Reclamação de Locatário: Problemas Graves com Manutenção, Cobranças Indevidas e Bloqueio Perigoso de Motocicleta

Reclamação não resolvida

Não resolvido

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Belo Horizonte - MG

16/03/2026 às 17:09

ID: 243429761

Sou locatário de uma motocicleta da empresa Vou Locamoto para trabalho em aplicativos, e desde a primeira semana de contrato enfrento diversos problemas envolvendo manutenção inadequada do veículo, descumprimento de acordos, cobranças questionáveis e bloqueios remotos realizados de forma extremamente perigosa.
O primeiro problema ocorreu já na primeira semana de contrato. A motocicleta apresentava defeitos claros, como embreagem patinando em alta rotação entre a segunda e terceira marcha, indicando desgaste possivelmente causado por uso inadequado do locatário anterior. Além disso, a pastilha de freio dianteira já estava bastante desgastada.
Levei a moto até a oficina indicada pela empresa, que na prática é a única opção aceita pela locadora. Mesmo com esses sinais evidentes, a oficina avaliou o veículo como estando em boas condições de uso.
Poucos dias depois, com cerca de apenas 800 km rodados, o freio dianteiro acabou completamente. Considerando que a vida útil normal de uma pastilha de freio dianteira costuma variar entre 6 e 8 mil km, dependendo do uso, ficou evidente que a avaliação feita pela oficina foi extremamente mal executada.
Diante dessa situação fui até a sede da empresa e conversei pessoalmente com um dos sócios, Dilson. Expliquei toda a situação e também informei que não confiava mais na oficina indicada, justamente por não terem identificado um problema mecânico tão simples.
Expliquei também que naquele momento não poderia parar de rodar com a moto, pois precisava trabalhar para gerar renda, já que havia utilizado praticamente todo o dinheiro disponível para pagar antecipadamente a semana de locação e o valor do calção.
Fiz então uma proposta ao sócio da empresa: eu compraria a pastilha de freio, realizaria a substituição e enviaria o comprovante para que o valor fosse ressarcido ou abatido na parcela seguinte.
Ele concordou com a proposta e pediu apenas que eu enviasse o comprovante da compra.
Enviei o comprovante conforme solicitado, porém até hoje a empresa nunca realizou o ressarcimento prometido.
Posteriormente surgiram novos problemas.
No dia 16/01/2026 a empresa entrou em contato solicitando que eu levasse a moto para manutenção. Informei que poderia agendar para a quarta-feira seguinte, mas pedi que confirmassem comigo na terça-feira, um dia antes, pois minha agenda costuma ter mudanças de última hora devido a serviços e entregas que realizo.
A empresa não fez essa confirmação como combinado, e por isso acabei preenchendo minha agenda com outros compromissos.
Na sexta-feira da mesma semana, enquanto eu estava trabalhando normalmente, ocorreu uma situação extremamente perigosa.
Logo após deixar um passageiro, liguei a moto e iniciei uma conversão para fazer um retorno na via. No momento em que arranquei, a moto simplesmente parou de funcionar.
Por sorte eu estava em baixa velocidade. Consegui saltar da moto e desviar de um ônibus que vinha logo atrás. A moto caiu praticamente parada e acabou quebrando a manete de freio.
Percebi que não se tratava de defeito mecânico, mas sim de bloqueio remoto do veículo.
Mesmo que houvesse algum aviso genérico de bloqueio por atraso, a forma correta e segura de realizar esse procedimento seria informar data e horário específicos em que o bloqueio ocorreria, permitindo que eu estivesse parado em um local seguro.
Utilizo a motocicleta para trabalho em aplicativos e frequentemente estou rodando entre diferentes cidades da região, muitas vezes em locais desconhecidos ou até considerados de risco.
Sem essa informação clara de data e horário, o bloqueio pode ocorrer em qualquer momento, inclusive enquanto o veículo está em movimento ou em locais perigosos, o que representa um risco real à segurança do condutor.
Foi exatamente o que ocorreu.
Após esse episódio entrei em contato com a empresa explicando que a forma como o bloqueio foi realizado foi completamente inadequada e perigosa. Mesmo diante de uma situação que poderia ter causado um acidente grave, a empresa não apresentou qualquer pedido de desculpas ou reconhecimento de erro.
