Volvo XC90: Falha no sistema híbrido e bateria de alta tensão sem solução e sem previsão de reparo após mais de 30 dias.

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Olinda - PE

10/09/2026 às 11:08

ID: 258673181

Reclamação

Sou proprietário de um Volvo XC90 híbrido 2022, chassi *****, veículo premium de elevado valor, adquirido pela expectativa de segurança, confiabilidade e qualidade de pós-venda associadas à Volvo.

No dia 03/08/2026, o veículo passou a apresentar a mensagem Falha sistema híbrido Serviço necessário, deixando também de realizar normalmente o carregamento da bateria pela tomada.

Em 05/08/2026, levei o veículo à concessionária autorizada Rota Premium Recife para diagnóstico e solução do problema. Inicialmente, fui informado de que a falha estaria relacionada ao aquecedor complementar elétrico, cuja substituição foi indicada pela própria assistência autorizada como necessária ao reparo.

Como esse componente não estava coberto pela garantia, confiando no diagnóstico da rede autorizada Volvo, arquei com aproximadamente R$ 11.090,00 entre peça e serviços para realizar o reparo indicado.

Ocorre que, mesmo após esse desembolso extremamente elevado, o problema que motivou a entrada do veículo na concessionária não foi solucionado.

Já em 06/08/2026, após diagnóstico mais aprofundado por meio do sistema oficial VIDA, constatou-se que a falha não se restringia ao aquecedor. O próprio sistema da Volvo identificou falha no módulo de célula E da bateria de alta tensão, indicando expressamente a necessidade de sua substituição.

Ou seja: levei o veículo à rede autorizada para solucionar uma falha no sistema híbrido, paguei mais de R$ 11 mil pelo reparo inicialmente indicado e continuei com o problema, sendo posteriormente identificado outro defeito relevante justamente na bateria de alta tensão.

Desde aproximadamente 07/08/2026, acompanho reiteradamente junto à Volvo a solicitação de autorização e fornecimento do módulo necessário ao reparo. A resposta, entretanto, permanece essencialmente a mesma: não há previsão.

A situação tornou-se ainda mais preocupante em 15/08/2026, quando, após uma viagem, o veículo apresentou perda significativa de potência durante a condução, acompanhada do símbolo da tartaruga e de mensagem indicando redução do desempenho/sistema do motor. O aviso desapareceu após desligar e religar o veículo, mas o episódio evidentemente aumentou minha preocupação com a segurança e a confiabilidade do automóvel, especialmente diante da falha já diagnosticada na bateria de alta tensão.

Finalmente, em 03/09/2026, por orientação da própria Volvo, o veículo foi imobilizado na concessionária, onde permanece até o presente momento. Foi disponibilizado veículo reserva, o que reconheço, porém de características, porte e categoria distintos do meu XC90, amenizando apenas parcialmente os transtornos causados.

Desde então, entro em contato reiteradamente com a Volvo por meio do protocolo n *****, e continuo recebendo a informação de que não existe previsão para disponibilização do módulo da bateria nem para conclusão do reparo.

A situação é absolutamente incompatível com o padrão esperado de uma fabricante que comercializa veículos dessa categoria e valor. Não questiono simplesmente o fato de um automóvel apresentar defeito. Defeitos podem ocorrer. O que considero inadmissível é a sucessão dos acontecimentos: falha no sistema híbrido; diagnóstico inicial e reparo superior a R$ 11 mil que não solucionou o problema; posterior constatação de falha em módulo da bateria de alta tensão; perda de potência durante uma viagem; necessidade de imobilização do veículo; e ausência absoluta de prazo para solução.

Além disso, a situação já possui relevante repercussão jurídica.

O art. 18, 1, do Código de Defesa do Consumidor estabelece prazo máximo de 30 dias para que o vício seja sanado. Ultrapassado esse período sem solução, o consumidor pode exigir, à sua escolha, a substituição do produto por outro da mesma espécie em perfeitas condições de uso, a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada e sem prejuízo de eventuais perdas e danos, ou o abatimento proporcional do preço.

No meu caso, a falha surgiu em 03/08/2026 e o veículo foi apresentado à rede autorizada em 05/08/2026. Houve tentativa de reparo que não solucionou o problema e, já em 06/08, o sistema oficial VIDA identificou a necessidade de substituição do módulo E da bateria. Mais de 30 dias depois, o vício permanece sem solução e a Volvo sequer apresenta uma previsão para disponibilização da peça.

O Superior Tribunal de Justiça já reconheceu que o prazo previsto no art. 18 do CDC deve considerar o período entre a primeira manifestação do vício e seu efetivo reparo, não sendo admissível que sucessivas tentativas de conserto façam a contagem recomeçar indefinidamente.

Portanto, não considero juridicamente aceitável permanecer por prazo indeterminado aguardando uma peça que a própria Volvo não sabe informar quando estará disponível.

Minha prioridade continua sendo receber meu XC90 integralmente reparado, seguro e em perfeitas condições de funcionamento. Por isso, exijo que a Volvo Cars Brasil apresente imediatamente uma solução concreta, com prazo definido para disponibilização do módulo E da bateria, realização do reparo e devolução do veículo.

Caso a fabricante não tenha condições de sanar o vício em prazo compatível com a legislação, reservo-me expressamente o direito de exercer as alternativas previstas no art. 18, 1, do CDC, inclusive exigir a substituição do veículo por outro da mesma espécie e em perfeitas condições de uso ou a restituição imediata da quantia paga na aquisição, devidamente atualizada, sem prejuízo das demais medidas e perdas e danos eventualmente cabíveis.

Ressalto que a jurisprudência do STJ reconhece que, escolhida a restituição, deve ser considerada a quantia paga pela aquisição devidamente atualizada, e não simplesmente o valor de mercado de um veículo usado após sua natural desvalorização.

Também solicito esclarecimento e solução quanto aos aproximadamente R$ 11.090,00 que desembolsei no primeiro reparo indicado pela própria rede autorizada, apresentado como necessário para solucionar a falha que levou o veículo à oficina, mas que não resultou na solução do problema.

Adquiri um Volvo XC90, realizei um investimento extremamente elevado e segui todas as orientações da assistência autorizada. Não é razoável que, além de enfrentar uma falha relevante no sistema híbrido e na bateria de alta tensão, eu tenha desembolsado mais de R$ 11 mil, esteja privado do meu veículo e não receba da fabricante sequer uma previsão de quando o problema será definitivamente solucionado.

Depois de mais de 30 dias, não há previsão não é uma resposta aceitável.

Aguardo uma posição objetiva da Volvo Cars Brasil: qual será a solução apresentada e em que prazo meu veículo será efetivamente reparado e devolvido?

Protocolo Volvo: *****.

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