Falta de acessibilidade e atendimento inadequado para pessoa com deficiência na loja Ray-Ban

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Belo Horizonte - MG
17/08/2026 às 18:24
ID: 256695941
No dia de hoje, estive na loja Ray-Ban do BH Shopping para adquirir um óculos Meta Ray-Ban para meu filho, pessoa com deficiência (PCD) e com grave comprometimento visual, conforme recomendação médica.
O que deveria ter sido uma experiência de atendimento compatível com o padrão de uma marca internacional tornou-se um momento de constrangimento, desconforto e indignação.
Ao chegarmos à loja, não havia sequer um local adequado para que meu filho pudesse se sentar. Ele possui dificuldade para permanecer em pé por longos períodos e precisou se apoiar em mim enquanto era atendido. Somente após eu solicitar ajuda foi oferecido um banco alto, do tipo utilizado em bares, completamente inadequado para alguém com dificuldades de equilíbrio e mobilidade.
Mesmo diante da evidente dificuldade apresentada por meu filho, não houve iniciativa, sensibilidade ou empatia por parte da equipe para acomodá-lo adequadamente. Pelo contrário, tivemos a sensação de que a situação era tratada com absoluta naturalidade, como se o desconforto do cliente não tivesse qualquer importância.
O que mais me surpreendeu foi a falta de preparo para lidar com uma pessoa com deficiência. Em determinado momento, a própria medição necessária para a confecção dos óculos foi realizada enquanto ele permanecia em pé e instável. Precisei intervir e alertar que ele precisava estar sentado e apoiado para que as medidas fossem obtidas corretamente.
Estamos falando de um produto que custou R$ 5.200,00. Mas, independentemente do valor da compra, respeito, acessibilidade e atendimento humanizado não deveriam ser diferenciais; deveriam ser o mínimo esperado.
É lamentável que uma marca do porte da Ray-Ban não ofereça condições adequadas para receber clientes PCD e que seus colaboradores demonstrem tão pouca percepção diante de uma necessidade tão evidente.
Saí da loja com a compra realizada, mas profundamente decepcionada com a experiência. Meu filho retornará em alguns dias para buscar os óculos e, ironicamente, precisarei levar uma cadeira dobrável de casa para garantir que ele tenha onde se sentar durante o atendimento.
Espero que esta reclamação seja tratada com a seriedade que merece e que a empresa reveja não apenas sua estrutura de atendimento, mas principalmente o treinamento de sua equipe quanto à acessibilidade, inclusão e respeito às pessoas com deficiência.
Uma marca pode vender tecnologia de ponta. Mas sem empatia, continua deixando a desejar no mais básico: o atendimento humano.