Após efetuar o pagamento, fui solicitado a comparecer pessoalmente na empresa.
Lá conversei novamente com o sócio Dilson e relatei todos os acontecimentos. Durante a conversa ele me levou até uma área onde havia algumas motos parcialmente desmontadas e comentou que geralmente era isso que acontecia quando eles avisavam corretamente.
Essa fala me causou bastante desconforto, pois deu a entender que, na visão da empresa, os clientes são tratados como potenciais [Editado pelo Reclame Aqui]ões e que por isso preferem realizar bloqueios abruptos, mesmo que isso coloque a segurança do condutor em risco.
Posteriormente, ao ler o contrato com mais atenção, encontrei diversas cláusulas mencionando que atraso de pagamento poderia ser interpretado como apropriação indevida ou outros [Editado pelo Reclame Aqui], o que reforçou ainda mais esse sentimento de tratamento acusatório por parte da empresa.
Durante essa mesma conversa o sócio informou que entraria em contato com a empresa responsável pelo bloqueador, alegando que a situação era inaceitável, porém transferindo a responsabilidade para terceiros.
Também não houve qualquer posicionamento claro sobre o dano causado à manete de freio.
Além disso, a empresa manteve a cobrança de uma multa por não comparecimento na oficina, mesmo tendo sido a própria empresa que não cumpriu o combinado de confirmar previamente o agendamento.
Posteriormente levei a moto novamente à oficina parceira para uma revisão referente aos 18.000 km.
Segundo as recomendações da fabricante, essa revisão deveria incluir verificação de diversos itens como freios, lubrificação de cabos e eixos, regulagem de válvulas, troca de óleo e filtro, verificação do kit de transmissão, velas, filtros de ar e combustível.
Fiquei aproximadamente três horas aguardando a execução do serviço.
Ao retornar para buscar a moto, descobri que praticamente nada disso havia sido feito.
Segundo o próprio mecânico, foram realizados apenas alguns serviços básicos, como lubrificação de cabos, troca do filtro de óleo, troca da vela e lubrificação da corrente.
Ou seja, a revisão cobrada não correspondeu ao serviço que deveria ter sido realizado.
O valor total cobrado foi aproximadamente:
250 reais pela revisão
40 reais pela manete de freio
35 reais pelo filtro
35 reais pela vela
Totalizando cerca de 360 reais.
Quando chegou o momento do pagamento informei que utilizaria a opção prevista em contrato de parcelar o valor da manutenção nos boletos seguintes.
A oficina informou que não fazia mais dessa forma e pediu que eu resolvesse diretamente com a empresa.
Entrei em contato com a empresa e fui direcionado para falar com o sócio Dilson. Durante a ligação ele inicialmente negou a existência dessa cláusula contratual e afirmou que a empresa decidia quando permitir ou não esse tipo de parcelamento.
Após bastante desgaste e discussão, ele acabou liberando o parcelamento em três vezes.
Posteriormente, diante da baixa qualidade da manutenção realizada pela oficina indicada, resolvi realizar por conta própria diversas revisões necessárias.
Troquei os discos de embreagem e constatei que a embreagem realmente estava completamente queimada, exatamente o defeito que havia informado desde o início do contrato.
Também realizei troca do pneu traseiro, troca do kit de transmissão, troca de freios, lubrificação de eixos, regulagem de válvulas e troca do filtro de combustível.
Ou seja, diversos serviços que deveriam ter sido corretamente avaliados pela empresa desde o início do contrato.
Após quitar as despesas da manutenção realizada pela oficina, entrei em contato com a empresa para negociar a alteração da data de pagamento do boleto, pois há meses venho pagando com apenas um dia de atraso devido ao fato de uma das minhas fontes fixas de renda pagar somente às quintas-feiras.
A funcionária Débora informou que verificaria com o setor financeiro e retornaria.
(Terei que registrar uma nova reclamação com o restante)

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Consideração final do consumidor

15/08/2026 às 18:08

[Editado pelo Reclame Aqui]

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Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

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Nota do atendimento

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