Outra situação que merece um cuidado bem maior por parte da direção do hotel é o que ocorre em sua marquise junto ao calçadão da praia, onde a frequência de usuários de substâncias entorpecentes, é constante. Foram inúmeras as vezes que tivemos que sair da beira da piscina por conta do odor extremamente desagradável. Interessante, que nestes eventos os seguranças não tomavam nenhuma atitude.

Ao sairmos do hotel, deixei uma reclamação por escrito, com meus dados para contato. Até o presente momento NADA ! NINGUÉM entrou em contato.
Fica aqui, registrado o alerta para a CVC e para outros hóspedes deste hotel, quanto ao tratamento dado aos seus hóspedes, principalmente aqueles de pele negra. Lamentável que isto ocorra num país onde a miscigenação é sua mais forte característica.

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